Exposição Era Uma Vez o Moderno [1910-1944] estreia em dezembro, no Centro Cultural Fiesp

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

A exposição Era Uma Vez o Moderno [1910-1944] é uma parceria do Centro Cultural Fiesp (CCF) e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP), instituição que guarda o maior acervo sobre o modernismo no país. A mostra reúne diários, cartas, manuscritos, fotos e obras dos artistas e intelectuais que fizeram parte de diversas iniciativas em torno da implantação de uma Arte Moderna no Brasil, entre 1910 e 1944. Contando com mais de 300 obras e documentos, fará o público revisitar três décadas dessa história e, em especial, conhecer as produções dos autores e pensadores que participaram da Semana de Arte Moderna, em 1922, cujo centenário se dará em fevereiro do próximo ano.

O público encontrará as obras e reflexões de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Manuel Bandeira, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Osvaldo Goeldi, Ismael Néry, Guilherme de Almeida, Gilberto Freyre, entre muitos outros. A exposição pretende mostrar a dimensão humana das mulheres e homens que participaram do debate em torno da possibilidade de se fazer uma Arte Moderna no Brasil, assim como a diversidade de manifestações e direções do que se convencionou chamar de modernismo brasileiro.

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Fotos: Karim Kahn/Fiesp

Era Uma Vez o Moderno entra em cartaz no dia 10 de dezembro de 2021 e segue aberta à visitação gratuita até 29 de maio de 2022. Quem preferir programar a visita deve acessar este link.

A curadoria da mostra é do professor e pesquisador do IEB/USP, Luiz Armando Bagolin, e do historiador Fabrício Reiner. A exposição, que é a maior sobre o modernismo brasileiro já realizada no mundo, tem como proposta apresentar uma sequência de fatos históricos e culturais por meio das próprias vozes, influências e até mesmo dos dilemas e conflitos dos artistas que viveram o  Modernismo.

Coube ao Sesi-SP a restauração de todo o acervo do IEB/USP no que diz respeito às obras de artistas, intelectuais e pensadores modernistas.

Em uma faixa de tempo que compreende os anos de 1910 a 1944, o público poderá mergulhar na intimidade daqueles que construíram este movimento cultural a partir da leitura de cartas como, por exemplo, aquela escrita por Mário de Andrade para Tarsila do Amaral, em 1929, na qual ele comunicava o rompimento da relação de amizade com o também modernista Oswald de Andrade.

Os visitantes poderão conhecer o diário de Anita Malfatti, de 1914, que registra os preparativos da sua primeira exposição individual, realizada em São Paulo. E para a experiência ficar ainda mais real, os visitantes poderão assistir vídeos protagonizados por atores que interpretam alguns artistas modernistas em momentos importantes de suas vidas bem como da história do movimento cultural.

Em um dos corredores da exposição, o personagem virtual de Mário de Andrade lê um trecho do livro Pauliceia Desvairada, durante a segunda noite da Semana de Arte Moderna. Na ocasião, nervoso, o poeta tremia de timidez. Em outro momento, a figura de Manuel Bandeira, interpretada no vídeo pelo ator Nilton Bicudo, lê uma carta que o poeta pernambucano escreveu e destinou a Mário de Andrade, criticando o movimento Pau Brasil, de Oswald de Andrade, num momento cheio de humor.

Em outros dois pontos relevantes da mostra, o personagem virtual de Tarsila do Amaral lê uma carta datada de 1920, na qual, de Paris (França), escreveu para Anita Malfatti relatando seus primeiros encontros com a Arte Moderna, em particular, com o futurismo italiano de Umberto Boccioni, que então a escandalizou.

O tom melancólico de Mário de Andrade nas palavras que estão nas palavras que estão no bilhete escrito e nunca enviado por ele a Manuel Bandeira, em 1944, mostra a preocupação do artista no convertimento dos seus colegas modernistas pelo Estado Novo, de Getúlio Vargas.

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Entre os quadros que estarão na mostra Era Uma Vez o Moderno, O Homem Amarelo, um dos mais conhecidos de Anita Malfatti. A pintura esteva na Exposição de 1917 e na Semana de Arte Moderna de 1922. A obra O Mamoeiro, de Tarsila do Amaral, finalizada em 1925, também estará exposta na Avenida Paulista. Neste quadro, a artista buscou representar a realidade da época fazendo uso de cores fortes e formas geométricas influenciadas pelo cubismo e pela arte do francês Fernand Léger, seu mestre.

Também será possível conhecer os objetos, diários e fotos que foram resultados das viagens de Mário de Andrade à região Amazônica e às cidades do Norte e Nordeste do Brasil, comprovando seu interesse pela pesquisa de caráter etnográfico.

A mostra trará algumas das manifestações apresentadas na Semana de Arte Moderna irmanadas pelo desejo de ruptura com a arte do passado e pretende apresentar a correspondência entre as obras dos artistas com as cartas, os manuscritos e os demais itens do acervo pessoal deles. “Nossa proposta de linha do tempo tem início em 1910 com os registros que farão o público conhecer um pouco da primeira exposição brasileira da artista alemã Emma Voss, que pela primeira vez trouxe para o Brasil obras que tiveram relação com as primeiras vanguardas artísticas europeias”, explicou Bagolin.

Ao longo da exposição, haverá à disposição do público áudios acessíveis por QRCODE com comentários e análises feitas pelo curador, além de outras informações históricas e reproduções em formato digital dos documentos e cartas presentes na exposição. Tudo para que ninguém perca nenhum momento importante desta incrível história.

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Exposição Era Uma Vez o Moderno

Período expositivo: de 10 de dezembro de 2021 a 29 de maio de 2022

Horários: de quarta a domingo, das 11h às 20h

Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp

Endereço: Avenida Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon-Masp)

Entrada gratuita. Agendamento de visitas em www.sesisp.org.br/eventos e agendamentos escolares e de grupos em ccfagendamentos@sesisp.org.br Mais informações: www.centroculturalfiesp.com.br.

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Prorrogada até 24/10 a exposição sobre os 80 anos de vida e música do maestro João Carlos Martins no Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Centro Cultural Fiesp prorroga a exposição inédita João Carlos Martins: 80 Anos de Música. A mostra, que vai além da história de vida do renomado maestro, convida o público a conhecer mais de perto a influência da música em sua trajetória em quase mil metros quadrados de espaço expositivo até 24 de outubro, de quarta a domingo, das 13h às 20h. A entrada é gratuita, mas é necessário realizar agendamento prévio pelo sistema Meu Sesi.

Para o curador e diretor artístico da mostra, Jorge Takla, a grande surpresa foi descobrir uma quantidade extraordinária de material no exterior sobre a carreira internacional do maestro. “Infindáveis críticas elogiosíssimas, artigos, comentários sobre o artista, considerado um dos maiores pianistas do mundo no século 20. Uma história pouco conhecida no Brasil de João, o Maestro do Povo”, conta.

“Mas como passar essa trajetória a um público o mais amplo possível? Como contar essa história? Como expor uma obra que não é pictórica?”, se perguntou Jorge Takla. “A música teria que estar presente, sempre. Afinal, ela estava presente na vida de João Carlos Martins desde seu nascimento. E o João talvez seja hoje o único artista e cidadão brasileiro que dedique seu tempo integral à música, à arte, à formação de novos artistas e às apresentações gratuitas para o povo”, afirma.

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O maestro João Carlos Martins. Foto: Karim Kahn/Fiesp

Por dentro da exposição

Para Álvaro Razuk, que assina o projeto de arquitetura da exposição, “o personagem João Carlos Martins é síntese de múltiplas leituras: o pianista, o regente, o homem público. Esta diversidade foi o que nos orientou para conseguir a solução arquitetônica que respondesse a estas diversas questões”.

Logo na entrada da Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, o som de uma orquestra afinando seus instrumentos prepara o público para a imersão. A partir daí, inúmeras fotos, vídeos, textos, publicações, reportagens, filmes e documentários, além de objetos que marcam sua vida e carreira, estão divididos em duas fases dentro do espaço expositivo: a primeira delas, o Pianista – com corredores musicais e pictóricos, que conduzem a uma viagem entre os anos 1940 e 2003 –, e a segunda, o Maestro – onde o público terá contato com a determinação de um homem que optou pela vida e pela música.

Em um dos destaques da mostra, a Sala do Piano, uma holografia do pianista João Carlos Martins conversa com o público e toca músicas que foram memoráveis em sua carreira. Já na Sala da Orquestra, os visitantes poderão reger uma sinfônica como maestro, em uma brincadeira interativa.

Em outras cinco mini salas de projeção, e nos corredores da Galeria, serão exibidos vídeos curtos, com passagens de suas apresentações, depoimentos de Martins e de várias celebridades, além de filmes, entrevistas nacionais e internacionais que documentam histórias e memórias de seus 80 anos de música.

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JCM Gravando Disco Cravo Bem Temperado em Pomona – Acervo Pessoal

Projetos e parcerias

A atuação do maestro nas áreas social e educacional também tem vez na mostra. O público vai poder conhecer as ações realizadas junto aos jovens carentes das periferias, os projetos de formação musical e concertos gratuitos realizados pela Fundação Bachiana em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

“É um orgulho, para o Sesi-SP, abrir as portas do Centro Cultural Fiesp para sediar a exposição que celebra os 80 anos do maestro João Carlos Martins. Não haveria lugar melhor para reverenciar essa história de vida deste grande homem, que nos honra com sua garra, determinação e superação. A parceria do Sesi-SP com o maestro já tem mais de 10 anos, quando nasceu a Bachiana Filarmônica Sesi-SP. Sem dúvida, essa exposição, é uma justa homenagem a esse grande artista e um presente muito especial para a cidade de São Paulo”, afirma o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf.

Além da orquestra, maestro e Sesi-SP também criaram o Orquestrando São Paulo, projeto pioneiro na capacitação técnica e artística de regentes via plataforma on-line, que ainda angaria e coordena os apoios locais para ampliar o acesso das comunidades à música, e implementaram os Núcleos de Música que oferecem cursos livres e gratuitos de iniciação musical e de instrumentos de cordas para crianças e adultos nos Centros de Atividades do Sesi no Estado, ambos como forma de democratizar o acesso à música clássica e à cultura.

