Desempenho do PIB do Brasil no 2º tri fica em 36º em ranking com 42 países

Lista da Austin Rating leva em conta crescimento de 1% da economia no 2º trimestre de 2019 ante mesmo período de 2018.
O desempenho do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro no 2º trimestre de 2019 ocupa o 36º lugar dentro do ranking com 42 países, elaborado pela Austing Rating. A lista traz os resultados das maiores economias do mundo.
A comparação leva em conta o crescimento de 1% da economia no 2º trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Esse resultado está acima da Rússia, México, Hong Kong, Alemanha, Cingapura e Itália.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Na média, as 42 economias analisadas cresceram 2,5% no período. Já o grupo dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) cresceram 3,4%.
O PIB brasileiro cresceu 0,4% no 2º trimestre na comparação com os 3 primeiros meses do ano. O resultado, embora reforce a leitura de fraqueza da economia em 2019, veio um pouco acima do esperado e afastou o risco de entrada do país em uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de retração do PIB.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2018, o PIB subiu 1% entre abril e junho, ante avanço de 0,5% nos 3 primeiros meses do ano, também mostrando desaceleração na comparação com o ritmo que vinha sendo registrado no 2º semestre de 2018.
Com o resultado, a economia do país ainda permanece em patamar igual ao do segundo trimestre de 2012 e 4,8% abaixo do ponto mais alto, alcançado no 1º trimestre de 2014, segundo o IBGE.
No acumulado no 1º semestre, a alta do PIB é de 0,7% frente a igual período de 2018, o que representa uma desaceleração em relação à expansão de 1,2% no semestre encerrado em dezembro de 2018.
Veja os destaques do PIB do 2º trimestre:
indústria cresceu 0,7% e saiu da recessão técnica, após ter caído nos 2 trimestres anteriores;
reação da indústria foi puxada pela alta de 2% nas indústrias de transformação e de 1,9% na construção civil;
setor de serviços teve alta de 0,3%, com destaque para atividades imobiliárias (0,7%), comércio (0,7%) e informação e comunicação (0,5%);
taxa de investimento avançou 3,2% após duas quedas seguidas;
consumo das famílias cresceu 0,3% e mantém trajetória de recuperação;
indústria extrativa caiu 3,8%, após tombo de 7,5% no trimestre anterior, ainda sob impacto da tragédia de Brumadinho;
exportações de bens e serviços caíram 1,6%, enquanto que as importações cresceram 1%.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/