4ª Semana Senai Mix Design começa nesta terça-feira (30/07) em Franca

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Começa nesta terça-feira (30/04), na cidade de Franca, no interior paulista, a 4ª Semana Senai Mix Design – Outono/Inverno 2014. O evento é promovido pelo Núcleo de Tecnologia e Design do Couro e do Calçado do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Muitas atrações aguardam o visitante que estiver presente no Auditório da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, localizado na Avenida Presidente Vargas, 2500, no Jardim Petraglia, em Franca.

Durante a realização do evento, haverá o lançamento da edição Inverno 2014 do book de inspirações Senai Mix Design, além de palestras gratuitas, exposição de couros e workshop. O objetivo é incentivar o uso do design como diferencial competitivo para as indústrias do setor coureiro-calçadista.

Débora Sendão, designer de calçados do Núcleo de Tecnologia e Design do Couro e do Calçado do Senai-SP, explica a importância da iniciativa para o mercado. “É um evento de grande importância para o setor coureiro-calçadista, pois fomenta o processo criativo e auxilia o direcionamento e planejamento de coleções com olhar estratégico”.

Durante o evento, assuntos como macrotendências de comportamento e consumo, inspirações, tendências de moda, design estratégico e novas tecnologias serão abordados. São informações valiosas para a cadeia produtiva, cumprindo o objetivo de “preparar as indústrias do setor para atuarem em um mercado cada vez mais segmentado e competitivo”.

Rumo ao inverno de 2014

Segundo Sendão, o book de inspirações para criação de calçados, bolsas e artefatos apresenta macrotendências de comportamento e consumo, visando a aplicação direcionada ao mercado brasileiro, bem como a disseminação do conceito de brasilidade pelo mundo.

“A importância do Senai Mix Design está relacionada à disseminação do design como diferencial competitivo dentro das empresas do setor”, explica a designer.

A nova edição do book de inspirações Senai Mix Design será lançada em formato de fichário, pensando na liberdade de manuseio do conteúdo.

Além disso, o projeto conta com um banco exclusivo de dados e imagens que abrange diversas cidades brasileiras, além de pesquisas internacionais nas principais feiras do setor e cidades relacionadas à cultura do design. Nesta edição, os destinos escolhidos para as pesquisas nacionais foram Foz do Iguaçu, no Paraná, e o circuito Barroco Mineiro, que envolve cidades como Ouro Preto, Mariana e Congonhas.

Serviço

4ª Semana Senai Mix Design – Outono/Inverno 2014

Dias: 30 e 31/07 das 19h30 às 22h

Local: Auditório da Escola Senai Márcio Bagueira Leal. Av. Presidente Vargas, 2500 – Jardim Petraglia – Franca/SP

Verônica Hipólito conquista segunda medalha do Sesi-SP no Mundial Paralímpico de Lyon

Depois da heroica medalha de ouro nos 200m, a atleta do Sesi-SP Verônica Hipolito conquistou mais uma medalha, a prata, na prova dos 100m T38 (categoria para pessoas com deficiência neuromotora), nesta quarta-feira (24/07), no Mundial Paralímpico de Lyon, na França.

A segunda medalha de Verônica começou com o recorde mundial batido por ela na semifinal, realizada na terça-feira (23/07), quando ela fez o tempo de 13s19. “Quando cruzei a linha de chegada, não sabia se tinha vencido, mas ouvi a música no estádio que avisa quando alguém bate recorde mundial. Olhei e vi que tinha sido eu. Foi ótimo”, afirmou, após a semifinal.

A atleta do Sesi-SP Verônica Hipolito: ouro e prata no Mundial de Lyon. Foto: Divulgação/CPB

A atleta do Sesi-SP Verônica Hipolito: ouro e prata no Mundial de Lyon. Foto: Divulgação/CPB

Na prova final, Verônica ficou com a prata, com o tempo de 13s26, superado apenas pela britânica Sophia Hahn, que terminou a prova em 13s10, estabelecendo um novo recorde. Em terceiro lugar ficou a chinesa Junfei Chen, com 13s55.

Superar obstáculos tem sido uma constante na vida de Verônica que teve que lidar com um tumor na cabeça, um acidente vascular cerebral e o retorno do tumor. “A doença me persegue. Mas consegui me recuperar bem. Mas meu trabalho foi recompensado”, disse Verônica em entrevista ao portal Terra, que ainda faz tratamento por causa do novo tumor.

Com apenas 17 anos, é o primeiro Mundial da atleta, que ainda vai disputar a prova de salto em distância, na sexta-feira. (26/07).

As provas do Mundial Paralímpico estão sendo transmitidas ao vivo pela Internet:www.cpb.org.br.

Foto: Paulo Skaf visita ‘Cidade das Crianças’, em Paris, na França

Agência Indusnet Fiesp

Em sua passagem pela capital francesa, onde reforçou o apoio à candidatura de São Paulo para sediar a Expo 2020, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, visitou na tarde de quarta-feira (12/06) a “Cidade das Crianças”, na Cité des Sciences, no parque La Villette, juntamente ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin.


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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, durante visita à Cidade das Crianças, na Cité des Sciences, no parque La Villette. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Fiesp e empresários franceses avaliam criação conjunta de centros de tecnologia no Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador francês, Bruno Delaye, e presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu nesta quinta-feira (09/05) o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, e um grupo de empresários da França. Entre os assuntos da pauta foi discutida a criação conjunta de centros de tecnologia no Brasil e o apoio à formação de engenheiros brasileiros em universidades francesas.

Durante o encontro, Skaf falou sobre projetos de investimento em centros de tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para os setores de aviação e ferroviário, também conhecidos pelo embaixador Delaye.