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JCM na Bulgária – Acervo pessoal


A ciência cura o corpo, a música cura a alma

Em outra sala da exposição o foco é a forte ligação de Martins com a Ciência e a Saúde, já que o regente luta contra problemas físicos desde a infância, tendo passado por 24 cirurgias. Entrevistas com médicos e professores destacam a Distonia Focal – distúrbio neurológico caracterizado por movimentos e posturas musculares anormais que, de acordo com a Fundação Leon Fleisher, acomete mais de 33 milhões de pessoas pelo mundo e é alvo de uma campanha mundial pela qual o maestro milita intensamente.

“João Carlos um dia me disse que a música, para ele, era como uma mulher. Que a sua relação com a Música (a Mulher) sempre fora consequência (ou motivo) de transformações no seu corpo. Nas suas mãos. Uma interminável luta ou um ato de amor?”, diz o curador, que inclui a projeção de uma coreografia inédita de Anselmo Zolla, especialmente criada para a mostra, um Pas de Deux executado por um casal de bailarinos da Studio3 Cia. de Dança, ao som de Martins ao piano em um tango de Astor Piazzolla.

E não poderia faltar o samba – o maestro foi homenageado no enredo A Música Venceu, que deu o título de campeã à escola de samba paulistana Vai-Vai, em 2011 – e o futebol, através de seu forte envolvimento desde a infância com o time da Portuguesa.

Outro destaque será o compositor J.S. Bach (21/3/1685 – 28/7/1750), que ganha um espaço especial na exposição, assim como teve na carreira do pianista e maestro João Carlos Martins. “Em resumo, uma verdadeira imersão musical e emocional na vida de um ser humano multifacetado e surpreendente que está por trás deste grande artista”, conclui Jorge Takla.

Sobre João Carlos Martins

João Carlos Martins ocupa um lugar ímpar no cenário musical brasileiro, tendo sido considerado um dos maiores intérpretes de Bach do século XX pela crítica internacional, tendo gravado a obra completa do compositor para teclado. Iniciou seus estudos de piano aos 8 anos, aos 13 iniciou a sua carreira no Brasil e aos 18 no exterior.

Seus concertos no Carnegie Hall, após a sua estreia aos 21 anos, em apresentação patrocinada por Eleanor Roosevelt, sempre tiveram lotação esgotada. Suas gravações estiveram muitas vezes entre as mais vendidas e jornais como The New York Times, Washington Post e Los Angeles Times sempre dedicaram reportagens entusiasmadas à sua personalidade artística.

Martins abandonou definitivamente os palcos como pianista em 2002 por problemas físicos e, após iniciar os seus estudos de regência, apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que o fez quando pianista. Atualmente, construiu uma sólida carreira na regência da Bachiana Filarmônica Sesi-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar, em janeiro de 2007, no Carnegie Hall, feito repetido em 2008.

Sobre Jorge Takla – Curador e Diretor Artístico

Diretor requintado, habilidoso em lidar com elencos numerosos, Takla tem 45 anos de carreira marcados por espetáculos de alta qualidade e refinamento. Encenou mais de 100 espetáculos de Ópera, Teatro e Teatro Musical, entre eles Rigoletto, Tosca, Don Quichotte, The Rake’s Progress, Candide, La Traviata, La Boheme, Madama Butterfly, Il Tabarro, As Bodas de Fígaro, Cavalleria Rusticana, I Pagliacci ,Os Contos de Hoffmann, A Viúva Alegre, My Fair Lady, Vermelho, Evita, Jesus Cristo Superstar, O Rei e Eu, West Side Story, Mademoiselle Chanel, Vitor ou Vitória, Electra, Cabaret. Takla é Grande Oficial da Ordem do Ipiranga.

Serviço:

Exposição João Carlos Martins – 80 Anos de Música

Período expositivo: prorrogado até 24 de outubro de 2021

Horários: de quarta a domingo, das 13h às 20h

Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp

Endereço: Avenida Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon-Masp)

Entrada gratuita. Agendamento de visitas em: www.sesisp.org.br/eventos

Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br

Mais informações: www.centroculturalfiesp.com.br

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Ficha Técnica

Curadoria e Direção Artística: Jorge Takla |  Co-Curadoria: Paulo Humberto de Almeida | Produção e Idealização: Fundação Bachiana | Produção Geral: Lab Cultural | Maré Produções | Direção de Produção: Carlos Eduardo de Assumpção Martins e José Toro | Assistente de Direção Artística e Curadoria: Ronaldo Zero | Arquitetura: Álvaro Razuk – equipe: Daniel Winnik, Ligia Zilbersztejn e Thais Jardim | Iluminação: Fernanda Carvalho Lighting Design – equipe: Luana Alves, Helena Caixeta e Emilia Ramos | Projeto Multimídia e Interatividade samambaia.digital | Desenvolvimento Técnico Sérgio Santos | Projeto dos sistemas de Áudio Eng. José Dionísio de A. Neto | Design Gráfico e Comunicação Visual: Ludovico Desenho Gráfico; Paulo Humberto de Almeida e Helio Fukuda | Produção Executiva: Noêmia Duarte | Coordenação de Produção: Cassia Rossini | Produção Comunicação Visual: Carol Ribas | Produção Conteúdo: Audiovisual InterFace Filmes | Pesquisa: Eloá Chouzal | Assistente de Pesquisa: Flora Roaunet | Redação e edição de texto: Gabriela Longman | Tradução: Christopher Mack | Revisão: Bilíngue Regina Stoklen e Cristina Fino. A exposição João Carlos Martins: 80 Anos de Música é uma realização do Sesi-SP e Fiesp, com produção da Fundação Bachiana.

Fotógrafo Pedro Motta apresenta mostra individual Estado da natureza no Centro Cultural

Em sua individual Estado da Natureza, que estreia na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp no dia 27 de fevereiro, o artista Pedro Motta propõe novos desmembramentos de sua pesquisa sobre as relações entre elementos naturais e comportamento humano, seus atritos e convergências. Ao todo, são 45 trabalhos divididos em três grandes séries, que o público poderá conhecer gratuitamente até o dia 12 de maio.

A primeira, Naufrágio Calado (2016/2018), é oriunda de uma junção de duas palavras que remetem a um estado psíquico de incertezas e desilusões: “naufrágio” ecoa como uma decadência dos elementos que compõem as obras (barcos e trailers abandonados), e “calado remete ao estranhamento e silêncio que as imagens produzem. “Calado”, no linguajar náutico, é a designação dada à profundidade a que se encontra o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação, em relação à superfície da água.

Nesse contexto, barcos ressurgem de cemitérios de navios, de uma região específica da Bretanha, Roscanvel, já os trailers procedem de outro cemitério, na Nova Zelândia. Esses elementos são inseridos em paisagens tomadas por erosões de grandes dimensões, resultantes de uma mineração de cassiterita sistêmica que operou em meados dos anos 1950, quando o Brasil tinha como lema o progresso e o desenvolvimento.

Tais imagens podem ser interpretadas como vivências de um estado de decadência, onde natureza e sociedade são destituídas de seus valores, e os elementos são dragados pela superfície sem vida. Sendo assim, as fotografias são resultado da representação direta, da apresentação material e da construção ficcional.

A série Naufrágio Calado é composta por várias imagens de diversos formatos e segue o mesmo procedimento que o artista emprega em seus trabalhos anteriores: manipulação digital e o confronto entre os elementos naturais e humanos.

Mais que uma questão política, a assimilação dessas imagens pictóricas faz uma ponte entre o passado e o futuro incerto do país. Algumas imagens da série foram realizadas em dias de lua cheia, evocando um clima de nostalgia e estranhamento na paisagem.

Já a série Falência#2 (2016) tem imagens de diversos tipos de erosões resultantes das águas das chuvas. Suas formas são provenientes de um tempo oculto, em que a natureza demonstra sua força e beleza pela destruição. Neste momento a terra está totalmente desprovida de estrutura, criando uma espécie de sutura escultórica. A metodologia empregada na construção da imagem final é resultante de outra série do artista, Espaço Confinado. Pequenas quantidades de terra são inseridas dentro da moldura, uma vez que no Espaço Confinado a sensação de claustrofobia era aparente, agora, em Falência#2, é como se o espaço superficial da foto se esvaísse para o campo do infinito, como em uma ampulheta.

Composta por 12 imagens, a série Sumidouro (2016) faz uma metáfora ao Rio das Mortes, importante rio da região do Campo das Vertentes, famoso pelas histórias de garimpo e batalhas territoriais. Fazendo uma interligação entre as séries Falência e Sumidouro, a obra Paisagem Transposta é composta por diversas imagens de paisagens naturais provenientes de redutos naturais modificados pela ação do homem. Pequenos galhos fazem a conexão entre estes espaços.

Sobre o artista

Pedro Motta (Belo Horizonte, 1977) graduou-se em desenho pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2002. Iniciou sua atividade artística pesquisando as estreitas relações entre cidade e indivíduo. As paisagens e espaços naturais e rurais da região do Campo das Vertentes (MG) são o foco das pesquisas mais recentes do artista, que vive em São João del Rei (MG).

Dentre seus prêmios conquistados estão o 6º Prêmio Marcantonio Vilaça (2017), a Bolsa ICCo/SP-Arte (2015), a residência Flora ars+natura (2013), o 9º BES Photo Museu Coleção Berardo (2011), o Prêmio Ibram de Arte Contemporânea (2011) e a Residency Unlimited/Nova York (2011).

Seus trabalhos integram acervos de instituições como MAM-SP, MAM-RJ, MAM-BA, MASP, SESC-SP, Museu de arte do Rio (MAR-RJ), Coleção Museu Berardo (Lisboa), Centro de Fotografia de la Intendencia de Montevideo e Itaú Cultural.

Em 2010, lançou o livro Temprano (Funarte), uma retrospectiva de mais de dez anos de carreira, e em 2018, o livro Natureza das coisas (Editora UBU), organizado por Rodrigo Moura, com textos críticos de Ricardo Sardenberg, Eduardo de Jesus, Agnaldo Farias, Ana Luisa Lima, Luisa Duarte, Nuno Ramos, Kátia Lombardi, Cauê Alves e José Roca.

Serviço:

Exposição Estado da Natureza

Período: de 27 de fevereiro a 12 de maio de 2019

Horários: terça a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 10h às 20h.

Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp (av. Paulista, 1.313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).

