Otimismo com a economia brasileira dá fôlego ao Ibovespa

Os investidores começam a nova semana aproveitando a agenda mais esvaziada, para seguir repercutindo os dados mais recentes divulgados nas principais economias do mundo nos últimos dias e para recalibrarem suas apostas com relação ao desempenho da economia brasileira.

Com as bolsas globais exibindo um viés mais negativo, o Ibovespa começou o dia tirando o pé do acelerador, mas encontrou fôlego para se descolar dos seus pares do exterior. Esse bom humor pega carona em uma melhora das expectativas dos mercados para a economia brasileira.

Depois de sentir o gostinho dos 130 mil pontos no último pregão, o principal índice da B3 se esforça para manter o patamar. Por volta das 15h44, o Ibovespa operava em alta de 0,73%, aos 131.105 pontos. Já o dólar à vista reflete mais a cautela do cenário, operando próximo da estabilidade, em queda de 0,07%, a R$ 5,0320.

Dados divulgados hoje pelo Boletim Focus mostram que o mercado financeiro está ficando mais otimista com a recuperação local. Seguindo o aumento já demonstrado nas últimas edições, os economistas consultados pelo Banco Central elevaram as expectativas para o PIB de 2021 para 4,36%.

As expectativas para inflação, no entanto, também seguem aumentando. No boletim divulgado hoje, a projeção foi de 5,44% até o fim do ano.

Do lado fiscal, os investidores estão de olho na agenda de reformas e também na possibilidade de uma possível prorrogação do auxílio emergencial. Confira os movimentos do mercado de juros hoje:

  • Janeiro/2022: de 5,08% para 5,10%
  • Janeiro/2023: de 6,68% para 6,73%
  • Janeiro/2025: de 7,74% para 7,83%
  • Janeiro/2027: de 8,24% para 8,36%

Lá fora, os indicadores macroeconômicos seguem mostrando sinais mistos. A leitura que segue prevalecendo é de que as principais economias do mundo de fato estão no caminho da recuperação, mas há sinais de fraquezas em setores importantes.

Ao invés de pessimismo, esse cenário alimenta uma confiança de que o Federal Reserve – e outros bancos centrais de países desenvolvidos – devem manter a sua política monetária inalterada por mais algum tempo.

Com isso, as bolsas americanas abriram o dia oscilando próximas da estabilidade. O ritmo mais lento nos negócios não significa que os investidores devem encontrar uma semana de lentidão pela frente. Nos próximos dias, teremos novos indicadores de inflação sendo divulgados nos Estados Unidos. A discussão em torno do tema está longe de morrer.

No fim de semana mesmo, Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, voltou a falar sobre a pressão inflacionária, tendo como gancho os dados mais fracos do mercado de trabalho divulgados na semana passada – o país criou 559 mil novos postos de trabalho em maio, ante a expectativa de cerca de 700 mil.

Durante a madrugada, a toada dos índices asiáticos foi mais ou menos a mesma. A China divulgou números mistos da sua economia, mas foi suficiente para sustentar as bolsas do continente no azul.

Fonte: Seu Dinheiro