“Assim como vamos fazer o Centro Senai de Tecnologias Aeronáuticas em São José dos Campos, nós vamos fazer para o setor ferroviário um centro de tecnologia”, disse Skaf sem mencionar a cidade. “Temos uma previsão de investimento de R$220 milhões para os dois centros, o ferroviário e o aeronáutico”, acrescentou.

Em matéria de formação, o embaixador Delaye citou o “Ciências Sem Fronteiras”, programa dos Ministérios da Ciência Tecnologia e Inovação e da Educação que oferece bolsas de estudo no exterior a estudantes brasileiros no nível superior.

Segundo Delaye, mais de três mil engenheiros brasileiros são formados em universidades francesas todos os anos.

“Nosso compromisso é capacitar 10 mil engenheiros brasileiros até 2015 nas universidades francesas. Isso é dentro e fora do programa ‘Ciências Sem Fronteiras’ porque já temos um programa anterior em vigor”, explicou.

Embaixador da França elogia Azevêdo na OMC e aumento da taxa de retorno das concessões de infraestrutura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A expectativa dos empresários franceses com a nomeação de Roberto Azevêdo para a Organização Mundial do Comércio (OMC) é que ele favoreça o multilateralismo das empresas brasileiras e francesas, afirmou nesta quinta-feira (09/05) o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, durante encontro com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na sede na entidade.

“Elogiamos a escolha de Roberto Azevêdo para o cargo de diretor-geral da OMC e reconhecemos sua enorme competência, e também da diplomacia brasileira”, disse Delaye. “Esperamos muito dessa nova direção. Investimos muito no Brasil”, completou.

Segundo o embaixador, existem mais de 500 empresas francesas erradicadas no Brasil, “e elas empregam mais de 500 mil brasileiros”.

Bruno Delaye também elogiou a decisão do governo brasileiro de aumentar a Taxa de Retorno (TIR) dos projetos de investimento para concessões de rodovias de 5,5% para 7,2%.

“É uma boa notícia. Isso vai nos permitir participar de maneira muito mais agressiva das licitações”, disse o embaixador da França.

Acordo com Sorbonne é muito importante para a Fiesp, diz Mario Frugiuele, diretor secretário da entidade

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Relações de trabalho e emprego, sustentabilidade, infraestrutura, direito internacional, competitividade e inovação são alguns dos temas que irão mobilizar os esforços da cátedra “Globalização e mundo emergente Fiesp-Sorbonne”, lançada no dia 08/04 pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com a Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne. A informação é do diretor secretário da Fiesp e diretor da cátedra no Brasil, Mario Eugenio Frugiuele.

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Mario Frugiuele, diretor secretário da Fiesp, dirige a cátedra no Brasil. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Articulador do convênio com a instituição francesa, Frugiuele diz que é a primeira vez que este tipo de acordo é feito pela Sorbonne com uma instituição do setor privado fora da França e que o reconhecimento da universidade francesa é muito importante para a Fiesp. O diretor da Fiesp explica ainda como foram originadas as conversações com a Sorbonne e fala das expectativas para os trabalhos nos próximos três anos.

Leia trechos da entrevista:

Aproximação Fiesp e Sorbonne

Essa aproximação surgiu numa missão que a Fiesp fez à feira Batimat, em Paris, organizada pelo Departamento de Construção (Deconcic) da entidade. Eu conheci o professor da Sorbonne Guillermo Hillcoat [na época diretor da Cátedra das Américas] em um encontro na casa do embaixador brasileiro na França, José Maurício Bustani, junto com o vice-presidente da Fiesp José Carlos de Oliveira Lima. Trocamos impressões e falamos na possibilidade de tentar um relacionamento mais forte entre Fiesp e Sorbonne, ideia compartilhada e incentivada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Em meados de 2011, fomos para a França para assinar um protocolo de intenções entre as entidades. Este acordo foi seguido de uma nova missão à Batimat, em 2011, com uma série de cursos na própria Sorbonne, o que demonstrou grande aceitação do nosso público empresarial a esse relacionamento com o setor acadêmico – especialmente a Sorbonne.

Percebendo a possibilidade de algo mais importante do que simplesmente um acordo de cooperação, e por sugestão do próprio professor Guillermo Hillcoat, ponderamos que o projeto mais importante e viável seria a formação de uma cátedra. Assinamos, portanto, em 2012, o protocolo de formação da cátedra e, em seguida, fizemos a assinatura da cátedra.

Projetos para a cátedra Fiesp-Sorbonne

Nós solicitamos projetos tanto na França como no Brasil e eles estão chegando. As pessoas interessadas, tanto do ramo acadêmico como do setor privado, estão enviando propostas com possibilidades de estudos e de parcerias de projetos dentro da cátedra. Estaremos trabalhando em conjunto nesses três anos e desenvolvendo os projetos de interesse mútuo, tanto da Fiesp quanto da Sorbonne.

Temas básicos

Nesse primeiro momento da cátedra, definimos temas básicos de estudo dentro de nossa programação para o ano de 2013.

Esses eixos básicos são: relações de trabalho e emprego, sustentabilidade, infraestrutura, direito internacional, direito econômico e várias situações estão surgindo com as possibilidades de desenvolvimento, inclusive na área de competitividade e inovação.

Os trabalhos já estão em andamento. Essa visita de lançamento [da comitiva da Sorbonne, nos dias 8 e 9 de abril] é também uma visita de trabalho. Várias reuniões foram feitas em função da programação dos projetos. Entendemos que, no mais tardar a partir de junho, já estaremos transformando em realidade essa ideia surgida em 2009.

Reconhecimento à Fiesp

É um trabalho inovador da academia com o setor privado e a primeira vez que este tipo de acordo é feito fora da França.

A Fiesp é uma entidade que, pela forma como atua – principalmente, em função da posição segura, decidida e dinâmica do presidente Paulo Skaf –, goza de uma confiança recíproca com a Sorbonne, uma universidade fundada em 1257.

