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Volatilidade do câmbio é um dos maiores desafios para a safra 2020/2021, segundo especialista 

Reunião do Cosag teve participação do presidente do Agroconsult, André Pessôa, e foi encerrada com apresentações culturais 

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A última reunião de 2020 do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), da Fiesp, realizada na tarde de segunda-feira (14/16), trouxe as perspectivas da safra 2020/2021 para soja e milho do presidente da Agroconsult, André Pessôa. O encontro foi mediado pelo presidente do Cosag, Jacyr Costa, e transmitida por videoconferência.

Em sua exposição, Pessôa lembrou que fatores alheios à produção da soja e do milho precisam ser considerados. “O nível da taxa de câmbio não é o maior problema, mas sua volatilidade, o que causa grandes incertezas para o produtor, especialmente em um ambiente em que as reformas estruturantes ainda geram instabilidades políticas, inclusive, além da expectativa da elevação da taxa de juros”, observou Pessôa.

Em relação à soja, avaliou que os problemas climáticos fizeram com que a produção fosse pior que o esperado em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, principalmente. Por outro lado, a produção do Rio Grande do Sul se recuperou e deverá elevar a média nacional.

Pessôa também destacou o aumento da área plantada em 4%, que estatisticamente é um belo potencial, mas que a competitividade é um grande desafio. “A soja americana compete com valor menor. O acordo com a China aumentou as exportações americanas, e se outros mercados precisarem de mais soja não será dos Estados Unidos que ela virá”, disse.

Quanto ao milho, Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram resultados aquém do esperado, mas houve aumento de 8% na área de plantio. O consumo do mercado interno também deverá crescer, de acordo com o especialista. Haverá aumento de exportações para a Europa e as exportações servirão como válvula de ajuste.

A última reunião do Cosag deste ano terminou de modo descontraído, com apresentações de ‘causos’, contados pelo ex-ministro Roberto Rodrigues, e execuções musicais de Marcos Alberto Mantelato, que tocou o violão. Ambos são conselheiros do Cosag. E também houve apresentação especial de Marina de la Riva, integrante do Conselho da Indústria Criativa (Conic) da Federação.

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A última reunião de 2020 do Cosag trouxe as perspectivas da safra 2020/2021 para de soja e milho. Fotos: Ayrton Vignola/Fiesp

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