SIMDE Presente na Construção do Cluster Naval do Rio de Janeiro

Foi instaurada no último dia 13 de novembro a Associação do Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro. Trata-se de uma iniciativa das empresas EMGEPRON, NUCLEP, AMAZUL e CONDOR. O evento contou com a presença do presidente da FIRJAN, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira e uma palestra do comandante da Marinha, Almirante Ilques Barbosa Júnior. O presidente executivo do Cluster será o almirante da reserva Walter Lucas da Silva e o empresário Carlos Erane Aguiar, da Condor, que também preside o SIMDE (Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa), ocupará a presidência do Conselho de Administração, tendo na vice-presidência o almirante Edésio Teixeira Lima Junior, presidente da Emgepron.

Na ocasião o Presidente do Conselho do Cluster e diretor-presidente do Conselho de administração da Associação do Cluster, Carlos Erane Aguiar, fez um pronunciamento, cujos principais trechos reproduzimos a seguir:

(…) Trata-se de um esforço sem igual da EMGEPRON, AMAZUL, NUCLEP e CONDOR, para darem vida a esta associação que tem como especial objetivo congregar as potencialidades de um arranjo produtivo no Estado do Rio de Janeiro com vistas à economia no mar, civil e militar.

(…) Para o sucesso desta ousada ideia é fundamental a participação não apenas das empresas e indústrias da área, mas também de diversos agentes aqui presentes, tais como o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (SIMDE), sindicato de base nacional, filiado à FIRJAN, e porta de entrada ao sistema federativo das indústrias, o SEBRAE, os Institutos de Tecnologia, Inovação e Pesquisa do Sistema FIRJAN/SESI e a APEX, agência de promoção comercial a exportação do Governo Federal.

(…) Aliás, gostaria de lembrar que foi na FIRJAN, ao longo dos últimos anos, que encontramos espaço e incentivo para a discussão sobre um cluster naval. Naqueles tempos o Almirante Edesio trazia o esclarecimento necessário aos  diversos atores do Estado do Rio de Janeiro sobre a importância e o benefício de nos aglutinarmos em volta daquilo que nos une: o mar. Sem intervencionismo estatal, mas através de modelos de parceria e autodeterminação do capital privado, por meio de arranjos locais e focalizando políticas públicas em espaços geográficos.

(…) Este é o tamanho de nosso desafio: reconhecendo o potencial já instalado no Rio de Janeiro, com diversas empresas ligadas à economia do mar, institutos militares, institutos de pesquisa e desenvolvimento, com todo o sistema FIRJAN de inovação, pesquisa e laboratórios, criaremos uma associação capaz de instrumentalizar e dar governança a um cluster bem-sucedido, o qual irá promover a indústria naval, mercante e de defesa, bem como será uma plataforma ímpar de exportação de produtos de defesa.