Mudanças no MCMV estimulam a construção, segundo Deconcic

Governo federal visa ampliar o acesso ao programa e gerar 1 milhão de empregos

Publicado em 08 de fevereiro de 2017

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp esteve presente na cerimônia sobre o anúncio das mudanças do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), realizada ontem (06/02) no Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo o governo federal, o objetivo é ampliar o acesso ao programa e gerar cerca de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. As medidas estimulam a construção, na avaliação do Deconcic.

Na opinião de Manuel Rossitto, diretor titular adjunto do Deconcic, que representou o departamento na cerimônia, a indústria da construção está preparada e motivada para atender às demandas do mercado. “Qualquer iniciativa para aumentar o número de famílias aptas a adquirir uma residência, será bem-vinda. A construção é o melhor e mais rápido investimento para retomada do emprego e melhoria da vida das pessoas”, disse.

As medidas também devem colaborar para redução do déficit habitacional. Segundo o último levantamento realizado pelo Deconcic, com base na metodologia da Fundação João Pinheiro (FJP), o déficit foi de 7,6 milhões de famílias em 2015.
Acesse aqui a análise completa do déficit habitacional

Durante o discurso, o presidente da República, Michel Temer, disse que houve interação dos trabalhos nos ministérios para apresentar a reformulação do programa visando a busca do emprego. “A construção civil, que é um setor que temos prestigiado no nosso governo, é uma das peças-chave para economia brasileira. O que vemos hoje é a combinação de estímulo ao setor e o fortalecimento do programa social”, afirmou.

Mudanças
Entre as alterações anunciadas pelo governo no MCMV está o reajuste de 7,69% no perfil de renda das famílias beneficiárias das faixas 1,5, 2 e 3 do programa, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), conforme tabela abaixo:

Faixa 1 – limite de renda permanece – R$ 1.800
Faixa 1,5 – limite de renda passa de R$ 2.350 para R$ 2.600
Faixa 2– limite de renda passa de R$ 3.600 para R$ 4.000
Faixa 3– limite de renda passa de R$ 6.500 para R$ 9.000

O valor do teto dos imóveis também foi reajustado por localidade do programa, nas operações do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, o valor máximo do imóvel financiado passa de R$ 225 mil para R$ 240 mil. Já nas capitais do Nordeste e do Norte, o valor passa de R$ 170 mil para R$ 180 mil.

Das 610 mil unidades habitacionais previstas para esse ano, a faixa 1 do programa contemplará 170 mil contratações (35 mil unidades na modalidade entidade rural, 35 mil na modalidade entidades urbanas e 100 mil no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR)). A faixa 1,5 terá 40 mil e as faixas 2 e 3, 400 mil.