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Tudo pronto para os alunos do Senai-SP brilharem no WorldSkills 2013

Saiba mais sobre o processo de preparação, a organização e as provas do maior torneio de ensino profissionalizante do mundo

Agência Indusnet Fiesp com reportagem de Marilia Carrera

Está chegando a hora de ver os alunos do  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) terem seu talento reconhecido internacionalmente. A ser realizado entre os dias 2 e 7 de julho em Leipzig, na Alemanha, o WorldSkills, o maior torneio de ensino profissionalizante do mundo, chega à sua 42ª edição. Promovido pela WorldSkills International (WSI), organização não governamental que visa estimular o intercâmbio de educação profissional entre seus países membros, a competição é realizada bienalmente e dividida em quatro dias de provas, nos quais mais de 950 jovens, vindos de 58 países, disputam um lugar no pódio em mais de 45 modalidades.

A entrada do local onde vai ser realizado o WorldSkills 2013 em Leipzig, na Alemanha. Foto: José Carlos Dalfré

A entrada do local onde vai ser realizado o WorldSkills 2013 em Leipzig, na Alemanha. Foto: José Carlos Dalfré


Este ano, a delegação brasileira terá 16 estudantes do Senai-SP entre os participantes. São jovens talentos que representarão o país em 14 categorias.

De acordo com o diretor de relações externas do Senai-SP e vice-presidente do WorldSkills, Roberto Monteiro Spada, os principais objetivos da participação do país na competição é construir um padrão de competência mundial e identificar oportunidades de melhorias no ensino profissionalizante, trazendo-as para o processo de educação do Brasil. “Considerando que hoje o potencial industrial do nosso país exige um perfil de profissional mundial. A nossa participação é para buscar uma equidade quanto à formação profissional com os melhores do mundo, construindo assim uma plataforma que viabiliza qualquer indústria ser competitiva no Brasil”, afirma.

Segundo Spada, as perspectivas do Senai-SP para a competição são boas. Para ele, o apoio das lideranças da instituição no processo é fundamental. “Passamos por uma ação de crescimento gradativo. Há um resultado que vem crescendo. E isso considerando o mérito, a parceria de empresas e o apoio da alta direção do Senai-SP”, avalia.

Alta performance

Para que os alunos possam representar o país no WorldSkills, eles devem enfrentam um longo percurso não só de treinamentos, mas também de competições que começam com a Olimpíada do Conhecimento.

Spada: alunos selecionados para a disputa a partir de várias etapas de provas. Foto: Divulgação/CNI

Spada: alunos selecionados para a disputa a partir de várias etapas de provas. Foto: Divulgação/CNI

De acordo com Spada, o processo seletivo é composto, a princípio, pela etapa escolar da competição. Nesta fase, são selecionados os melhores alunos de cada unidade Senai-SP. Os critérios de seleção são definidos pela própria gestão da escola, podendo variar de avaliações normais do curso à provas especificas, por exemplo.

Em seguida, os estudantes participam das etapas estaduais e nacional, nas quais são aplicadas provas avaliadas de 0 a 100 pontos. Mas não para por ai: no decorrer da Olimpíada ainda há uma série de outras seletivas.

Na primeira bateria, o campeão e o vice-campeão de cada estado disputam uma vaga no torneio nacional. Na segunda, os dois melhores colocados do país em cada modalidade realizam novas provas: quem tiver o melhor desempenho terá a oportunidade de ir para o mundial, enquanto o outro ganhará o direito de participar do WorldSkills América ano que vem, em Bogotá, na Colômbia.

Definido o aluno, ocorre, por fim, um último evento classificatório. Este, segundo Spada, com o objetivo de aprimorar o processo de preparação do estudante e estimulá-lo para que ele busque constantemente o seu aperfeiçoamento profissional. Nesta etapa, o competidor deve atingir um índice, ou seja, uma meta de desempenho necessária para que ele represente bem o país na competição.

“Caso o competidor esteja aquém da performance do WorldSkills, ele continuará treinando e buscando aprimoramento para que ele tenha um desempenho referenciado ao último mundial. Então, quando falamos em uma nova seletiva é porque o desempenho do aluno ainda exige um aprimoramento”, complementa.

Nada a dever à Coreia e ao Japão

Até o início do mundial, os alunos seguem suas rotinas de treinamento, que variam entre oito e até doze horas por dia, dependendo das metas do competidor para o mundial. Durante a preparação, os competidores também recebem todo o apoio necessário, principalmente no que diz respeito à infraestrutura. Para o diretor do Senai-SP, as escolas detém uma infraestrutura de tecnologia dentro do padrão de excelência mundial. “Hoje você pode comparar os ambientes de ensino do Senai-SP com qualquer país do mundo, inclusive Coreia e Japão”, destaca.

O WorldSkills é composto por provas que duram de 20 a 22 horas, no máximo. O número de avaliações varia conforme a categoria. O critério de avaliação permanece o mesmo: cada prova ou cada subdivisão de determinada prova recebe uma nota.  A somatória de todas as notas resulta na pontuação final do competidor. Para os países, o processo é diferente, pois, além do ranking de medalhas, ele é classificado de acordo com a média dos pontos das modalidades em que competiu.

Painel com todos os países participantes do evento. Foto: José Carlos Dalfré

Painel com todos os países participantes do evento. Foto: José Carlos Dalfré

Não há restrições para participar do mundial, a não ser o limite de idade. O aluno classificado não deve completar 23 anos no ano da competição. O evento é aberto à visitação pública, porém a delegação oficial de cada país deve ser composta apenas pelo delegado oficial (responsável pelos aspectos de gestão e estratégia do WorldSkills), delegado técnico, experts (profissionais que irão representar o país, discutindo e aplicando a prova e definindo os critérios de avaliação) e, claro, pelos alunos.

Cada equipe pode levar suas próprias caixas de ferramentas. O Brasil leva, em média, de 6 a 7 toneladas de equipamentos. Um dia antes do início da competição ocorre a familiarização, quando os competidores podem entrar em contato com seus ambientes de trabalhos e conhecer melhor os equipamentos da disputa.