O acordo com uma instituição acadêmica desse nível, para nós, é uma grande honra. Acreditamos que os projetos a serem executados neste convênio reflitam a credibilidade e importância das entidades envolvidas.

Relações Brasil e França

Além da situação de desenvolvimento das áreas de interesse comum, tanto em termos de transferência de conhecimento e de ideias, existe também uma situação muito importante que é o aumento do relacionamento entre o Brasil e a França.

De certa forma, essa atitude proativa da Fiesp vem ao encontro dos interesses, claro, da própria situação da indústria.

Quanto maior o nosso relacionamento, maiores as possibilidades de intercâmbio – tanto de conhecimento como de experiências.

Entrevista: Guillermo Hillcoat, coordenador da cátedra Fiesp-Sorbonne na França

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Guillermo Hillcoat: Brasil e França tem problemas comuns coma questão da desindustrialização. Foto: Julia Moraes/Fiesp

PhD em Economia na Universidade de Paris VIII, o professor Guillermo Hillcoat , da Universidade de Paris 1 Panthéon Sorbonne, é o coordenador na França da cátedra “Globalização e mundo emergente”, resultado de uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a instituição francesa.

Mestre em Economia Política pela Universidade de Paris, Hillcoat é consultor de instituições como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Comissão Europeia. É pesquisador no Centro de economia da Sorbonne e foi diretor, entre 2006 e 2012, da “Chaire des Amériques”.

Em entrevista ao site da Fiesp, Hillcoat fala sobre como surgiu a parceria, os objetivos da cátedra e como ele vê com relacionamento com a Fiesp.

Por que a Sorbonne decidiu trabalhar com a Fiesp?

Guillermo Hillcoat – A Universidade Sorbonne tem relações múltiplas, tanto no continente americano como em outras regiões do mundo. A internacionalização das universidades na Europa e, sobretudo, na França, tornou-se uma preocupação relevante e estratégica porque as universidades que não se internacionalizam – ou que se internacionalizam pouco – perdem em competitividade, conceito muito utilizado hoje em economia e na indústria.

Tivemos a chance de conhecer membros da diretoria da Fiesp, inclusive o presidente [Paulo Skaf]. E foi ali que pensamos em trabalhar sobre algo inovador porque, da mesma forma que é a primeira vez que a Fiesp firma um acordo com uma universidade fora do Brasil, para nossa Universidade também é uma inovação fazer um acordo bem amplo, com muito potencial, com uma instituição da sociedade civil, neste caso, uma federação de empresários, industriais, ainda mais por se tratar de uma grande cidade industrial de um país emergente, no caso, o Brasil.

Então, estávamos ambos bastante entusiasmados para desenvolver esta negociação e concluir algo que seja uma instância, de forma organizacional, que permitiria desenvolver aspectos ligados ao ensino, à formação, aqui ou em Paris; realizar atividades de grande público, conferências, mesas redondas, e fazer também diagnósticos setoriais, estudos pontuais, se aproximando de pesquisa. E, para isso, a ideia de criar uma cátedra, que possa ser uma cobertura para essas atividades e eixos de trabalhos.

Em novembro de 2011 foi assinada uma carta de intenções nesta direção. Tudo foi concluído há alguns meses e nós estamos em ponto de ignição do foguete, digamos assim. E depois será a decolagem.

O que França e Brasil tem a aprender um com o outro dentro dessa experiência da cátedra conjunta?

Guillermo Hillcoat – Esta é uma pergunta bem pertinente. Desde o começo, nós consideramos a relação com a Fiesp como uma relação de paridade. O Brasil é uma economia em que existem oportunidades em todos os aspectos, tanto econômicos, industriais, agrícolas, quanto acadêmicos. Tem problemas de mão de obra, de qualificação, de melhoria de infraestrutura.

Hoje, temos problemas que são comuns – aqui e na Europa – como a questão da desindustrialização, o problema do êxodo de empresas com a concorrência asiática, as questões ligadas a pesquisa, desenvolvimento e inovação, com novos produtos e métodos produtivos.

Então, temos problemáticas que hoje são transversais. Não há somente os antigos países industrializados e os países em desenvolvimento como nos anos 60/70. Hoje, existe uma multipolaridade de regiões emergentes, não tem somente os Brics – eles são os mais conhecidos, e o Brasil faz parte –, mas tem uma segunda onda que chamamos dos “neo-emergentes” como África do Sul, México, Turquia e mesmo outros na América do Sul, como Colômbia e Peru, que são economias bem dinâmicas – ainda que de menor dimensão que a do Brasil.

De modo que consideramos esta relação [com a Fiesp] como uma relação de aprendizagem e de colaboração entre iguais, entre pares, e é neste espírito que nós começamos a identificar certos projetos na área jurídica, da competitividade, do meio ambiente, das energias renováveis – áreas na qual o Brasil não somente pode demandar colaboração mas tem ativos a transferir. Por exemplo, na área de energias renováveis como o bioetanol, o Brasil é um país avançado, que está na ponta da produção e das exportações.

Então, as expectativas são boas?

Guillermo Hillcoat – Sim, absolutamente. Estamos, de fato, somente no começo da identificação de possibilidades de colaboração. A cada conversa, seja quando encontro especialistas dos departamentos da Fiesp, seja quando tive a oportunidade de conversar com o Dr. Paulo Skaf, e, também, claro, com o Dr. Mario [Frugiuele], como na reunião desta manhã [08/04] com os dois vice-reitores da Paris 1 que estão conosco, ou nos encontros de pessoas do Derex [Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior] e de outros departamentos, aparecem ideias, sugestões, pistas para desenvolver projetos de pesquisa ou, talvez, workshops, de modo que as possibilidades são enormes e nós estamos apenas no começo da identificação de áreas de colaboração.

