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‘Temos que nos preocupar com o futuro’, diz Roriz em workshop sobre tecnologia e competitividade na Fiesp

Presidente em exercício da federação participou da abertura do evento, nesta sexta-feira (24/08)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Tempo de preparar as bases para crescer num mundo cada vez mais competitivo. Com essa proposta de avanço, foi realizado, nesta sexta-feira (24/08), na sede da Fiesp, em São Paulo, o workshop “Oportunidades Tecnológicas e Competitividade”. O evento foi aberto pelo presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.






“Precisamos discutir como a indústria brasileira vai ser mais competitiva e concorrer com empresas internacionais diante do novo cenário da manufatura”, disse Roriz. “O que existe hoje é uma primarização da balança comercial:  exportamos principalmente bens de baixo valor agregado”.

Por isso tudo, o momento é de ver além. “Temos que nos preocupar com o futuro”, disse. “Com a crise, pensamos a curto prazo”.

Também presente na abertura do debate, a diretora de Empresas do BNDES, Cláudia Prates, destacou que o banco pode apoiar a indústria 4.0. “Fizemos um estudo para identificar tecnologias de apoio a cada setor”, disse. “Queremos validar com os empresários as bases tecnológicas para o futuro, acompanhar essa nova revolução industrial”.

Segundo Cláudia, trata-se de “um desafio para o BNDES, que sempre trabalhou com o tangível e agora lida também com o intangível”.

Presidente da Empresa Brasileia de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães explicou que a instituição é, na verdade, uma organização social que presta serviços na área de inovação para o governo federal, dando suporte a três ministérios.

O trabalho de suporte à inovação oferecido é feito a partir de 42 unidades de pesquisa credenciadas. “Selecionamos essas unidades entre o que há de melhor em pesquisa aplicada e elas trabalham com os projetos das empresas”, disse. “O Senai-SP é um desses parceiros”.

Com quatro anos de atuação, a Embrapii atende hoje 400 empresas, sendo a metade no estado de São Paulo. “Temos 600 projetos no nosso sistema, dos quais 150 concluídos e com patentes já”, explicou.

De acordo com Guimarães, esse é um trabalho que vai avançar em sintonia com os objetivos dos empreendedores. “Queremos saber o que os empresários estão pensando sobre inovação”, afirmou.

Primeiro painel

O primeiro painel de debates do workshop foi uma apresentação do trabalho da Embrapii feita pelo diretor de Planejamento e Gestão da empresa, José Luis Gordon.

Conforme Gordon, a instituição financia projetos de inovação das empresas, ajudando setores variados a serem mais produtivos e competitivos. “Trabalhamos para aumentar a inovação na indústria, com agilidade e flexibilidade na contratação e execução de projetos”.

O modelo de financiamento praticado inclui um percentual de 33% do valor financiado a cargo da Embrapii.

“Temos ainda uma parceria com o Sebrae para financiar projetos de pequenas empresas”, disse.

Gordon explicou que toda a negociação, contratação e execução dos projetos ocorre entre empresas e unidades credenciadas, o que traz mais agilidade aos processos. “Temos projetos em áreas como TI e comunicação, materiais e química, biotecnologia e manufatura avançada”, disse.

Apresentações feitas no seminário

Modelo operacional da Embrapii, por José Luis Gordon, diretor de Planejamento e Gestão da Embrapii.

Matriz de Demandas Tecnológicas (Eixos Tecnológicos) dos Principais Setores Industriais, por Luiz Daniel Willcox de Souza e Thiago Holanda, ambos do BNDES. Trata-se de um estudo dos especialistas setoriais do BNDES com os principais eixos tecnológicos de alguns setores industriais e as suas respectivas demandas tecnológicas.

Questionário de Validação das Demandas Tecnológicas dos Setores Industriais, por Fabio Stallivieri, assessor da diretoria da Embrapii.

Macrotendências Mundiais, por Renato Corona, gerente do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da Fiesp (em nome do presidente em exercício, José Ricardo Roriz).

Apresentação Introdutória do “Projeto Indústria 2027- Riscos e Oportunidades para o Brasil diante de Inovações Disruptivas. Uma iniciativa da MEI”, por Gianna Sagazio, diretora de Inovação da CNI, e João Carlos Ferraz, do  Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Impactos sobre os Sistemas Produtivos: Insumos Básicos, por Germano Mendes de Paula, da Universidade Federal de Uberlândia.

Impactos sobre os Sistemas Produtivos: Petróleo & Gás, por Helder Queiroz Pinto Junior, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Impactos sobre os Sistemas Produtivos: Industria Química, por José Vitor Bom Tempo, da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Impactos sobre os Sistemas Produtivos: Indústria: Agroindústria, por John Wilkinson, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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Roriz no workshop: “O que existe hoje é uma primarização da balança comercial”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp