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‘Tropicalização do trigo’ pode ser última grande fronteira de pesquisa no Brasil, diz presidente da Embrapa

Maurício Antônio Lopes apresenta contexto da pesquisa agropecuária para membros do Conselho de Agronegócio da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes. Foto: Julia Moraes

Recém-empossado, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mauricio Antônio Lopes, defende a “tropicalização do trigo” e acredita que a adaptação da commodity ao solo brasileiro é a “última grande fronteira da pesquisa no Brasil”.

O pesquisador assumiu a presidência da Embrapa em outubro, após o cargo ser deixado por Pedro Antônio Arraes Pereira, que pediu exoneração ao Ministério da Agricultura no final de setembro.

Para Lopes, a chamada “tropicalização do trigo” pode elevar o Brasil à condição de grande player da commodity.

“Nós ‘tropicalizamos’ a soja, o milho. Está aqui o desafio de ‘tropicalizar’ para que o Brasil, de repente, se torne no futuro um grande exportador de trigo”, afirmou Lopes, ao participar do encontro do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2012/2013 de soja deve atingir recorde de produção, ficando entre 80,06 milhões e 82,8 milhões de toneladas.

As previsões também são de recorde para a produção de milho no caso da safra 2011/2012. Segundo projeções da Conab, a estimativa é de uma produção de 72,2 milhões de toneladas da oleaginosa, o equivalente a 43,8% da safra total de grãos no Brasil projetada para o período.