* Com tradução de Beatriz Stevens 

Entrevista: Nadia Jacoby, vice-reitora de Comunicação e Sistemas da Informação da Sorbonne

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Nadia Jacoby: nossas expectativas são, antes de tudo, descobrir o que nós somos capazes de fazer neste ambiente novo. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Durante a visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no dia 15 de abril, a vice- reitora de Comunicação e Sistemas da Informação da Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne, Nadia Jacoby, atendeu a reportagem do site da Fiesp.

Nessa entrevista, Nadia Jacoby fala sobre os interesses comuns que motivaram a parceria e comenta as primeira reuniões de trabalho com diretores da Fiesp após assinatura da “Globalização e mundo emergente”, acordo de cooperação entre as duas instituições.

A parceria Fiesp-Sorbonne

“Foi um feliz concurso de circunstâncias, um encontro não programado entre meus colegas da Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne e dirigentes da Fiesp que descobriram um interesse comum para eventualmente montar, juntos, um acordo de cooperação. As discussões tomaram certo número de meses, o que, acredito eu, seja a garantia do estabelecimento de uma relação mutuamente interessante, e hoje, para nós, é quase natural, eu diria, trabalhar com um parceiro que faz perguntas que nós também fazemos. Nós questionamos as coisas como universidade, do ponto de vista acadêmico, e nosso parceiro, a Fiesp, faz o mesmo tipo de perguntas, mas de um ponto de vista muito mais operacional e, eu diria, muito mais pragmático. Em todo caso, do ponto de vista da conduta das relações industriais.”

As reuniões de trabalho com departamentos da Fiesp

“A primeira impressão é de um grande interesse por parte dos diretores dos diferentes departamentos da Fiesp que encontramos sobre esta cooperação em surgimento. Eu diria que se as principais temáticas foram definidas, de certa forma ainda resta tudo a fazer. A parte essencial do trabalho está diante de nós. Então, minha primeira impressão é realmente de um interesse bem forte e importante da parte desses diretores de departamento da Fiesp que compartilharam conosco quem são, o que fazem, quais são suas atividades – e quando falo de departamentos eu penso, inclusive, no Senai-SP e no Sesi-SP que não são, se eu entendi bem, exatamente departamentos da Fiesp, mas instituições afiliadas. De forma que, hoje, para nós, iniciamos essa colaboração, ao mesmo tempo, em bases de interesse comum, de uma dinâmica comum, e de respeito e interesses recíprocos das atividades dos dois parceiros.”

Expectativas

“Acredito que nossas expectativas são, antes de tudo, descobrir o que nós somos capazes de fazer neste ambiente novo. É um novo tipo de acordo, tanto para a Fiesp quanto para a Universidade Paris 1 Panthéon Sorbonne. Não temos o hábito de trabalhar regularmente num período de três anos, período concernente a essa cátedra. Sei que nós iremos construir juntos uma colaboração bem sucedida que vai nos levar também a fazer coisas que talvez não tenhamos feito, de uma maneira que não fizemos até agora. Eu acho que este já é um dos objetivos.”

* Com tradução de Beatriz Stevens 

Empresário brasileiro precisa conhecer as boas oportunidades de negócio na França, afirma Paulo Skaf

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp


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Carlos Roberto da Costa, Damien Loras, Paulo Skaf e Frédéric Drouin. Foto: Junior Ruiz

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu nesta terça-feira (18/12) a visita o novo cônsul geral da França, Damien Loras; do diretor-geral da Peugeot do Brasil; Fréderic Drouin; e o diretor-geral da Citroën do Brasil, Carlos Roberto da Costa.

Durante o encontro, o cônsul geral da França pediu o apoio da Fiesp para promover um acordo de cooperação franco-brasileira na área comercial e formação profissional.

No entendimento de Skaf, para que haja investimentos de indústrias brasileiras no mercado francês os empresários brasileiros precisam conhecer as boas oportunidades de negócio no país. Um solução, apontada pelo presidente da Fiesp, é a realização de um encontro entre empresários dos dois países no primeiro semestre de 2013.

No final do encontro, a comitiva francesa realizou uma visita monitora na unidade do Senai Conde José Vicente de Azevedo, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, um dos centros de ensino de referência do setor automotivo.

Senai Franca lança book de inspirações e promove palestras e exposições para indústria calçadista

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp 

O Núcleo de Tecnologia e Design do Calçado do Senai-SP, sediado em Franca, promove de 4 a 6 de dezembro a 3ª Semana Senai Mix Design – Verão 2013/14. O objetivo da iniciativa é incentivar o uso do design como diferencial competitivo para as indústrias do setor coureiro-calçadista.

Durante o evento serão promovidas palestras, exposições e o lançamento da edição Verão 2013/14 do book de inspirações Senai Mix Design. A programação é totalmente gratuita.

Tendências para o mercado

O book de inspirações Senai Mix Design traz o panorama do cenário brasileiro em relação ao mundo e mostra fatores que interferem na maneira de planejar, produzir, vender e consumir produtos, bem como no direcionamento de pesquisas voltadas para o setor.

A proposta é refletir sobre a importância do tempo sob dois pontos de vista: a inspiração e o estratégico. O objetivo é fomentar o processo criativo, com foco na inspiração e sua decodificação, e auxiliar no planejamento de coleções de calçados, bolsas e artefatos.

O material é formado por um book em formato de fichário com painéis com exemplos de criações conceituais, vitrinas e comerciais criados a partir de imagens, cartela interativa de cores, materiais e estampas.

O material também tem imagens destacáveis para formação de painéis de inspiração e um aplicativo digital com conteúdo exclusivo compatível com os sistemas operacionais Windows, Macintosh e iOS (iPad), que será disponibilizado para download gratuito a partir do dia 04/12, no endereço: http://www.mixdesign.sp.senai.br/.

Palestras

A programação visa difundir informações sobre moda, design e mercado. Confira o conteúdo:

  • Dia 04/12 às 19h30: Apresentação do Book de Inspirações Senai Mix Design – Verão 2013/14, por Débora Catelani, designer de calçados do Núcleo de Design e Tecnologia do Couro e do Calçado do Senai.
  • Dia 05/12 às 19h30: Palestra A cultura de design como estratégia, realizada por Dorotéia Pires, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisa em Moda e consultora de design da Abicalçados, dedicada a estudos, pesquisas e publicações na área de design de moda.
  • 05/12 às 20h30: Palestra Tecnologia digital para calçados, com Osvalí Silvestre Jr., designer do Núcleo de Tecnologia e Design do Couro e do Calçado do Senai. Serão abordados temas como digitalização em 3D, desenvolvimento digital e prototipagem rápida.
  • 06/12 às 19h30: Bate-papo sobre moda brasileira e criatividade com Alexandre Herchcovitch.O estilista é um dos brasileiros de maior destaque no mercado internacional da moda e apresenta suas coleções no São Paulo Fashion Week e na Semana de Moda de Nova York.
  • 04 a 06/12, das 13h às 22h: Exposição de materiais e componentes Verão 2013/14 para calçados, bolsas e artefatos, no hall do auditório.
  • Workshop in Company: Entenda o processo de criação e aplicação da Metodologia Senai Mix Design no desenvolvimento de coleções para sua empresa. Agende uma visita personalizada, gratuitamente, com os designers do Senai por meio do e-mail: design604@sp.senai.br ou telefone (16) 3727-1101. As vagas limitadas.

Colaborar para a construção de uma indústria cada vez mais forte, produtiva e qualificada na busca de uma identidade nacional, é uma das missões do Senai.

Serviço
3ª Semana Senai Mix Design Verão 2013/14
Período: de 04 a 06 de dezembro de 2012
Local: Auditório do Senai Franca
Endereço: Av. Presidente Vargas, 2500, Franca, SP
Tel. (16) 3727-1101

Inscrições
Evento gratuito. Vagas Limitadas
Inscrições antecipadas no site: www.sp.senai.br/franca

Skaf: intercâmbio entre nações é um dos mais eficazes instrumentos de superação da crise econômica

Agência Indusnet Fiesp

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Skaf: perspectivas são promissoras nas relações entre Brasil e França. Foto: Junior Ruiz

Um reconhecimento internacional ao empenho na busca de consolidar e ampliar interesses maiores de duas grandes nações. Foi assim que Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), classificou na noite de terça-feira (06/11) o “Personalidade do Ano 2012”, título que acabara de receber da Câmara de Comércio Brasil na França.

Emocionado, Skaf disse que as iniciativas de diplomacia empresarial adotadas pela Fiesp são pautadas “sempre de maneira ética e respeitando a independência e a soberania” e “responsáveis contribuições” no processo de desenvolvimento entre os dois países.

Depois de destacar a força da economia brasileira e de enumerar características que chamam a atenção mundial para o país, anfitrião da Copa 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o líder da indústria disse que será nos melhores conceitos do capitalismo democrático que a humanidade encontrará alternativas para um novo ciclo de crescimento e prosperidade.

“Nesse sentido, um dos mais eficazes instrumentos de superação e reação à crise [econômica] é o intercâmbio entre as nações”, concluiu.

Perspectivas

Skaf relembrou ações de aproximação entre a Fiesp e a França: a realização de mais de 40 eventos e reuniões, incluindo a recepção, em 15 de dezembro de 2011, em São Paulo, do então primeiro-ministro francês, François Fillon; os estímulos a parcerias na área da defesa; e o convite da Câmara de Paris para que a Fiesp fizesse uma adesão ao C6, integrado por entidades empresariais de Londres, Moscou, Pequim, Berlim e da capital francesa.

Mencionou ainda a assinatura de acordo com o ministério da Educação e empresas da França, visando à cooperação para o desenvolvimento de currículos e capacitação de professores do Centro Senai de Tecnologias Aeronáuticas, que será inaugurado em 2014, em São José dos Campos (SP).

“Devemos multiplicar esforços, pois as perspectivas são promissoras”, disse Skaf, citando o programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa do governo brasileiro para permitir que estudantes cursem universidades francesas.

Educação

O presidente da Fiesp e do Ciesp ressaltou que, além de representar 150 mil empresas, correspondendo a quase 50% do PIB industrial do brasil, a indústria paulista mantém a maior rede privada de ensino do país, atendendo, anualmente, a 1 milhão de alunos no ensino básico e na formação profissional. “Atuamos também na formação técnico profissionalizante e no ensino superior de tecnologia. Nossas atividades, incluem, ainda, grandes programas nas áreas da saúde, esportes, cultura e lazer”, reforçou.

Presidente da Fiesp anuncia acordo de cooperação com universidade Sorbonne de Paris

Agência Indusnet Fiesp

Em seu discurso de agradecimento pela premiação “Personalidade do Ano 2012”, concedida pela Câmara de Comercio Brasil na França (CCBF) em jantar de gala em Paris, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, anunciou a criação de um acordo de cooperação visando a criação de uma cátedra intitulada “Globalização e mundo emergente Fiesp – Sorbonne”.

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Pulo Skaf disse que reconhecimento é estímulo a ampliar ainda mais o intercâmbio bilateral entre Brasil e França. Foto: Junior Ruiz

“Neste acordo estamos criando um mecanismo de cooperação em três pilares : atividades de treinamento e capacitação de pessoas; cooperação científica, técnica e consultiva; e atividades de grande visibilidade institucional”, explicou Skaf depois de mencionar a instituição francesa como “ícone do conhecimento, da ciência e do pensamento universal.”

Entre os objetivos da parceria estão a criação de módulos de formação de curta duração, que poderão ser realizados nos dois países; a interação para a troca de experiências e de expertise; e a realização de duas atividades por ano, ora em São Paulo, ora em Paris, como workshops e seminários, por exemplo, ou mesmo estudos e projetos.

O presidente das entidades, e também do Sesi-SP e e Senai-SP, disse ainda que o amplo e sólido entendimento entre Brasil e França é marcado por congruências quanto aos ideais democráticos e a importantes fatos, citando a influência francesa no modelo educacional e brasileiro, na criação da Universidade de São Paulo e no reconhecimento francês da paternidade da aviação (Alberto Santos Dumont).


Jornal O Globo: Fiesp terá Cátedra com a Universidade Sorbonne

Agência Indusnet Fiesp

A coluna Negócios & Cia, do jornal O Globo, publicou a nota En français, na sexta-feira (02/11), na qual afirma que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) terá cátedra com a Sorbonne, universidade de Paris, França.

O presidente Paulo Skaf anunciará o acordo nesta terça-feira (06/11), em Paris. As aulas de “Globalização e mundo emergente” terão início em janeiro de 2013.

“Precisamos da liderança do Brasil e da presidente Dilma”, afirma François Fillon

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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François Fillon, primeiro-ministro da França. Foto: Junior Ruiz

Em conferência realizada na Fiesp nesta quinta-feira (15), o primeiro-ministro francês François Fillon certificou que a liderança do Brasil é essencial para superar a crise de confiança que a Europa atravessa.

“Devemos precisamente agora captar o imenso potencial ofertado por esta parceria estratégica entre os dois países, e afirmo solenemente que precisamos da liderança do Brasil e de sua presidente Dilma Rousseff”, declarou para uma plateia de autoridades e empresários brasileiros e franceses.

Com a ideia de compartilhamento da visão de um mundo multipolar, Fillon disse que tanto seu país quanto o Brasil sempre se opuseram ao pensamento de dominação pelas superpotências. “Cada Estado deve se fazer ouvir em cada continente. Os países procuram uma solução comum aos problemas mundiais, e a França e o Brasil contribuem para a estabilidade internacional entre as grandes nações.”

Ele reforçou: “Isso vale para o G20 e para o FMI, e também para o conselho de segurança do ONU, onde a França pleiteia um assento permanente para o Brasil, como faz para a Alemanha, Japão e Índia, sem esquecer o local justo que deve ser dado no Conselho de Segurança das Nações Unidas ao continente africano”.

Ao comentar o projeto de aproximação comercial e econômica do Brasil com outros países da América Latina, o primeiro-ministro foi enfático: “Vocês sabem muito bem com que determinação devemos nos empenhar para poder chegar nesse objetivo”. E adicionou que “hoje a questão da zona do euro atrapalha esses interesses. “Acho evidente que há uma parte de ideologia e outra de oportunismo nos ataques a esta união monetária”.

Contenção da crise

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Foto: Junior Ruiz

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, elogiou a adoção de medidas por parte do governo francês para a contenção da crise.

“A crise europeia é de endividamento público. O governo da França está tomando providências que nem sempre são medidas politicamente populares, mas corretas, o que é um bom exemplo”, sublinhou.

Skaf destacou que a Europa é um mercado de 500 milhões de consumidores “que interessa a todos”. Ressaltou também que o Brasil e a França tradicionalmente têm realizado muitas parcerias. “Em 2010, tivemos mais de US$ 1 bilhão de investimentos brasileiros na França e uma troca de comércio que lógico, pode ser muito ampliada.”

Presidente da Fiesp firma acordo com Universidade Sorbonne de Paris

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Jean-Claude Colliard, Paulo Skaf e José Carlos Oliveira Lima, durante assinatura da carta de intenções entre Fiesp e Sorbonne, em Paris

Foi assinada nesta terça-feira (08/11) carta de intenções entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), representada pelo presidente Paulo Skaf, e a Universidade Paris 1 Panthéon – Sorbonne, em Paris, na França.

A cerimônia faz parte da missão empresarial Fiesp/Batimat 2011, formada por 130 dirigentes de entidades de classe (sindicatos e associações), para participar da maior feira mundial do setor da construção civil, que acontece entre 7 e 12 de novembro, na capital francesa.

A parceria entre a Fiesp e a Sorbonne tem como objetivo viabilizar a atuação conjunta na realização de estudos, apoio técnico e promoção de cursos. E, ainda, a troca de informações e divulgação de resultados alcançados referentes à cadeia produtiva.

Paulo Skaf ressaltou a importância da Universidade, instituição de excelência e qualidade, que contribui para a formação das pessoas através do ensino. “Não há desenvolvimento sem educação. O conhecimento adquirido garante pleno sucesso e independência”, disse o presidente da Fiesp, que pretende ampliar o espaço da indústria brasileira na feira, em 2012.

Skaf convidou o reitor da Universidade, Jean-Claude Colliard, a visitar o Brasil e conhecer as instalações das escolas do Senai SP e as universidades focadas em tecnologias.

Colliard reforçou a importância do acordo entre as duas instituições: “Hoje há forte cooperação entre a academia e a iniciativa privada. Existe fronteira comum de interesses mútuos para a união entre o Brasil e a França, representados pela nossa instituição e a Fiesp”

Oportunidades de Negócios

Ao longo do dia, a Fiesp promoveu rodada de negócios para apresentar aos empresários estrangeiros as oportunidades existentes no Brasil. Foram 45 encontros que contaram com a presença de dez empresas brasileiras e 13 internacionais.

