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Tratamento da asma deve ser reforçado em tempos de Covid-19

A Organização Mundial de Saúde (OMS) avalia que entre 100 a 150 milhões de pessoas no mundo têm asma. No Brasil, são 20 milhões de portadores da doença. Fiesp realiza live sobre o tema

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

O inverno chegou e com a estação é comum ouvirmos queixas a respeito das baixas temperaturas e do tempo seco. Não é só o frio intenso que incomoda, mas também as consequências dele em nosso corpo. Em tempos de Covid-19, a atenção com a eficiência respiratória se tornou um assunto bastante abordado, mas há uma doença que já tirou e ainda tira o sono de muita gente: a asma. Na última segunda feira (21/6), a Fiesp realizou uma live que apresentou os principais sintomas, formas de tratamento e fatores que agravam as crises de asma.

Além de marcar a chegada do inverno, no dia 21 de junho é celebrado o Dia de Combate Nacional à Asma. A enfermidade é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Seus sinais mais comuns são: falta de ar, tosse crônica, chiado e aperto no peito, que se agrava à noite e nas primeiras horas da manhã. Com a chegada do frio, os sintomas tendem a aumentar, assim como a ocorrência de crises.

De acordo com a médica pediatra Zuleid Mattar, diretora do Departamento de Políticas Governamentais da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA), em tempos de cuidados e prevenção contra o coronavírus, a asma e os seus sinais têm gerado muitos questionamentos e até mesmo preocupação por parte dos pacientes.

“O pulmão do asmático, que não está em tratamento, tem uma capacidade comprometida. Isso porque fica inflamado, com glândulas internas produzindo bastante muco, o que dificulta a passagem do ar. Por conta da Covid-19 o cuidado e o acompanhamento precisam ser redobrados”, reforçou. A Organização Mundial de Saúde (OMS) avalia que entre 100 a 150 milhões de pessoas no mundo têm asma. No Brasil, são 20 milhões de asmáticos.

Segundo a ABRA, menos de 12% dos pacientes com asma no mundo aderem ao tratamento, ou seja, controlam a doença com acompanhamento e os devidos remédios. “Essa adesão é fundamental. Para o asmático, o clima frio e seco é péssimo. Outros pontos que precisam ser destacados são a manutenção da higiene ambiental, a importância da tomar a vacina contra a gripe e até mesmo a adoção de hábitos saudáveis como se manter longe da fumaça do cigarro, um dos grandes inimigos do asmático”, completou.

“Nosso objetivo é trazer temas importantes para a discussão com a sociedade, fazendo uso de uma linguagem clara, de forma acessível e, claro, abrindo um espaço para tirar dúvidas”, explicou Débora Inglesi, coordenadora de Saúde e Bem-estar do Sesi-SP e Senai-SP.

Mais informações a respeito do tema e sobre como ter uma vida saudável e com qualidade, é possível acessar o site da ABRA.

Para assistir à integra da live, é só acessar: