Resgates superam emissões do Tesouro Direto em R$ 960 milhões em fevereiro, diz governo

Foi o quarto mês seguido de retiradas líquidas do programa. Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 e permite a pessoas físicas a compra de títulos públicos pela internet.
Os resgates de títulos do Tesouro Direto superaram as emissões de novos papeis em fevereiro pelo quarto mês seguido, informou nesta terça-feira (24) a Secretaria do Tesouro Nacional. No mês passado, as retiradas líquidas somaram R$ 960 milhões.
Segundo o governo, no mês passado os resgates totalizaram R$ 2,354 bilhões (sendo R$ 156 milhões em vencimentos e R$ 2,198 bilhões em recompras dos papéis pelo Tesouro antes do fim do prazo). Já as vendas de títulos totalizaram R$ 1,393 bilhão.
O Tesouro Direto é um programa criado em janeiro de 2002 e que permite a pessoas físicas a compra de títulos públicos pela internet.
No ano passado, e no começo de 2020, o Banco Central promoveu uma série de cortes na Selic, a taxa básica de juros da economia, que em março chegou à mínima histórica de 3,75% ao ano. Com isso, a remuneração de títulos públicos também ficou menor.
Esse movimento provocou a valorização dos títulos comprados antes da queda da Selic. Muitos investidores ainda estão aproveitando para vender seus papéis e embolsar lucros.
Mais de 6 milhões de investidores cadastrados
De acordo com o Tesouro Nacional, 217.056 novos investidores se cadastraram no programa em fevereiro.
Com isso, o número total de investidores cadastrados ao fim do mês passado atingiu 6.162.853, o que representa aumento de 71,6% nos últimos doze meses.
“O número de investidores ativos chegou a 1.213.399, uma variação de 35,4% nos últimos doze meses. No mês, o acréscimo foi de 2.276 novos investidores ativos”, informou a instituição.
Volume total de aplicações
Com o resgate de recursos do Tesouro Direto em fevereiro, o saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o montante de R$ 58,80 bilhões no mês passado, uma queda de 0,84% em relação ao mês anterior (R$ 59,30 bilhões).
“Os títulos remunerados por índices de preços [atrelados à inflação] respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 49,2%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 33,4% e, por fim, os títulos prefixados, com 17,4%.”, informou o Tesouro Nacional.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/