Classificação indicativa: livre

Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br

Entrada gratuita. Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br

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Felippe Moraes traz instalações inéditas na exposição Solfejo no Centro Cultural FIESP

Agência Indusnet Fiesp

Redes de deitar que badalam sinos; camas com tubos que emitem sons harmônicos; um neon com um verso da música Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso, e um cheiro de alecrim que remete à canção Tanto Mar, de Chico Buarque, integram a exposição Solfejo, no Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp desde 3 de abril. Trata-se de uma reunião de 29 peças, entre obras e instalações de Felippe Moraes, sendo 13 delas inéditas e criadas especialmente para a mostra. O público pode conferir as obras gratuitamente até o dia 30 de junho.

A nova mostra de Moraes, artista que atualmente reside em Portugal, onde faz doutorado pela Universidade de Coimbra, exibe um recorte de sua produção artística, que lida com noções de som e música. Formada por obras inéditas e outras já consagradas em seu repertório, a exposição apresenta trabalhos de grande porte, com estruturas de aço e processos técnicos, como afinação acústica e construções especializadas.

O nome Solfejo é uma referência à escala tonal, representada pela partitura, as imagens que possibilitam ao estudante ‘ler’ a música que será executada – proposta que coincide com os objetivos de Felippe Moraes. “Os trabalhos são dispositivos para mostrar coisas que acontecem, mas não são vistas”, explica.

O artista, que também assina a expografia, cenografia e design gráfico da mostra, trabalha com diversos materiais dependendo da necessidade poética de cada projeto. “Domino as ferramentas digitais e executo as obras em seguida, ou as terceirizo, como no caso das peças inéditas de Solfejo”, adianta.

A pluralidade de materiais e recursos usados nas obras faz com que Solfejo proponha o máximo de experiências sensoriais com obras imersivas, como Intervalo Harmônico, formada por camas com tubos sonoros nas laterais que emitem pares de notas musicais harmônicas entre si; e Composição Aleatória, uma sequência de oito redes de descanso que, ao serem movimentadas, acionam o som de um sino – obra que reforça a importância do indivíduo num contexto de coletividade e permite a composição de uma música em grupo.

A instalação olfativa Tanto Mar permite que o visitante sinta uma essência de alecrim por todo o espaço expositivo. Título homônimo ao da música composta por Chico Buarque, em 1975, faz referência ao trecho específico “manda urgentemente algum cheirinho de alecrim”. A canção faz menção à Revolução dos Cravos, que aconteceu em Portugal no mesmo período em que o Brasil passava pela ditadura militar.

Já a série Desenho Sonoro, criada em 2014, registra o efeito causado pela vibração de diferentes sons sobre uma placa de metal com areia. Os padrões foram captados pelo próprio artista em uma série de fotografias em grande escala.

Com tamanhos e suportes acessíveis a pessoas de todas as estaturas, como camas, redes e tubos mais baixos, a mostra também pode ser aproveitada/acessada por crianças. Moraes reforça que a ideia de usar elementos lúdicos desperta a criança que está dentro dos adultos. “É neste sentido que a exposição dialoga também com o público infanto-juvenil.”

A programação ainda conta com oficinas, visita guiada com o artista e debate ao longo do período expositivo. As informações sobre essas atividades estão disponíveis no site do Centro Cultural Fiesp (www.centroculturalfiesp.com.br).

Ciência, natureza e espiritualidade

O artista conta que sua produção se direciona para temas que unem ciência, natureza e espiritualidade: “Eu lido com o que nos ultrapassa, com o que não tem um vocabulário específico para se descrever”. Sobre esse aspecto da sua obra, Felippe Moraes complementa que o que o interessa é a relação íntima entre a sua prática artística, a razão e o espiritual, visto que esses campos estão lidando com os grandes mistérios do universo e que, a partir do momento em que a ciência não dá conta de determinados fenômenos, emerge uma transcendência com narrativas mitológicas, religiosas e outros recursos que procuram dar sentido ao que não tem resposta.

“A espiritualidade está sempre um passo adiante na tentativa de criar explicações para o que o conhecimento racional ainda não responde – um alimenta o outro e ambos também se confrontam”, diz o artista. Para ele, Solfejo lida justamente com o revelar dos padrões invisíveis, com o que acontece ao redor, mas não é percebido. “A revelação desses fenômenos abre a percepção para experiências sensoriais, transcendentais e mitológicas”, completa.

Para o artista, que comemora este ano 10 anos de carreira, a mistura de obras do passado e do presente cria novas compreensões sobre os trabalhos mais antigos e estes acabam por alimentar os mais recentes.

Sobre o artista – Felippe Moraes (Rio de Janeiro, 1988) é artista, pesquisador e curador independente. Atualmente, é doutorando pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e mestre pela University of Northampton, no Reino Unido.

Foi vencedor do prêmio KARA 2017, levando-o a uma residência de um mês na instituição Kooshk, em Teerã, no Irã. No mesmo ano, ainda esteve na residência In Context, na Cidade de Slanic Moldova, na Romênia, onde construiu a obra pública e permanente Monumento a Euclides (2017). Em 2016, foi o primeiro colocado no prêmio ArteMonumento2016, da FUNARTE, levando à construção da obra pública permanente Monumento ao Horizonte (2016), no Caminho Niemeyer, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Suas principais exposições individuais são: Imensurável (2018), com curadoria de Alexandre Sá na Caixa Cultural Fortaleza; Proporción [Proporção] (2018), no Espacio de Arte Contemporáneo (EAC), em Montevidéu; Cosmografia (2017), com curadoria de Julia Lima, e Ordem (2014), ambas na Baró Galeria, em São Paulo; Progressão (2016), com texto de Michelle Sommer, no MAC-Niterói; Os Elementos (2016), curada por Alexandre Sá, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro; Matter [Matéria] (2012), com texto de Raphael Fonseca, na MK Gallery, no Reino Unido e Construção (2011), na Temporada de Projetos do Paço das Artes, em São Paulo, com textos de Fernanda Lopes.

Esteve em importantes mostras coletivas como Flat Image [Imagem Plana] (2017), na Exhibit Gallery, em Londres; Bienal de Cerveira (2017), em Portugal; Coisas sem nome (2015), no Instituto Tomie Ohtake; Escala Humana, no EAC, em Montevidéu, e Trienal Frestas (2014), em Sorocaba, São Paulo. Em 2014 foi um dos finalistas do Prêmio EDP nas Artes, no Instituto Tomie Ohtake. Está em importantes coleções como do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Centro Cultural São Paulo.

Serviço:

Exposição Solfejo

Período: 3 de abril a 30 de junho

Horários: terça a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 10h às 20h

Local: Espaços de Exposições do Centro Cultural Fiesp (av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Classificação indicativa: livre

Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br

Grátis. Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br

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Obra Solfejo (2014) – Impressão fotográfica sobre papel fine art. 39,5 x 59 cm (cada)

Circonjecturas traz universo de sonho de Rafael Silveira para o Centro Cultural Fiesp

Raísa Scandovieri, Agência Indusnet Fiesp

Circonjecturas é o neologismo criado pelo artista plástico Rafael Silveira para nomear sua primeira grande exposição individual, que chegou ao Centro Cultural Fiesp no dia 25 de janeiro, com entrada gratuita. “O ‘circo’ está relacionado a uma representação exagerada, um espetáculo; e as ‘conjecturas’ são uma alusão ao mundo das ideias, à mente. Por isso essa exposição tem um caráter imersivo, como um convite a abandonar o mundo real e explorar um universo onírico”, explica o artista.

Após atrair cerca de 100 mil pessoas em sua passagem por Curitiba em julho do ano passado, Circonjecturas chega à Avenida Paulista com 40 obras, sendo dez inéditas.  A curadoria de Baixo Ribeiro reúne desde pinturas e esculturas até bordados e instalações interativas, que mesclam elementos do circo, botânica, tatuagem, publicidade dos anos 1950 e cultura pop e underground.

O curador afirma que a exposição foi pensada para o público em geral. “O trabalho do Rafael Silveira trafega entre diferentes linguagens. Ele desenvolveu um jeito próprio de alcançar um público diverso a partir de uma pesquisa muito íntima, que vai para o inconsciente, um lugar muito profundo e distante, e também uma pesquisa sobre a própria publicidade, a imagem clichê. O que ele faz com essas duas raízes é o que é interessante e especial sobre sua obra”.

Logo no começo da visita, o público atravessa um portal guardado por uma “escultura-monstro”, cujos dentes são teclas que podem ser tocadas, e chega ao Corredor das Ilusões, composto por esculturas cinéticas de um metro e meio cada e efeitos de luzes negras. No Salão das Pinturas um robô de madeira todo pintado à óleo e um sorvete gigante de 9 metros de comprimento derretendo no chão, que serve como banco tátil, chamam a atenção. “O nonsense é um contraponto essencial em minha obra, como um alívio à pressão que a sociedade exerce por respostas sobre o sentido das coisas”, comenta Rafael.

Uma das peculiaridades do trabalho do paranaense são os desenhos tridimensionais feitos de bordados, ou “ponto-cruz-credo”, como gosta de definir a técnica usada nas peças que confecciona em parceria com sua esposa, a designer de moda e artista têxtil Flávia Itiberê. Rafael explica que os bordados são uma parte nova e importante de sua obra: “é uma categoria que surgiu organicamente de nossa convivência. As referências do universo da moda que ela trouxe para minha pesquisa tiveram impacto irreversível no meu trabalho, e criamos muita coisa juntos”.

O talento e a abordagem lúdica e convidativa de Rafael lhe renderam, em 2008, um convite para desenhar a arte da capa do disco Estandarte, da banda Skank. A pintura, que completa dez anos, também está em exibição na mostra.

Multifacetado

Para além das artes plásticas, Rafael também costuma se aventurar em outra paixão: a música. Integrante da banda Os Transtornados do Ritmo Antigo há quatro anos, ele mesmo ajudou a produzir a trilha sonora da exposição, composta por várias faixas de trompetes tocadas ao mesmo tempo, algumas delas invertidas.

O público vai poder conhecer esse outro lado do artista no show que a banda fará no palco do projeto Domingo na Paulista, em frente ao Centro Cultural Fiesp, em uma data ainda a ser confirmada.

Obras de destaque

Sorvete

A instalação interativa tem forma de um sorvete gigante de 9 metros de comprimento e 4 de largura. A casquinha é feita em fibra de vidro e a parte que simula um sorvete derramado é um tecido estofado, que funciona como uma espécie de sofá para os visitantes.

O sorvete é uma figura recorrente no imaginário do artista como uma representação da urgência e do efêmero na condição humana.

