imagem google

Veja como foi a aula inaugural de curso de MBA para gestores de escolas públicas na Fiesp

Programa tem 18 meses de duração e vai formar 3.200 profissionais no uso dos conhecimentos de gestão educacional, institucional e empresarial

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Cerca de 120 alunos participaram nesta quarta-feira (13/06), no auditório do 4º andar da sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), da aula inaugural do MBA em Gestão Empreendedora – Educação. O curso de especialização, em nível lato sensu, é uma iniciativa da Fiesp e da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) em parceria com os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1560807306

Professora Esther Hermes Luck, da Universidade Federal Fluminense (UFF), instituição responsável pela coordenação do MBA

A apresentação do programa ficou a cargo da professora vice-coordenadora do MBA, Esther Hermes Luck, da Universidade Federal

Fluminense (UFF). Esther mostrou aos alunos a metodologia do curso e suas etapas, ressaltando o que os organizadores esperam dos participantes. “Esse curso fará a diferença. Não é como os outros que vocês provavelmente já fizeram. Aqui, nós teremos o foco na criatividade.”

A professora explicou ainda como foi pensado e criado o MBA. “Criamos especificamente para os gestores de escolas, em função da realidade das escolas públicas e privadas do Brasil. Queremos formar gestores que usem a criatividade no dia a dia, saibam o que os estudantes precisam e melhorem a qualidade de ensino de suas instituições.”

O curso de pós graduação tem duração de 360 horas/aula, com aproximadamente 18 meses e a obrigatoriedade de quatro encontros presenciais. A especialização é composta por 14 disciplinas e material didático próprio. Ao todo, 160 alunos participam desta edição. Posteriormente, o curso será disponibilizado em módulos. Ao final, os alunos apresentarão um plano de empreendimento para suas escolas e seus professores.

O primeiro dia de aula

Na tarde desta quarta-feira (13/06), aproximadamente 120 alunos acompanharam a abertura da primeira disciplina do curso, “Ambientação em Novas Tecnologias”, com o professor Robson Moreira da Cunha.

Com uma apresentação leve e dinâmica, Moreira apresentou aos estudantes como funcionará a ferramenta de estudo e ressaltou que é preciso se atualizar com a rapidez.

“Vamos lidar com crianças que aprendem, desde cedo, a usar as novas tecnologias. Está incorporado ao dia a dia delas. Eu tinha um sobrinho que já sabia ligar o computador e tocar a sua música preferida, mas mal sabia falar direito. Certa vez, eu mexi na pasta, mudando-a de lugar, e ele fuçou e achou a música rapidamente. Hoje é assim”, apontou Moreira.

O professor também afirmou que alguns professores possuem uma resistência muito grande a mexer com as novas tecnologias, algo a ser superado. “Chega para nós que alguns professores possuem um receio em dar aulas com esses equipamentos. Diretores chegaram a oferecer capacitação para os docentes, mas muitos não comparecem ou não querem aprender. É preciso um cuidado maior para dar a aula, e mais tempo para prepará-la. Então, eles preferem usar o método antigo mesmo. Mas precisam resolver isso, pois as aulas ficam mais dinâmicas e atraentes para os alunos, que se interessam muito mais”, disse Moreira.

A visão dos alunos

O professor Jorge Luiz Muniz, um dos participantes da aula inaugural, elogiou o curso. “Espero que agregue muitos valores para mim enquanto pessoa nessas aulas presenciais e com isso que eu possa levar experiências que contribuam para a transformação das situações da instituição onde trabalho”, declarou o docente da escola estadual Reverendo Irineu Monteiro de Pinho, da zona leste de São Paulo.

“Esse curso ajuda na nossa prática diária. Tanto o conteúdo, que achei de extrema importância, quanto esse contato que temos aqui, essa experiência, conversas, bate-papos, mostra que existe muita gente nesse país, além de nós, que está preocupada com a educação. A teoria aqui será importantíssima para nosso dia a dia”, avaliou Carlos Eduardo, diretor da escola estadual Professor Orestes Rosolia.