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Retrospectiva 2014 – Fiesp debate logística, energia, saneamento e telecomunicações

Durante quatro dias, encontro L.E.T.S. reuniu especialistas em infraestrutura; denúncia da crise hídrica foi outro ponto importante na agenda da Fiesp

Alice Assunção e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1606200357O marco de 2014 foi a realização da Semana de Infraestrutura, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Entre os dias 19 e 22 de maio, a entidade reuniu em quatro dias, num único espaço – o hotel Unique, na capital paulista – especialistas, empresários e representantes do setor público, privado, acadêmico e do terceiro setor para painéis e debates sobre logística e transportes, energia, saneamento básico e telecomunicações.

No L.E.T.S., todos os convidados debateram temas como leilões de energia, subsídio à gasolina e impacto no consumo de etanol, mobilidade urbana, desperdício de água e os desafios da indústria de telefonia móvel. A Semana agregou quatro tradicionais eventos organizados pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da entidade.

NOTÍCIAS DE DESTAQUE EM 2014


JULHO

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Nota sobre leilão da faixa dos 700 MHz divulgado pela Anatel.

A Fiesp divulgou em seu site um comunicado manifestando apoio à realização do leilão da faixa dos 700 MHz divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com Consultas Públicas realizadas em abril de 2014. “Para o avanço na telefonia móvel celular a Fiesp ressalta que é fundamental melhorar o tráfego de dados e ampliar a infraestrutura de 4G no país, possibilitando aumentar a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras”, destacou o diretor titular do Deinfra/Fiesp, Carlos Cavalcanti na nota. >> Leia mais

MAIO

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Paulo Skaf lança o Monitor Banda Larga. Ferramenta auxilia o usuário a verificar a qualidade e velocidade de sua rede. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Na abertura do L.E.T.S., com um clique em um tablet, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lançou o Monitor Banda Larga (hiperlinkar o aplicativo), aplicativo desenvolvido pelo departamento para medir a velocidade da banda larga fixa. “É irritante e um total desrespeito o que acontece com os serviços de internet. Você paga e recebe um pedaço do volume que comprou. Não tem desconto e tem que pagar aquele valor todo”, disse na ocasião Paulo Skaf. >> Leia mais

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Cavalcanti: Cesp, Cemig e Copel potencializaram quadro de escassez hídrica e consequente aumento de preço da energia ao não participarem de esforço para reduzir estruturalmente o preço de energia no Brasil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Em seu discurso de abertura do L.E.T.S, o diretor do Deinfra/Fiesp, Carlos Cavalcanti, esclareceu que a entidade não confunde redução estrutural do preço de energia com eventuais congelamentos de tarifas. “Se as hidroelétricas estivessem produzindo normalmente, ainda assim as tarifas das distribuidoras aos consumidores passariam por correções previstas em seus contratos. Isto é, a regra do sistema não permite nenhum tipo de congelamento de preços”, explicou. >> Leia mais

No mesmo discurso, Cavalcanti criticou a autonomia da Petrobras na política de fixação de preços do gás que, segundo ele, eleva a tarifa a um preço que interessa apenas aos acionistas da petroleira. “A empresa tem liberdade e autonomia de órgão regulador. O Brasil está submetido a uma precificação do gás natural que nos coloca em desvantagem competitiva com a maior parte do mundo. É certo que a política do gás caro agrada aos acionistas da Petrobras”, disse ele. >> Leia mais

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Ministro da Aviação, Moreira Franco. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A Semana de Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) teve em sua cerimônia de abertura a presença do ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco. Segundo ele, o atraso de investimentos em infraestrutura, como no setor aeroportuário, não é fruto do descaso de governos.  “Não acho que houve descaso. Tivemos uma crise que desorganizou a economia brasileira a partir da década de 1980 e perdemos nossa moeda, nossa referência e tivemos, depois, mais duas décadas para nos recompor”, afirmou Moreira Franco. >> Leia mais

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Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Foto: Alberto Rocha/Fiesp

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse que a geração de ao menos 38,2 mil megawatts de energia elétrica deve ser contratada a partir dos leilões para o setor entre 2014 e 2018. Segundo ele, no caso da fonte hidroelétrica, pelo menos 14,6 mil megawatts (MW) devem ser contratados durante o período, enquanto outros nove mil megawatts devem ser contratados em eólica, seguido por 7,5 mil megawatts em gás natural ou carvão natural, 3,5 mil megawatts na fonte solar, 2,3 mil megawatts em biomassa e 1,2 mil megawatts em PCH. >> Leia mais

No encerramento do L.E.T.S., Carlos Cavalcanti pediu por mais investimentos em hidrelétricas com reservatórios. Durante seu discurso, ele afirmou que aumentar os recursos destinados às usinas hidrelétrica é essencial para o setor de energia. >> Leia mais

>> Leia mais reportagens sobre o L.E.T.S.

ABRIL

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Folha de S. Paulo

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, com o título “São Pedro é inocente”, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirma que ao mesmo tempo em que a Sabesp havia distribuído R$ 4,8 bilhões de lucro aos seus acionistas no Brasil e no exterior de 2004 a 2013, a empresa não estava cumprindo as diretrizes da outorga do sistema Cantareira de 2004, que previa ações e investimentos para atender às demandas da população. “Não é só a falta de chuvas que ameaça o abastecimento de água em São Paulo, mas principalmente a falta de gestão e de investimento”, afirmou Skaf. >> Leia mais


FEVEREIRO

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Carlos Cavalcanti, diretor do Deinfra. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em artigo publicado em fevereiro, o diretor titular do Deinfra/Fiesp, Carlos Cavalcanti, critica a política de diversos preços para o mesmo combustível praticada pela Petrobras no gás natural. “É caso único no país, já que ninguém paga preços diferentes, por exemplo, para a gasolina ou o diesel, sejam eles de origem nacional ou importada”, denuncia Cavalcanti. “Se o Brasil quiser competitividade, devemos desverticalizar a cadeia do gás natural e limitar o papel da Petrobras apenas à sua produção”, assinalou o diretor.  >> Leia mais

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Reunião do Coinfra discutiu entraves ao desenvolvimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp recebeu o presidente da consultoria McKinsey no Brasil, Vicente Assis. Segundo ele, o setor de infraestrutura brasileiro apresenta lacunas e precisa acelerar os investimentos nos próximos anos para se adequar à demanda crescente. “Países com modelos diferentes, com grande parcela de investimento privado, têm equacionado esses problemas”, reiterou Assis. >> Leia mais