Missão da Fiesp participa de homenagem ao Brasil na maior feira mundial da construção

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil ganha cada vez mais relevância no cenário internacional de negócios. E o setor da construção é um dos mais importantes, principalmente pelas oportunidades de investimento nas áreas de habitação e infraestrutura, com ênfase para as obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Diante desse horizonte promissor, o país será homenageado na 28ª Batimat 2011, considerada a maior feira mundial do setor da construção civil, que acontece em Paris, França, entre 7 e 12 de novembro. Pela segunda vez, a Fiesp organiza uma missão à feira, formada por mais de 130 dirigentes de entidades de classe (sindicatos e associações).

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A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na Batimat 2011, em Paris

“Queremos proporcionar aos representantes brasileiros a oportunidade de conhecer as novidades tecnológicas da indústria mundial da construção. Ao mesmo tempo, a missão empresarial trazida pela Fiesp também vem apresentar aos empreendedores estrangeiros, as oportunidades de negócios existentes no Brasil”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na recepção à delegação brasileira, neste sábado (5), em Paris. “Até 2022, o país pretende investir R$ 5 trilhões de reais no segmento, sendo R$ 3 trilhões em habitação e R$ 2 trilhões em infraestrutura”, destacou.

O presidente da Fiesp e o presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic/Fiesp), José Carlos de Oliveira Lima, recepcionaram a delegação que é formada por um grupo de 150 empresários brasileiros, ao lado de autoridades como a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.  “Estamos mostrando ao mundo todas as oportunidades de negócios existentes no Brasil, que vão muito além dos eventos esportivos”, ressaltou Oliveria Lima.

Programação

A Missão Empresarial Fiesp – Batimat 2011 terá programação diversificada. Nesta segunda-feira (7), a federação promove na capital francesa o Seminário Internacional Construbusiness – Brasil Rumo a 2022 – Planejar, Construir, Crescer, no qual José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da entidade, apresentará dados sobre a cadeia produtiva da indústria da construção, com informações do estudo feito por seu Departamento da Indústria da Construção, que traz um diagnóstico completo sobre o setor no país.

No mesmo dia, a Fiesp realizará uma Rodada de Negócios com informações sobre joint venture, fusões, aquisições, entre outros assuntos ligados às oportunidades de negócios do país.

Os integrantes da missão brasileira também poderão fazer cursos na Universidade Sorbonne Paris 1 – Panthéon. Os assuntos abordados vão desde gestão à história da arte, passando por arquitetura sustentável e direito internacional.

No espaço de exposições da Batimat, a Fiesp tem estande em conjunto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP), o que permite dar continuidade à troca de informações sobre o setor da construção. O estande, representando o Brasil, está localizado no Pavilhão – Hall 4, Rua C – 181.

Proposta de acordo entre Fiesp e Universidade de Sorbonne visa capacitação profissional

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic e vice-presidente da Fiesp (esq.) e Guillermo Hillcoat, diretor da Catedral das Américas na Universidade Paris 1 – Panthéon-Sorbonne

A reunião extraordinária do Conselho Superior da Construção (Consic) da Fiesp, realizada na sede da entidade nesta quarta-feira (27), teve a participação especial do professor Guillermo Hillcoat, diretor da Catedral das Américas na Universidade Paris 1 – Panthéon-Sorbonne, de Paris, França.

O convidado falou das propostas sobre acordo de cooperação entre a Fiesp e a universidade de Sorbonne (França), que tem como objetivo promover cursos de capacitação de mão de obra para a cadeia produtiva da indústria da construção. A ideia do convênio surgiu em 2009 em Paris, durante a Batimat, a maior feira do mundo no segmento.

O professor apresentou casos de sucesso na Europa, como projetos de pesquisa do instituto francês de engenharia Arts et Métiers ParisTech (Ensam), que já realizou parcerias com mais de 100 universidades e instituições estrangeiras que permitiram oferecer oportunidades para seus alunos estudarem no exterior.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic e vice-presidente da Fiesp, expôs sua preocupação quanto à qualificação de trabalhadores para o setor. Ele alegou que o grande problema foi a estagnação do Brasil durante 30 anos, com a construção civil “no terceiro mundo”, quando nenhum governo enxergou a situação.

“O País precisa mudar, pois não temos portos nem aeroportos suficientes, uma série de deficiências em função de a construção civil ter estado em quarto, quinto plano”, afirmou Oliveira Lima.

Melhor reconhecimento

De acordo com Abílio José Weber, instrutor do Senai-SP, a procura por mão de obra aumentou cinco vezes em relação à década de 1970. Hoje, o problema é a escassez de operários qualificados. “Atualmente, a terceira geração das pessoas que vieram do nordeste para trabalhar quer ser médico, engenheiro”, analisou.

Para Weber, a formação de trabalhadores para a indústria da construção civil é a única saída para suprir esta carência, mas “o profissional não quer ser tratado como ‘peão’, e sim como trabalhador reconhecido”.

Na mesma linha de raciocínio, Luiz Augusto Contier, conselheiro do Consic e dirigente dos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil da Universidade São Judas, informou que a demanda por estas vagas no ensino superior aumentou muito.

Em visitas a outros países, ele teve a chance de conhecer o modo de trabalho dos profissionais da construção, muito avançado em relação ao Brasil. “Não existe mais o ‘peão de obra’. Hoje, é um operário altamente qualificado e especializado para as construções de alta tecnologia, e vamos começar também a entrar neste ciclo”, considerou Contier.

Capacitação

Dilson Ferreira, diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, sinalizou que o segmento terá, em um período de doze anos, um crescimento sustentável baseado em questões estruturais da economia.

Mas para que isto aconteça, além do aumento da mão de obra, há a necessidade da melhoria da produtividade. “Não haverá oferta de trabalhadores suficiente se os processos construtivos continuarem sendo iguais aos do passado”, declarou o diretor.