O Contraste É O Sentido

Misto de pintura, escultura e instalação, a obra de mais de 1,80m de altura evidencia o conflito entre o natural e o artificial em 33 faces pintadas a óleo. Ao observar cada uma das diferentes partes que compõem o robô, o visitante se depara com a sensação de perceber algo novo, seja ele o inusitado, ou o detalhe.

Salão dos Bordados

Uma instalação de esculturas suspensas feitas de fibras diversas, bordadas manualmente. Ao ser iluminada, cada peça de bordado se transforma em um “stencil de luz”, que pinta a parede ao fundo com sombras gráficas.

Nascido em Paranaguá, mas radicado em Curitiba, Rafael Silveira graduou-se em Publicidade e Propaganda no Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba). Trabalhou em agências de publicidade e em 2008 ficou conhecido por ter uma de suas obras estampando a capa do disco Estandarte da banda Skank.


Serviço:

Exposição Circonjecturas

Local: Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Abertura: 25 de janeiro, às 14h

Período: de 25 de janeiro a 6 de maio de 2018

Horários: terça a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 10h às 20h

Capacidade: 90 pessoas

Agendamentos escolares e de grupos: 3146-7439

Entrada gratuita. Mais informações pelo site www.centroculturalfiesp.com.br

 

Cartier-Bresson ganha exposição inédita no Centro Cultural Fiesp

Raisa Scandovieri, Agência Indusnet Fiesp  

Foi em 1932, com 24 anos de idade, que o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) adquiriu na cidade de Marselha uma câmera Leica, que se tornou uma extensão do seu olho e transformou para sempre seu interesse casual pela fotografia em paixão. Nos três anos seguintes, Bresson ficou conhecido pela criação de uma das mais originais e influentes narrativas visuais da história.

Em homenagem a esse ícone da fotografia mundial, estreia no próximo dia 18, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp, a exposição inédita no Brasil Henri Cartier-Bresson, primeiras fotografias. As 58 fotos selecionadas pelo curador João Kulcsár são fruto dos quatro primeiros anos de trabalho do fotógrafo francês, famoso pelo conceito do “momento decisivo” (publicado no livro Images a la Sauvette, em 1952). A mostra fica aberta para visitação até 25 de junho, diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita.

“Henri Cartier-Bresson é um dos mais importantes e influentes fotógrafos do século XX, mas nessa mostra podemos perceber um outro momento dele, o percurso de um jovem fotógrafo durante um período de intensa liberdade e compromisso pelo acaso”, afirma o curador.

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Bresson: um dos mais importantes e influentes fotógrafos do século XX. Foto Reprodução: Helcio Nagamine/Fiesp


Mesmo que na época da produção desses trabalhos ele ainda não tivesse desenvolvido o conceito que viria a influenciar fotógrafos do mundo inteiro, já é possível perceber sua preocupação em capturar momentos únicos, sob a óptica da pintura, sua primeira paixão. Ele mesmo costumava dizer que “a fotografia era um meio de desenhar”.

A descoberta de novas formas de composições, enquadramentos e extensões da imagem que aprimorou são resultado de suas experiências na Academia de André Lhote, na década de 1920, das amizades com precursores do surrealismo, como Max Ernst, e de viagens pela Europa e África. Nessas jornadas, passava os dias flanando em busca da casualidade de cenas impensáveis que via no cotidiano.

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Fotografia de Bresson: novas formas de composição. Foto Reprodução: Helcio Nagamine/Fiesp


“Sempre consternado com muitas questões que pudessem tornar a fotografia de certa forma harmoniosa, ele se empenhava em difundir um senso de geometria ímpar, que o seguiu em suas produções posteriores. Seu trabalho fotográfico exercitou a liberdade e o instinto impulsivo do olhar, presentes, acima de tudo, em seu jeito de pensar, falar, sentir e viver intensamente”, explica Kulcsár.

Henri Cartier-Bresson, primeiras fotografias é a segunda, de quatro exposições do Sesi-SP em parceria com a Magnum Photos, em 2017, para comemorar o aniversário de 70 anos da agência.

Serviço:

Exposição Henri Cartier-Bresson, primeiras fotografias

Curadoria: João Kulcsár

Período: de 18 de abril a 25 de junho de 2017

Horários: diariamente, das 10h às 20h

Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Grátis. Agendamentos de grupos escolares e sociais podem ser feitos pelo telefone 3146-7439, de segunda a sexta, das 10h às 18h30 ou pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi

Mais informações: www.centroculturalfiesp.com.br

 

 

As coloridas memórias dos 20 anos da LaMínima em cartaz no Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Taí um programa ótimo para ser feito antes de ver Pagliacci, no Teatro do Sesi-SP, de quinta a domingo à noite. Ou a qualquer momento, sempre que sobrar um tempo durante uma ida à Avenida Paulista. Aberta em 12 de abril e seguindo até 9 de julho, a exposição LaMínima 20 anos traz 90 fotos, objetos e figurinos que remontam a trajetória de uma das principais companhias de circo e teatro do país, sob a ótica dos palhaços e figuras que fizeram parte dos 14 espetáculos do seu premiado portfólio. A mostra fica em cartaz no Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp, diariamente, das 10h às 20h.

A Exposição LaMínima 20 anos convida os apaixonados pela arte circense a revirar os baús do passado e entender mais sobre a jornada dos atores Domingos Montagner e Fernando Sampaio, parceiros dessa empreitada. Figurinos, fotografias, vídeos e adereços revisitam as produções e contam a história da dupla – da amizade e parceria profissional, até a criação dos palhaços Agenor e Padoca. A concepção do projeto LaMínima 20 anos é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio.

A exposição tem organização e direção de arte de Cassio Amarante, arquiteto de formação que começou a trabalhar na área como assistente de Daniela Thomas, em 1993, na criação e construção dos cenários da Companhia de Ópera Seca, de Gerald Thomas.

Muito colorida, a mostra deixa os visitantes curiosos para saber mais sobre a trupe, o que pode ser feito com fotos, objetos cenográficos, figurinos, cartazes e vídeos de espetáculos consagrados, como Luna Parke, Mistero Buffo e À La Carte.

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A exposição: visitantes saem curiosos para saber mais sobre o grupo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Nesse sentido, é possível aproveitar e conferir Pagliacci, em cartaz no Teatro do Sesi-SP até 2 de julho –, e uma mostra itinerante com seis espetáculos do repertório da companhia que irão percorrer o Centro Cultural Fiesp e outras cinco unidades do Sesi na capital (Santana de Parnaíba, Cotia, Diadema, São Caetano do Sul e Osasco).

Serviço:

Exposição LaMínima 20 anos

Período: de 12 de abril a 9 de julho e 2017

Horários: diariamente, das 10h às 20h (com entrada permitida até 19h40)

Local: Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp

Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô

Grátis. Livre para todos os públicos

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.


Lembranças e tesouros de outros tempos na Galeria de Arte do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Logo na entrada dá para sentir o cheiro da madeira. E o clima de outros tempos, mas de um jeito muito bom. Aberta nesta terça-feira (13/12),  na Galeria de Arte do Sesi-SP, no prédio da Fiesp e do Sesi-SP na Avenida Paulista, a exposição Tesouros Paulistas – Coleções de Arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo surpreende e enche os olhos. Formada por quadros, esculturas, móveis, altares, louças e objetos diversos, a mostra ajuda a matar a curiosidade que tanta gente tem em torno da vida num ambiente envolvido em charme e mistério como um palácio.

São arcas de madeira do século 18, altares coloridos, bancos coloniais que não cabem na sala da maioria dos brasileiros, mas que fazem sonhar com um tempo em que cabiam (ou com uma fazenda para chamar de sua em que ainda caibam). Uma viagem ao passado.

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Móveis de madeira na exposição: cheiros e lembranças de outros tempos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A mesma sensação tem quem observa os aparelhos de jantar e as louças dispostos pelo espaço. E atire o primeiro torrão de açúcar quem disser que não se imagina tomando uma xícara e relaxando com o serviço de chá do século 19 que veio do Porto, em Portugal.

Falando nisso, uma mesa posta e que recebe projeções de imagens no meio do espaço, logo após a entrada, faz a festa principalmente das crianças, que se divertem vendo cenas dos palácios paulistas sendo exibidas.

A tela mais importante

Há artistas para todos os gostos entre os autores dos quadros e esculturas da exposição. Alguns deles: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Aldemir Martins, Tomie Ohtake, Cícero Dias, José Cláudio da Silva, Victor Brecheret e Antonio Francisco de Lisboa, o Aleijadinho.

Um nome nesse time brilha de forma particular: Tarsila do Amaral. A tela Operários, pintada por ela em 1933, é considerada pela própria a mais importante com a sua assinatura. E exatamente por isso ocupa lugar de destaque na mostra, numa parede exclusiva, para que todos possam parar para ver com calma, como se deve.

A obra foi pintada depois que Tarsila voltou de uma viagem à antiga União Soviética, em 1931, após ter contato com a arte proletária feita ali.

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Operários: tela era considerada por Tarsila do Amaral a sua obra mais importante. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Outro quadro da artista que chama a atenção é Religião Brasileira I, de 1927, feito após uma viagem para a Europa. Ao descer no Porto de Santos, ela entrou na casa de um pescador e se encantou com um altar feito com flores e santos. Assim, o quadro é uma releitura delicada, ao melhor estilo Tarsila, daquilo que viu.

Paisagem amazônica

Também atrai muitos olhares a série de pinturas do pernambucano José Cláudio da Silva, que fez 100 quadros durante uma expedição científica ao Amazonas liderada por Paulo Vanzolini em 1975. Para quem não sabe, o autor de Ronda e Volta por cima também era zoólogo.

Os trabalhos de Silva, aliás, foram os que mais chamaram a atenção da artista plástica Ruana Negri na exposição. “São lindos, coloridos”, disse. “E a disposição deles na parede ficou muito interessante”.

Ao seu lado, o músico Fernando Lira gostou da oportunidade de ver quadros e objetos raros num mesmo espaço. “Ficou tudo muito bonito”, afirmou.

Esculturas e quadros dos mais variados artistas na exposição. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Esculturas e quadros dos mais variados artistas na Galeria de Arte do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Não muito longe dali, o engenheiro Macário Gomes de Campos Neto elogiava as pinturas e o mobiliário em exposição. “A mostra ficou ótima, como sempre acontece com os eventos oferecidos aqui no Centro Cultural Fiesp”, disse. “Adorei ver Operários”.

