Prevenir riscos é obrigação

Em 27 de abril o Siniem – Sindicato Nacional da Indústria de Estamparia de Metais retomou a agenda das reuniões presenciais do grupo técnico Prevenção de Acidentes para analisar as novas exigências de Saúde e Segurança do Trabalho.

Coordenada por André Vinicius dos Santos, engenheiro de segurança e consultor do sindicato, o encontro analisou o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e os itens das normas regulamentadoras NR-07, NR-09, NR-12 e NR-17 que estão sendo revisados.

“O Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR da nova NR 01 vai substituir o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, da antiga NR-09. O sistema exige que os acidentes sejam rastreados e que a empresa mantenha uma auditoria sobre os riscos”, destacou o consultor.

Destacou a necessidade que a empresa identifique, de forma qualitativa, os riscos ocupacionais como calor, ruído, frio e riscos ergonômicos, inclusive nas situações de trabalho em altura, espaços confinados e em caso de sinistro, como incêndio. Agora é obrigatório preparar o laudo ergonômico com a descrição e a avaliação de cada operação”, disse.

A etapa seguinte é quantificar os agentes físicos de riscos nas operações e verificar os limites de tolerância. “O objetivo da empresa deve ser atingir nível zero de acidentes e não produzir doenças como LER e DORT”, acrescentou.

O treinamento cuidadoso dos empregados deve incluir também os colaboradores terceirizados e todas as instruções devem ser documentadas; inclusive os bloqueios de máquinas, para atender a eventual fiscalização. As informações de SST devem constar em atas da CIPA pois também serão exigidas no e-Social.

A reunião teve a participação à distância de 12 empresas associadas, por meio do aplicativo Zoom, e mais duas empresas de forma presencial. Foram esclarecidas dúvidas sobre situações em que o empregado não

comunica doença ou acidente em tempo hábil; orientação para que a empresa solicite todos os laudos médicos para documentar cada caso; e ainda como proceder em casos graves, como surtos psicóticos ou acidentes fatais.

“A missão do SINIEM é prestar orientação e apoio às empresas em todas as áreas e, para tanto, também contamos com os técnicos da Fiesp. Com a suspensão da emergência sanitária, o sindicato vai programar novas reuniões para colaborar com nossos associados”, assinalou Antonio Carlos Teixeira Álvares, 1º vice-presidente do SINIEM, ao encerrar a atividade.