Volume de vendas de materiais de construção tem queda de 12% de janeiro a setembro

Custo do setor aumenta 6,01% no acumulado até outubro

Agência Indusnet Fiesp

Publicado em 23 de novembro de 2016

Nos primeiros nove meses do ano, o volume de vendas de materiais de construção teve queda de 12,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a última Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. Em setembro, a retração foi de 10,8% na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi a 15ª taxa de variação negativa consecutiva nessa base de comparação interanual.

As vendas de materiais de construção continuam, ao longo do ano, tendo um desempenho relativamente mais fraco do que o do comércio varejista (conceito restrito), seguindo o padrão observado ao longo do ano passado. Em termos mais gerais, o volume de vendas do comércio varejista no conceito mais restrito da pesquisa do IBGE, o qual exclui materiais de construção e veículos, declinou 6,5% no acumulado até setembro frente ao mesmo período de 2015. Com respeito ao comércio varejista ampliado, o qual inclui, além dos segmentos do índice restrito, os segmentos de material de construção e de veículos, motos, partes e peças, o volume de vendas registrou queda de 9,2% no acumulado no mesmo período de nove meses, também na comparação com o mesmo intervalo de tempo do ano passado.

Segundo a última divulgação do Índice Nacional da Construção Civil do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, o custo do setor avançou 0,64% em outubro com relação ao mês anterior, ficando acima da taxa apurada em setembro (0,26%) e no mesmo mês do ano passado (0,27%). O custo nacional médio, expresso em termos monetários, atingiu R$ 1.021,25 por metro quadrado em outubro, sendo R$ 531,49 referentes ao componente material e R$ 489,76, à mão de obra. No acumulado até outubro, o custo do setor no país teve variação de 6,01%, taxa superior à observada no mesmo período de 2015 (5,14%).

Em relação à variação acumulada nos últimos 12 meses terminados em outubro, o custo do setor teve uma alta de 6,37% com respeito ao apurado nos 12 meses imediatamente anteriores, resultado que superou o acumulado em 12 meses até setembro (5,98%). Com relação aos componentes do índice geral, no último mês de outubro, o custo da mão de obra apresentou expansão de 1,23%, ficando, portanto, bem acima da taxa mensal apurada no mês anterior (-0,10%) e da taxa registrada no mesmo mês do ano passado (0,37%). O custo dos materiais, por outro lado, avançou 0,10% na passagem de setembro para outubro, ficando abaixo do observado em setembro último (0,59%) e da taxa apurada no mesmo mês de 2015 (0,18%). No período de janeiro a outubro deste ano, o custo da mão de obra teve alta de 9,47%, e o de materiais, de 2,97%. Finalmente, nos últimos 12 meses até outubro, o custo da mão de obra avançou 9,62%, enquanto o custo dos materiais subiu 3,51% para a mesma base de comparação.