Serviço

Tesouros Paulistas – Coleções de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

Período: de 13 de dezembro de 2016 a 28 de fevereiro de 2017
Horário: diariamente, das 10h às 20h (com entrada até 19h40)
Local: Galeria de Arte SESI-SP (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Classificação indicativa: Livre
Grátis. 
Mais informações em www.sesisp.org.br/cultura.

Sobre o Acervo de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo

O acervo de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo reúne peças que acompanham a história dos edifícios, desde a primeira sede de governo, no Pateo do Collegio (1765 a 1932), aos palácios dos Campos Elíseos (1911 a 1965), do Horto (1949 a 2012), dos Bandeirantes e Boa Vista (ambos desde 1964).

Exposição inédita reúne ícones da história da arte brasileira no Centro Cultural Fiesp

Raisa Scandovieri, Agência Indusnet Fiesp 

A exposição Tesouros Paulistas, que estreia no dia 13 de dezembro na Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp, reúne uma seleção inédita de peças do cotidiano dos Palácios dos Bandeirantes (São Paulo) e Boa Vista (Campos do Jordão). As obras, que vão do período colonial ao Modernismo brasileiro, ficam em cartaz diariamente, das 10h às 20h, até 28 de fevereiro. A entrada é gratuita.

Dividida em três núcleos temáticos – Memória das ColeçõesO objeto como crônica de costumes e A figura como expressão –, a exposição apresenta 322 obras, algumas reconhecidas por instituições internacionais, como é o caso do Museu de Arte Moderna (MoMA). Prestigiado, o museu nova-iorquino já fechou um acordo para que os quadros de Tarsila do Amaral, que estarão expostos primeiramente na exposição Tesouros Paulistas, sigam para uma temporada em solo norte-americano em 2018.

Uma mesa digitalem que o visitante vai poder ver projeções das peças acompanhadas pelas histórias de seus diversos usos ao longo do tempo, além de algumas curiosidades sobre elas, também fará parte da mostra.

“Essa é uma exposição que revela não só as próprias obras, mas os seus contextos de tempo e de espaço. É uma grande oportunidade de levar ao público da Av. Paulista obras importantes da história da arte brasileira, preservadas há mais de um século nos palácios do governo de São Paulo”, comenta a curadora do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios Ana Cristina Carvalho.

Algo antigo, algo novo

Mobiliário, objetos decorativos e utilitários, pinturas, esculturas e gravuras dão as boas-vindas aos visitantes logo na entrada da mostra. As peças, adquiridas para integrar o cotidiano doméstico dos palácios – verdadeiros museus-casa –, revelam a moda colecionista de decoração da época em que foram adquiridas.

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Oratório da Paixão, do século 18, vindo da Bahia, é uma das peças da exposição. Foto: Divulgação


De um lado, o passado colonial do Brasil está presente nos móveis e imagens sacras. Os períodos imperial e a primeira república estão representados nas porcelanas importadas da Europa, com influências principalmente francesas. De outro, a vasta coleção de arte moderna brasileira que destaca expoentes do movimento: desde os pioneiros Anita Malfatti (A Ventania,1915) e Victor Brecheret (Bailarina, déc. 1920), até os consolidadores Tarsila do Amaral (Operários, 1933); Alfredo Volpi (Bandeirinhas, 1970), Clóvis Graciano (Frevo, 1953), entre outros.

O visitante ainda poderá conferir exemplares de movimentos artísticos importantes como o Abstracionismo, com Tomie Ohtake (Cinza e Vermelho, 1977) e Samson Flexor (Formas Superpostas, 1951); a linguagem figurativa de Cândido Portinari (Bandeirante, 1955), Di Cavalcanti (Mulher e Paisagem, 1931), Flávio de Carvalho (Retrato de Ana Maria Fioca, 1951) e Tomás Santa Rosa (Natureza morta, s/data); além de algumas peças da arte sacra brasileira, como São José de Botas, de Aleijadinho.

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O quadro Operários, de Tarsila do Amaral, é um dos destaques da mostra. Foto: Divulgação


A coleção de louçaria histórica conduzirá o visitante por uma viagem ao estilo de vida do início do século XX. Mais do que utensílios, as peças monogramadas das antigas famílias paulistas e marcadas com os brasões dos serviços de banquete dos Palácios do Governo evocam momentos célebres do cotidiano palaciano, como a ocasião da visita da família real britânica ao Brasil em 1968.

Viagem ao Amazonas 

Outro destaque é a série de 100 pinturas do artista pernambucano José Cláudio da Silva. As telas são resultado de uma expedição à região amazônica, liderada pelo zoólogo e compositor brasileiro Paulo Vanzolini, em 1975. Durante a viagem, o pintor retratou o dia a dia dos povos ribeirinhos e as paisagens exuberantes da região.

O público poderá ouvir, durante a visita, os detalhes da viagem e curiosidades da produção das telas expostas contados em áudio pelo próprio artista.

Serviço:

Tesouros Paulistas – Coleções de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo
Período: de 13 de dezembro de 2016 a 28 de fevereiro de 2017
Horário: diariamente, das 10h às 20h (com entrada até 19h40)
Local: Galeria de Arte SESI-SP (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Classificação indicativa: Livre
Grátis. 
Mais informações em www.sesisp.org.br/cultura.

Sobre o Acervo de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo
O acervo de arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo reúne peças que acompanham a história dos edifícios, desde a primeira sede de governo, no Pateo do Collegio (1765 a 1932), aos palácios dos Campos Elíseos (1911 a 1965), do Horto (1949 a 2012), dos Bandeirantes e Boa Vista (ambos desde 1964).

Mostra sobre Leonardo da Vinci é destaque na TV Gazeta

Agência Indusnet Fiesp

Reportagem do Jornal da Gazeta exibida na noite de segunda-feira (17/11) destacou o sucesso do primeiro final de semana da exposição “Leonardo da Vinci: a natureza da invenção”. Os visitantes precisaram esperar até três horas na fila.

A mostra gratuita, pela primeira vez fora da Europa, está em cartaz no Centro Cultural Fiesp, e é uma oportunidade para conhecer as criações do artista italiano.

“Quando eu vi a exposição me impressionou muito e eu falei que precisávamos trazer para o Brasil”, afirmou em entrevista ao jornal o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf.

Assista a matéria na íntegra no site da TV Gazeta.

Terceira edição do SP_Urban Digital Festival começa nesta sexta-feira (07/11)

Agência Indusnet Fiesp

A cada nova tecnologia que surge a arte digital se reinventa. Para captar esse ritmo, a 3ª edição do SP_Urban Digital Festival, que começa nesta sexta-feira (07/11), na Galeria Digital do Sesi-SP e na Alameda das Flores, abordará o tema Digital Afterimage, ou, em português, o pós imagem. Sabe aquele efeito da imagem recém-vista que fica na retina quando fechamos os olhos? Pois é justamente esse instante de ilusão de ótica que a expressão afterimage, ou pós imagem, representa.

A curadoria do SP_Urban, assinada por Marília Pasculli (Verve Cultural – São Paulo) e Tanya Toft ( Verve Cultural – Copenhagen/ Nova York), com consultoria de Mike Sttubs (FACT – Foundation for Art and Creative Technology – Liverpool) partiu dessa metáfora para tentar saber o que vai ecoar no futuro da produção de arte digital atual.

“O que vai ficar? Qual vai ser o afterimage da produção artística digital de hoje”? Estas questões foram o briefing passado aos oito artistas da nova mostra, nomes fundamentais da arte digital mundial, que irão preencher a fachada do edifício da Fiesp e do Sesi-SP e a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a av. Paulista à rua São Carlos do Pinhal – com suas obras tecnológicas e interativas.

O SP_Urban 3ª edição vai especular o futuro, um exercício lúdico sobre a efemeridade das tecnologias de ponta, como a câmera com sensor de movimento Kinect, que há cinco anos nem existia e hoje já é considerada ultrapassada.

Daqui a alguns anos, a prática da arte digital de hoje irá ressoar para uma nova geração de artistas, como afterimages do agora. E vem mais uma pergunta: o que influenciará mais, a criatividade ou a tecnologia? Os artistas tentarão responder.

Sobre o SP_Urban

O SP_Urban Digital Festival visa expandir o conceito de arte ao estabelecer um canal de comunicação como parte integrante da cidade fundindo arquitetura, arte e tecnologia. O festival de arte digital, que em 2014 entra em sua terceira edição, se forma como um organismo vivo em meio ao cenário urbano paulistano, no qual artistas nacionais e internacionais propõem reflexões intrínsecas da metrópole com seus habitantes e as novas tecnologias interativas.

Em sua primeira edição, em 2012, o SP_Urban inaugurou a galeria de Arte Digital SESI-SP e colocou a cidade de São Paulo na mira dos grandes centros urbanos que se utilizam da media facade para exibir os trabalhos dos novos artistas digitais de todo o mundo.

Em 2013, a segunda edição do festival cresceu ainda mais e passou a ocupar também a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a Av. Paulista à Rua São Carlos do Pinhal. O tema abordado foi “Cidadão Digital”.
Serviço

SP_Urban Digital Festival – 3a edição

De 7 de novembro a 7 de dezembro

Locais:

Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio da Fiesp/Sesi-SP – Av. Paulista, 1313)

Alameda das Flores – travessa de pedestres entre Av. Paulista e Rua São Carlos do Pinhal

Programação gratuita

Horário de exibição das obras: das 20h às 6h

Obras interativas: das 20h às 23h

Todas as obras em vídeo: das 23h às 06h

Mais informações sobre a mostra: www.spurban.com.br


Saiba mais sobre a mostra ‘Leonardo da Vinci, a natureza da invenção’

Agência Indusnet Fiesp

Parte do acervo do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci (MUST), em Milão, na Itália, desembarca no Brasil no começo de novembro para uma mostra inédita na Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. A exposição interativa “Leonardo Da Vinci: a natureza da invenção”, uma parceria do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Universcience (organização francesa criada em 2010 a partir da fusão Cidade da Ciência e da Indústria e do Palácio da Descoberta de Paris), reúne mais de 40 peças e dez instalações interativas que marcaram e representam a trajetória de um dos maiores gênios que a humanidade conheceu.