Ferreira sugeriu ainda a criação de uma escola superior da indústria da construção civil filiada ao Senai-SP e à Fiesp. “Não queremos concorrer com outras instituições de ensino, e sim nos juntar para promover a união e cumprir nosso dever de solucionar o problema da capacitação de trabalhadores para o setor”, concluiu.

Fiesp pede à chanceler francesa empenho nas negociações entre Mercosul e União Europeia

Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e a ministra das Relações Exteriores da França, Michelè Aliot-Marie

Em reunião com a ministra das Relações Exteriores da França, Michelè Aliot-Marie, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu empenho da chanceler no avanço das negociações do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciadas há sete anos.

Para Skaf, a finalização do acordo só trará benefícios à indústria brasileira se a União Europeia for mais maleável em suas exigências. Os europeus querem maior abertura do setor industrial basileiro, esquivam-se de um tratamento diferencial para alguns segmentos, como bens de capital, e não cedem na flexibilização do próprio mercado agrícola – umas das mais importantes exigências do Brasil.

Além do acordo comercial entre os dois blocos, Paulo Skaf também abordou o discurso do presidente francês, Nicolas Sarkozy, feito no último G-20, no qual ele afirmou que as maiores economias do mundo precisam combinar novas medidas para conter a volatilidade nos mercados de commodities.

“Quando os preços das commodities estão muito baixos, ninguém reclama, mas quando estão altos todos reclamam”, salientou Skaf.

Senai-SP lança em Franca caderno de tendências para a indústria coureiro-calçadista

Evelyne Lorenzetti, Agência Indusnet Fiesp

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Evento contou com a participação dos diretores locais da Fiesp, Wayner Machado, e do Ciesp, Saulo Pucci, que abriram o evento no auditório de Senai em Franca, onde estiveram presentes representantes dos sindicatos e das principais indústrias da região

O Senai-SP, por meio do seu Núcleo de Tecnologia e Design do Couro e do Calçado, lançou na noite de quinta-feira (27),  em Franca, o Senai Mix Design.

Um bureau digital de estilo, voltado à indústria coureiro-calçadista, com informações sobre linhas de comportamento que deverão conduzir os caminhos da moda na Primavera/Verão 2011/12.

Composto por dois DVDs com textos, fotos, vídeos, painéis de inspiração, cartela de cores e materiais e desenhos interativos para configuração de cores, o Senai Mix Design é uma espécie de caderno de tendências multimídia para o setor.

O material traz conexões globais, o consumo em todas as suas vertentes, influenciando hábitos diários, como alimentação, comunicação e locomoção, que determinarão valores de geração para geração e desejos que serão traduzidos em produtos.

Também analisa as principais feiras internacionais do setor – GDS, Micam, Mipel e Lineapelle –, abrangendo o lançamento da matéria-prima até o produto na forma de calçados, bolsas e artefatos nos gêneros masculino, feminino e infantil.

A apresentação de tendências se completa com sua decodificação, na qual se traçam perfis de consumo, transitando entre o clássico, romântico, fashion e contemporâneo, visualizados pela interação entre as cartelas de cores e modelos exclusivos propostos para Primavera/Verão 2011/12.

A cerimônia de lançamento foi realizada no auditório do Senai Franca, com a presença dos diretores locais da Fiesp Wayner Machado e do Ciesp Saulo Pucci, além de representantes dos sindicatos e das principais indústrias da região.

Brasil será convidado de honra na Batimat 2011 em Paris

Claudinei Florêncio, Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima (3° à esq.), durante reunião na Embaixada do Brasil em Paris

O vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da entidade, José Carlos de Oliveira Lima, esteve em reunião na Embaixada do Brasil em Paris, na última sexta-feira (21).

Participaram do encontro a chefe do Setor de Promoção Comercial (Secom), Bertha Gadelha, e a nova diretora da Divisão da Construção Reed Expositions, Stéphanie Auxenfants, para apresentar e definir o plano de ação brasileiro do Projeto Batimat 2011, que será realizado em novembro, na França.

No encontro, definiu-se uma parceria entre a Fiesp, por meio do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), e o Secom, para coordenar a participação dos empresários brasileiros que desejam buscar novas tecnologias, parcerias, fusões e joint-ventures.

Como ação imediata, já está em andamento o planejamento da realização conjunta de um Seminário Internacional, que ocorrerá no período da Batimat 2011, em Paris, com a participação do setor público e privado, para tratar das oportunidades de negócios entre os dois países.

Investimentos no Brasil

De olho nos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos, Oliveira Lima ressaltou que o País tem se projetado mundialmente como uma das nações com maior estabilidade econômica, financeira e política, para receber investimentos internacionais.

“Na edição de 2009, a Fiesp liderou um grupo de 100 empresários, com extensa programação de atividades durante o período da feira, o que permitiu um avanço de conhecimento para todos eles”, explicou.

Como o Brasil será o convidado de honra, há planos para uma grande área brasileira no evento. “Queremos contar com a

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Da esq. p/ dir.: José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Consic e Stéphanie Auxenfants, diretora da Divisão da Construção Reed Expositions

Fiesp para viabilizar esse grande acontecimento”, disse a nova diretora, reforçando o apoio da Embaixada Brasileira na elaboração e execução do projeto.

Neste ano, a feira contará com mais de 2.000 expositores para receber os 400 mil visitantes esperados. De acordo com Stéphanie Auxenfants, a previsão de brasileiros deverá ultrapassar facilmente o número de 2009, que foi de 1,3 mil visitantes.

“Estamos muito otimistas. A exemplo do que foi realizado em 2009, queremos ampliar os negócios entre os dois países, e este evento é uma grande oportunidade para viabilizar esses negócios”, afirmou Auxenfants.