Os projetos foram produzidos por pesquisadores e engenheiros, em 1952, para a celebração do quinto centenário de nascimento de Leonardo da Vinci (1452-1519). As peças foram apresentadas ao público em 1953 e ainda podem ser vistas no MUST, espaço que reúne a maior e mais antiga coleção de modelos e estudos históricos sobre Leonardo, com base em seus desenhos e códigos. Antes do Brasil, a mostra já passou por Paris e Munique, respectivamente. Os modelos construídos a partir de desenhos e estudos deixados por Leonardo revelam um pouco mais de sua figura precursora e de seus inventos presentes no dia a dia do século XXI.

Entre 11 de novembro e 10 de maio de 2015 será possível conhecer de forma interativa esses objetos e imagens que contam a história do grande artista-engenheiro do século XV. O material exposto pertence à Universcience e ao Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci e, para esta mostra, está traduzido em três diferentes línguas: português, inglês e italiano, além de inscrições em braile.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, a arte de Leonardo da Vinci encanta e surpreende. “Quando vi esta exposição, tive certeza de que haveria de chegar o momento em que todos os brasileiros pudessem apreciá-la em nosso país. Este momento chegou”, ressalta.

Segundo o curador do MUST, Claudio Giorgione a exposição está centrada no método de trabalho de Da Vinci e se propõe a renovar a percepção sobre sua atuação como engenheiro e pensador, explicando a importância de seu legado no contexto histórico e social da época. “As obras são apresentadas em diferentes linguagens e revelam o quanto a natureza inspirou Leonardo em suas criações”, acrescenta.

Para aproximar o público do visionário dos tempos modernos, a exposição foi dividida em sete módulos temáticos que representam os vários campos de estudo e trabalho de Da Vinci: Introdução; Transformar o movimento; Preparar a guerra; Desenhar a partir de organismos vivos; Imaginar o voo; Aprimorar a manufatura; e Unificar o saber, que conectam história, emoção, conhecimento, educação e cultura.

Além da oportunidade para conhecer de perto máquinas, desenhos, projetos e esboços do mesmo homem que pintou a obra de arte mais vista do mundo – Mona Lisa (1517) –, os visitantes poderão apreciar peças raras – como a grua com 4,5 metros de altura e 500 kg, projetada por Filippo Brunelleschi (1377-1446). Somente com esta grua é que o domo de cobre da famosa igreja Santa Maria del Fiore (Florença, na Itália), a mais de cem metros de altura, pode ser erguido.

Este estudo confirma a imersão de Leonardo na tecnologia existente à época do Renascimento, entre 1469 e 1471, quando o ateliê de Verrocchio se dedica à construção da cúpula da catedral de Florença. O empreendimento representa um desafio para o jovem Leonardo, que estuda as gruas concebidas por Brunelleschi décadas antes.

Entre os destaques, obras que representam todas as vertentes do legado davinciano: estudos sobre o automóvel, avião, submarino, bicicleta, tanque de guerra, mecanismos do relógio etc.

Após passagem por São Paulo, a exposição segue para o Science Museum, em Londres.

Serviço

Exposição: “Leonardo da Vinci, a Natureza da Invenção”
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Período expositivo: de 11 de novembro de 2014 a 10 de maio de 2015, para o público em geral – diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 14h e das 15h às 18h
Entrada gratuita. Os espaços têm acessibilidade.

Paulo Skaf e Luisa Mell lançam exposição do projeto #Adotei no Centro Cultural Fiesp

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, e a ativista e protetora dos animais Luisa Mell lançaram na noite desta terça-feira (10/12), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, a exposição fotográfica do projeto #Adotei.

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A ativista Luisa Mell e o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, durante a inauguração da abertura do projeto #Adotei. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A mostra conta com 17 imagens de personalidades, artistas e anônimos com seus animais adotados, além dos registros de sete bem-sucedidos resgates feitos por Luisa e sua equipe de trabalho, a Emergência Animal. O público pode conferir a exposição até o dia 5 de janeiro de 2014.

Na cerimônia, Luisa Mell revelou estar muito emocionada, afirmando em seguida que o lançamento do projeto #Adotei dá início a uma nova era para a proteção de animais no Brasil. “A gente pode, sim, fazer um mundo melhor. Os animais não podem se defender. Eles precisam de nós”, disse Luisa, agradecendo ao Sesi-SP, do qual disse ser fã, e ao presidente da instituição, Paulo Skaf.

Na sequência, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP parabenizou a ativista pela dedicação e determinação na luta pela proteção dos animais. “Ela, os companheiros e tantas outras pessoas lutam realmente por esses anjinhos que andam por aí, que são inofensivos, que só fazem o bem, e que precisam da atenção de todos.”

“Parabéns a todos que estão aqui, que, eu sei que muitos que estão aqui, assim como ela [Luisa Mell], assim como eu, amam os animais e os encaram como seres que merecem muito carinho e todo respeito”, disse Skaf.

O presidente das entidades elogiou ainda o maestro João Carlos Martins, que fez um pocket show, interpretando o hino nacional no teclado e, depois, acompanhou o tenor Jean William em dois números: “My Way” e “Ave Maria”.

Martins, que acabara de voltar de uma série de apresentações na Orquestra Bachiana nos Estados Unidos, disse amar os animais, parabenizando o Sesi-SP pela iniciativa.

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Da esquerda para a direita: Walter Vicioni, João Carlos Martins, Luisa Mell e Paulo Skaf. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O evento contou ainda com a presença de Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP, e de personalidades como  o adestrador Alexandre Rossi, especialista em Comportamento Animal que apresenta o programa Missão Pet (transmitido aos sábados, às 23h, pelo canal por assinatura National Geographic) e o quadro Desafio Pet (exibido aos domingos, pelo Programa Eliana, SBT).

Em entrevista à reportagem, Rossi disse que uma exposição como essa, em plena Avenida Paulista, com o apoio do Sesi-SP e a mobilização de Luisa Mell e outras personalidades,  ajuda a sensibilizar a sociedade para a causa.

“Eu trabalho mais para evitar o abandono. A procriação indesejada é a causa número 1. Todos os trabalhos científicos mostram que o mau comportamento [dos animais domésticos] é uma das três causas principais. E mau comportamento por culpa das pessoas que não educaram [o animal] do modo certo. Elas não educam, o cachorro não se comporta e depois elas abandonam.”


O projeto #Adotei

O objetivo do projeto é conscientizar e sensibilizar a população sobre a posse responsável de animais e alertar sobre situações de maus tratos e abandono. “Quero mostrar a cara do abandono, que é triste e cruel, e também o outro lado, a felicidade da adoção”, antecipa Mell.

Com cliques feitos pelos fotógrafos Marcos Rosa e Daniel Benassi, a exposição #Adotei será itinerante em 48 municípios do interior paulista, nos 54 Centros de Atividades do Sesi-SP, a partir de janeiro de 2014. Paralelamente, acontecerão feiras de adoção de cães e gatos em parceria com as prefeituras locais, palestras educativas e venda das camisetas da campanha #Adotei. A renda será destinada a apoiar o trabalho da equipe Emergência Animal, liderada por Mell.

O projeto conta com o apoio da empresa Home It, que fará a venda das camisetas da campanha #Adotei pelo site www.homeit.com.br, e dos empresários Mica Rocha, Lelê Saddi, Helinho Calfat, Fabiana Saad e Gui Haji Touma.

A exposição tem fotos de personalidades como Lobão (cantor), Marina Ruy Barbosa (atriz), Celso Loduca (publicitário), Fúlvio Stefanini (ator), Giovanna Ewbank (atriz), Nina Pandolfo (artista plástica), Adriana Barra (estilista), José Loreto (ator), Mica Rocha (apresentadora e empresária), Dr. Pet (adestrador), Kadu Dantas (blogueiro), Guilherme Samora (jornalista), Lele Saddi (empresária) e Ellen Jabour (apresentadora e modelo).

Serviço

Exposição fotográfica #Adotei

Local: Centro Cultural Fiesp  – Ruth Cardoso – Espaço Fiesp II – (Avenida Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: de 11 de dezembro de 2013 a 5 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
Os espaços têm acessibilidade.
Informações: (11) 3146-7405 e 7406


Exposição sobre o Prêmio Nobel no Centro Cultural Ruth Cardoso ‘incentiva as pessoas a serem melhores’

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 80 alunos do ensino médio da Escola Estadual Constante Ometto, de Pradópolis, no interior de São Paulo, visitaram, nesta sexta-feira (06/12), a exposição “O Prêmio Nobel: Ideias Mudando o Mundo”, no Centro Cultural Ruth Cardoso, que fica no prédio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na Avenida Paulista.

Eles puderam conhecer a história do prêmio e de seu criador e até mesmo refletir sobre o futuro da iniciativa. Moderna, a exposição conta com telas e estações interativas que chamaram, e muito, a atenção dos estudantes.

“Eu achei curioso porque é algo novo, se fosse um papel não seria a mesma coisa”, explicou Lívia Lavezo, que estava competindo com seus amigos para ver quem acertava mais perguntas sobre o Nobel.  “Com a brincadeira a gente vai prendendo e se divertindo”, completou seu colega Flávio Pires.

A exposição sobre o Nobel no Centro Cultural Ruth Cardoso: referência para alunos e professores. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A exposição sobre o Nobel no Centro Cultural Ruth Cardoso: inspiração. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O professor de biologia, Willian Sampaio, concorda com seus alunos. Para ele visitas como essas podem fazer muita diferença no processo de aprendizagem. “Entendendo o contexto em que a ciência é produzida eles podem ficar mais familiarizados com o assunto”, explicou o professor. Sampaio já desenvolve em sua escola um projeto chamado “ciência em cena”, para que os alunos conheçam mais profundamente a história de grandes nomes da ciência, entre eles, é claro, o criador do prêmio, Alfred Nobel.

Depois de conhecer a história do prêmio e descobrir que muitos dos projetos vencedores são utilizados no nosso cotidiano, o desafio dos visitantes é pensar no futuro. Uma instalação coloca diversas descobertas que seriam dignas de destaque e permite que os interessados ouçam argumentos, votem nos seus escolhidos e comparem os seus resultados com os votos da maioria dos visitantes.

Essa foi uma das sessões favoritas dos alunos de Pradópolis, que afirmaram considerar a premiação muito importante, tanto para o reconhecimento de grandes descobertas quanto para a motivação dos seus criadores. O grande mérito do prêmio é “incentivar as pessoas a serem melhores”, afirmou a aluna Tânia Stoco ao final da visita.

A exposição é gratuita e poderá ser visitada até 10 dezembro, dia em que morreu Alfred Nobel e no qual tradicionalmente acontece a premiação.

Serviço

Exposição: O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo
Período: De 12 de novembro até 10 de dezembro (Aberto todos os dias)
Horário: 10h às 20h
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Espaço Fiesp I
Endereço: Av. Paulista, 1313 – tel: (11) 3549-4499
Entrada gratuita

Escola do Sesi-SP recebe exposição de artista do projeto Graffiti Fine Art

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Os muros da cantina e do teatro da escola Sesi A.E Carvalho, na zona leste de São Paulo, receberam pintura nova feita por Nick Alive, artista que faz parte do projeto Graffiti Fine Art, que já está em sua 15ª exposição no Museu Brasileiro de Escultura (Mube).

Com curadoria de Binho Ribeiro, o projeto reúne os melhores grafiteiros do país e os convida a aplicar as suas técnicas mais apuradas nas paredes do museu e também fora dele. “O conceito da exposição é mostrar o que os artistas estão produzindo de mais alto nível, ou seja, realmente incluindo a arte urbana no universo de fine art e da arte contemporânea”, explica Binho, que ainda se preocupa em encontrar a melhor fusão entre o artista e o espaço em que ele fará sua intervenção.

Grafite feito na escola A.E Carvalho, do Sesi-SP, e que ficará no local até outubro de 2015. Foto: Divulgação

Grafite feito na escola A.E Carvalho, do Sesi-SP, e que ficará no local até outubro de 2015. Foto: Divulgação

Selecionado para expor no Sesi A.E Carvalho, Nick é grafiteiro há 17 anos e, além de artista, é também curador e “oficineiro”. Sua visita incluiu não só a elaboração da obra, mas também duas horas de atividades com alunos de uma das turmas de 8ª série da instituição. Os estudantes tiveram a chance de colocar na prática técnicas básicas do grafite que até então só tinham visto na teoria.

Colocando a mão no spray

“Pelo que eu vi nos olhos deles todos gostaram. Acho que a maioria dos alunos gosta”, afirma Nick. “O poder que você tem com spray de tirar a tinta e atingir uma superfície, produzindo o que você está pensando, é muito bom.”, completou o artista.

A professora de artes plásticas do Sesi-SP Katia Scrivani, concorda. “Eles adoraram esse processo de criar. Puseram a mão na massa e gostaram muito de ver tudo o que viram de conteúdo na prática”.

Os alunos já haviam passado pelo tema grafite durante as aulas de arte da professora. Aprenderam sobre a história desse estilo, as técnicas e também a diferenciá-lo da chamada pichação. Mesmo assim, a prática trouxe muitas descobertas para esses pequenos artistas.

Ester Correa e Rafaela Marques, por exemplo, têm 14 anos e não cansam de falar sobre o que aprenderam com Nick: “Eu gostei muito da oficina, aprendi várias coisas que eu não sabia. Como que para fazer um circulo você tem que movimentar todo o corpo, se não uma parte fica mais grossa e a outra mais fina”, contou Rafaela, que elegeu o grafite sua manifestação artística favorita. “A gente descobriu bastante coisa, por exemplo, que para deixar a cor mais forte você tem que aproximar a lata da parede. Eu não sabia que era assim”, completa Ester, que até questionou Nick sobre outros cursos além da oficina.

Para a decepção das meninas, o artista não dá workshops mais longos, mas explica: “Gosto de dar oficinas mais rápidas porque o grafite vai muito da produção, do erro e do acerto, de ir para rua achar uma parede e pintar. Quem leva jeito é aquele que erra e não desiste, quer fazer de novo até acertar”.

Parceria com o Sesi-SP

“A grande diferença desse projeto do Sesi-SP é ter um artista que já expôs passando experiências de street art,  museu e galeria para  outros jovens”, explica Binho Ribeiro sobre a parceria do Graffiti Fine Art e do Sesi-SP.

O Graffiti fine Art surgiu em 2009, quando Ribeiro e Renata Junqueira, diretora do MuBE, realizaram pequenas exposições dentro do museu. O projeto foi crescendo e, no final do mesmo ano, eles já realizaram a 1ª Bienal de Graffiti, reunindo 54 artistas do mundo todo.

A proposta parece ter dado mais do que certo. Além da intervenção nos muros da unidade do Sesi-SP A.E Carvalho, foi lançado no dia 19 de novembro, pela Sesi-SP Editora, um livro que reúne obras que fizeram parte do projeto Graffiti Finte Art e também inaugurada a 14ª e  a 15ª  exposição do projeto no Museu  Brasileiro de Escultura.

A obra de Nick ficará em exposição no Sesi  A.E Carvalho até o dia 31 de outubro de 2015 e a 14ª e 15ª edição da exposição e Graffiti Fine Art deve ser visitada no Mube até o dia 29 de dezembro de 2013.

Serviço

Ocupação Artística no Sesi A.E Carvalho

Local: Cantina e fachada do teatro do Sesi A.E carvalho – Rua Deodato Saraiva da Silva, 110, Parque Paineira

Entrada Gratuita

Em exposição até 31 de outubro de 2015, de segunda a domingo das 8h às 21h

Graffiti Fine Art XIV e XV – Arte para a rua e Olhar para a rua

Local: Museu Brasileiro de Escultura (MUBE) – Av. Europa, 218, Jardim Europa

Entrada Gratuita

Em exposição até 29 de dezembro de 2013, das 10h às 19h

Exposição no Centro Cultural Fiesp permite ver de perto ‘força criadora de um povo que não se abate’, avalia professor de artes visuais

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

“Exposições como essa dos ‘Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana’ permitem ver de perto a força criadora de um povo que não se abate, apesar das mais duras condições em que vivem”. A afirmação é do professor do Curso de Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Nelson Rodrigues,  convidado para apresentar sua visão de especialista sobre a exposição homônima em exibição até o dia 19 de janeiro de 2014, na Galeria de Arte do Sesi-SP. O espaço fica no Centro Cultural Fiesp, na sede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista.

“Na exposição, é feito um resgate da herança cultural que forma a nossa identidade e reforça, em cada um de nós, o sentido de pertencimento a uma comunidade e a uma cultura sincrética, produto da fusão de várias tradições culturais”, explica o professor.

Ala da exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana: resgate da herança cultural que forma a nossa identidade. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ala da mostra Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana: herança cultural. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


As mais de 2.300 peças, de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal, foram reunidas em parceria com o Fomento Cultural Banamex, do México. E chamam atenção não só pela quantidade, mas também pela diversidade de materiais, estilos e técnicas usadas.

As preferidas de Rodrigues são as obras que refletem as culturas pré-colombianas, vindas do México, Peru e Bolívia, além do Brasil. Nesses trabalhos, o professor destaca as cores e a qualidade técnica, segundo ele uma das principais diferenças entre o artesanato que encontramos em feiras e as obras que são selecionadas para estar em uma galeria de arte, por exemplo.

“Objetos que incorporam a complexidade das técnicas ancestrais, uma herança cultural, valores simbólicos tradicionais e ainda buscam a beleza para além de sua função utilitária, são objetos de arte”, afirma o professor, que admite ser polêmica a distinção entre arte popular e artesanato.

Peças de diferentes países compõem a mostra: cores e qualidade técnica destacadas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Peças de diferentes países compõem a mostra: cores e qualidade técnica destacadas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No Brasil, de acordo com Rodrigues, existem diversas iniciativas que colaboraram com a revitalização da arte popular. Como resultado, hoje podemos afirmar que há “uma preocupação sistemática com a arte popular e, sobretudo, em mostrá-la e divulgá-la, apoiando os nossos artistas”, explica.

Rodrigues: após analisar a exposição, “insistência” para que os alunos visitem a mostra. Foto: Arquivo Pessoal

Rodrigues: após analisar a exposição, “insistência” para que os alunos visitem a mostra. Foto: Arquivo Pessoal

Nesse ponto, o professor ressalta o papel da Fiesp e do Sesi-SP, que não só promovem a exposição, mas “têm impulsionado iniciativas para aproximar designers e artesãos e qualificar seus objetos sem, no entanto, interferir e transgredir os fundamentos de suas tradições e herança cultural.”

Do conjunto de obras expostas, o especialista destaca os objetos de cerâmica e os têxteis, “modalidades muito características da América Latina, com maior variedade de exemplos e que preservam mais claramente as tradições indígenas.”

Concluída a sua visita, Rodrigues elogia a exposição. E promete reforçar a recomendação aos seus alunos. “Estou insistindo para eles virem” afirma o professor, que só lamenta o espaço da galeria não ser maior.

Serviço

Exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: De 15 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: Livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Entrada gratuita.
Espaços com acessibilidade.

Centro Cultural Fiesp abre exposição de arte ibero-americana; Paulo Skaf destaca diversidade do espaço

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Foi aberta nesta segunda-feira (14/10), para convidados, e na terça-feira (15/10) para o público, a exposição “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana”, na Galeria de Arte do Sesi-SP. Parceria entre o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Fomento Cultural Banamex, do México, a exposição traz 1.330 obras de arte. No total, são mais de 2.300 peças de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal.

É a primeira e maior mostra de arte ibero-americana no Brasil, oferecendo aos visitantes um panorama dos grandes mestres da arte popular desses países.

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Paulo Skaf entre o ministro Aldo Rebello (à esquerda) e Fernando Greiber (do Comcultura/Fiesp). Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf; da embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes; do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do diretor de compromisso social do Fomento Cultural Banamex, Andrés Albo Márques, e do diretor do Comitê de Ação Cultural da Fiesp e Conselheiro do Sesi-SP, Fernando Greiber.

A importância da Galeria do Sesi-SP como espaço cultural de São Paulo foi destacada por Skaf. “É um acervo maravilhoso, que mostra a riqueza e a criatividade da arte desses 22 países”, disse o presidente. “Há pouco tempo, a Galeria recebeu o File, uma exposição de tecnologia. Agora, uma exposição de arte popular e artesanal. Essa variedade que enriquece o espaço.”

Aldo Rebelo também ficou impressionado com as peças que fazem parte da exposição.“É um serviço importante que a Fiesp presta à sociedade brasileira e também à educação, à cultura, à história, à geografia”, afirmou o ministro. “O Brasil está bem representado e de forma bem distribuída, desde as redes artesanais do Mato Grosso, até o artesanato de Alagoas, Pernambuco e Bahia e as cerâmicas marajoaras, uma representação ampla da arte do nosso país.”

Para a embaixadora do México no Brasil, a exposição é uma forma de aproximar os países. “Trazer essa exposição para o Brasil foi um esforço da Banamex e do governo mexicano para estarmos mais perto do Brasil. Temos muita identidade. Nossos povos têm muito em comum, gostam de futebol, de arte popular, de música. Por isso é muito importante a colaboração da Fiesp e do Sesi-SP para organizar essa exposição”, disse Beatriz, que classificou a mostra como “extraordinária”. “Sou conhecedora de arte popular e nunca vi uma exposição como essa.”

Sobre a mostra

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Paulo Skaf e ministro Aldo Rebello. Exposição tem 1.330 obras de arte. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com a curadora da exposição, Cândida Fernández, a exposição nasceu em 1995, quando a Banamex realizou o projeto “Grandes Mestres da Artes Popular do México”. “Em um ano de crise econômica muito forte no país, pensei que era importante propor ao Conselho Diretivo um programa cultural com vértices sociais”, explicou.

“Por meio desse projeto, buscamos fazer um resgate cultural, por meio de fontes tradicionais da cultura mexicana, mais próximas do povo. Além disso, ao dar o devido reconhecimento a essas obras, por meio das exposições e dos livros, oferecemos aos artesãos mais oportunidades comerciais e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.”

Depois de 12 anos de programa no México, em 2007, teve início a fase ibero-americana. Foram 32 viagens por 20 países da América Latina, além de Espanha e Portugal, que selecionaram trabalhos de 510 artistas selecionados e mais de 2.500 peças. O resultado desse trabalho está em exposição na Galeria do Sesi-SP. Depois segue para Argentina, Chile e Peru.

Serviço

Exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana

Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: de 15 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Entrada gratuita.
Espaços com acessibilidade.

Presidente da Fiesp prestigia exposição sobre os 50 anos da Abinee

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, participou, na noite desta segunda-feira (23/09), da cerimônia de abertura da exposição “50 anos da Abinee”, da Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, na sede da federação, na Avenida Paulista. Além de parabenizar a associação pelo seu cinquentenário, Skaf afirmou que a mostra é uma oportunidade de “entrar num túnel do tempo”, por conta dos objetos de todas as épocas expostos.

“Cabe a mim reiterar o apoio inconteste que a Abinee tem e sempre terá na Fiesp”, disse Skaf. “Contem comigo e com todas as nossas entidades”. Segundo ele, “as bandeiras da Abinee defendem a competitividade do Brasil”.

Skaf: “Cabe a mim reiterar o nosso apoio inconteste que a Abinee tem e sempre terá na Fiesp”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf: “Cabe a mim reiterar o apoio que a Abinee tem e sempre terá na Fiesp”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Na ocasião, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, agradeceu à Fiesp pelo espaço para a exposição. E também destacou que a “luta pela competitividade tem sido uma constante no setor”. “Nossas políticas são de longo prazo, visando a competitividade da indústria”, disse.

De acordo com Barbato, há muito trabalho pela frente nos próximos 50 anos. “O setor saberá superar os desafios olhando para o futuro com otimismo”, afirmou.

Entre os demais convidados da abertura da exposição estavam nomes como o secretário de Estado da Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, e o ex-presidente da Abinee Paulo Velhinho.

A exposição

A mostra “50 anos da Abinee” ficará em cartaz no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso até o dia 13 de outubro. E traz objetos e documentos de todas as épocas.

Estão lá, por exemplo, gravadores de fita cassete, extensões elétricas, um protótipo de um chuveiro elétrico de 1948, aquecedores, motores elétricos, caixas registradoras, máquinas de escrever, telégrafos, toca discos e até um gramofone.

Não faltam ainda celulares, plugues e tomadas, entre outras peças.

Centro Cultural Fiesp recebe exposição ‘Evita: Paixão e Ação’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Na abertura da exposição, da esquerda para a direita: Agustin Molina, cônsul-geral da Argentina em São Paulo; Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP; Cristina Álvarez Rodriguez, presidente do Museu Evita; e Luis Maria Kreckler, embaixador da Argentina no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para lembrar os 60 anos da morte de Evita Perón, ícone político e social da Argentina, foi aberta ao público nesta sexta-feira (24/05) a exposição “Evita: Paixão e Ação”. No acervo, seis vestidos usados por ela, fotografias, acessórios, que mostram um pouco da história e da personalidade de Evita. A mostra fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp  – Ruth Cardoso, de 24 de maio a 7 de junho, com entrada gratuita.

De acordo com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), receber essa exposição é motivo de grande satisfação. “Evita Perón é um mito na Argentina. E as relações entre Brasil e Argentina devem se dar não só pelos negócios, pelas exportações, pelas importações, pelos investimentos, mas temos que ter também agenda cultural, uma agenda social. ”

Segundo o curador Gabriel Miremont, a exposição foi montada especialmente para o público brasileiro. “Entre as peças está o vestido que ela usou quando veio ao Brasil, publicações da Fundação Eva Perón em português e um pin com o rosto de Evita e as bandeiras argentinas e brasileiras”, explicou.

Outro ponto importante, ainda na visão do curador, é mostrar a preocupação de Evita com a inclusão social. “Perón e Evita trabalharam pela América que vivemos hoje, em que há direitos para o trabalhador, em que as mulheres podem ser presidentes – como aconteceu com a Argentina e com o Brasil. Nosso objetivo não foi contar o começo nem o fim da vida de Evita, mas o momento da ação, em que trabalhou pelas pessoas.”

Autoridades brasileiras e argentinas participaram da cerimônia de abertura como Carlos Henrique Meyer, ministro de Turismo da Argentina; Luis Maria Kreckler, embaixador da Argentina no Brasil; Agustin Molina, cônsul-geral da Argentina em São Paulo; Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP; e o 2º diretor secretário da Fiesp, Mario Eugenio Frugiuele.

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Na abertura da exposição, da esquerda para a direita: Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP; Cristina Álvarez Rodriguez, presidente do Museu Evita; Carlos Henrique Meyer, ministro de Turismo da Argentina; Luis Maria Kreckler, embaixador da Argentina no Brasil; Agustin Molina, cônsul-geral da Argentina em São Paulo; Mario Eugenio Frugiuele, 2º diretor secretário da Fiesp e diretor titular adjuntos do Comitê da Ação Cultural da entidade. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Meyer, o objetivo da exposição é aproximar as novas gerações do exemplo de Evita na luta por igualdade, justiça social e solidariedade. “Em cada objeto, é possível reconhecer a ideologia, a força e a ação da mulher argentina mais significativa da história. É uma honra para nós tornar possível a difusão dessa paixão e dessas ações.”

Sobrinha-neta de Evita e presidente do Museu Evita, Cristina Álvarez Rodriguez disse estar orgulhosa por trazer Evita para São Paulo, em especial, para a avenida Paulista. “Evita fomentou a educação e a cultura, por isso é uma honra estar aqui porque eu sei que a Fiesp  [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] também incentiva a educação, por meio de suas escolas. Brasil e Argentina são irmãos muito unidos e vão ficar cada vez mais próximos se continuarmos apostando na educação e na cultura”, agradeceu.

Cristina espera que a exposição seja uma inspiração aos visitantes. “Mostramos uma Evita humana, de carne e osso. Uma mulher com muito valor e coragem, que com sua vida de apenas 33 anos transformou a realidade argentina e fez uma revolução social. Espero que as pessoas gravem no coração uma frase da Evita: ‘Onde há uma necessidade, nasce um direito’.”

Serviço

Exposição “Evita: Paixão e Ação”
Quando: de 24 de maio a 7 de junho
Local: Centro Cultural Fiesp  – Ruth Cardoso – Avenida Paulista, 1313, térreo inferior.
Horário: de segunda-feira, das 11 às 20 horas; terça a sábado, das 10 às 20 horas e, domingo, das 10 às 19 horas (no dia 24, das 14 às 20 horas).
Entrada gratuita

Presidente e vice-presidente do Instituto Iris prestigiam exposição do Sesi-SP com fotos feitas por deficientes visuais

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A mostra fotográfica Olhar a toda prova, sobre os atletas do Sesi-SP,  em exposição no Centro Cultura Fiesp – Ruth Cardoso, recebeu uma vista especial na tarde desta quarta-feira (24/04): o presidente e a vice-presidente do Instituto Responsabilidade e Investimento Social (Iris), Marcelo Panico e Ersea Alves, ambos deficientes visuais e membros do projeto Cão Guia, iniciativa que conta com o apoio do Sesi-SP.

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Da esquerda para a direita: O presidente e a vice-presidente do Iris, Marcelo Panico e Ersea Alves; o fotógrafo deficiente visual, Marco Óton; e o curador da mostra, João Kulcsár. Foto: Talita Camargo/Fiesp

Acompanhados do curador da mostra, João Kulcsár, e do fotógrafo de algumas das obras expostas, Marco Óton, que também é deficiente visual, eles vieram celebrar o Dia Mundial do Cão Guia, comemorado em 25 de abril e, ao visitarem a exposição, encantaram-se com as obras com acessibilidade aos deficientes visuais. “Achei sensacional a audiodescrição. É fantástico. E as imagens em alto-relevo, perceptíveis ao tato, são muito interessantes. Todos os museus de São Paulo deveriam ter uma situação como esta”, afirmou Panico ao parabenizar o Ses-SP e à Fiesp pela iniciativa.

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Marcelo Panico, presidente do Iris. Foto: Talita Camargo/Fiesp

Ersea conta que já enxergou um dia e pôde conhecer a fotografia, que se tornou uma paixão. “Achei a iniciativa do Sesi-SP maravilhosa. Termos a áudio-descrição é como se estivéssemos vendo as fotos mesmo. A Fiesp está de parabéns”, elogiou a vice-presidente.

A mostra conta com nove fotos perceptíveis pelo tato, com legendas em braile e audiodescrição, feitas por seis fotógrafos com deficiência visual que são alunos de Kulcsár, que há cinco anos ensina a deficientes visuais a arte de fotografar. “Tanto deficientes visuais como todos que tiverem interesse podem explorar diferentes sentidos nas visitas guiadas. Os visitantes são convidados a perceber a exposição pelo tato e audição, e quem quiser pode vendar os olhos”, explica o curador.

Para Panico, essa exposição é fundamental para conscientização da sociedade. “A pessoa cega tem muito mais do que perda visual, perde no profissional e na maneira de enxergar algumas situações, e a fotografia é um fator muito interessante de incluir as pessoas na sociedade”.

Clique aqui para saber mais sobre a exposição.