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Tecnologias para a sustentabilidade: veja resumo dos debates realizados no Humanidade 2012

Em evento da Fiesp e Firjan, empresários e especialistas discutem alternativas para inovação sustentável

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A cooperação tecnológica para a sustentabilidade tornou-se um desafio urgente, com o qual os países precisarão colaborar para que outros possam absorver, adaptar e difundir as tecnologias, além de criar novas.

Com este foco, especialistas e autoridades no assunto participaram nesta quarta-feira (20/06), no Rio de Janeiro, do painel “Tecnologias para sustentabilidade”, realizado pelas Federações das Indústrias do Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan) no Humanidade 2012 – iniciativa da entidades e da Fundação Roberto Marinho, em paralelo à Rio+20.

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Especialistas debatem tecnologias para sustentabilidade no Humanidade 2012


Moderado por Rodrigo Rocha Loures, presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp, e Fernando Sandroni, da Firjan, o debate analisou a necessidade de uma transição para o novo modelo econômico a partir da revolução tecnológica, com impactos na estrutura de produção e nos padrões de consumo.

Ao final, Loures e Sandroni concordaram que um novo modelo econômico requer um novo modelo de tecnologias e, por isso, há a busca de um novo paradigma: a inovação sustentável.

Veja um resumo das discussões:

Aires Galhardo (Fibria) – Para o diretor-executivo Florestal da Fibria, a crise, “sem dúvida nenhuma”, traz oportunidades. Galhardo afirmou que a Fibria vem tentando se reinventar para aumentar a competitividade e entrar em novos mercados. No entanto, seu maior desafio é gerar oportunidades de emprego e renda. “Isso passa por uma questão de pesquisa e desenvolvimento – a biotecnologia”, explicou.

Fernando Von Zuben (Tetra Pak) – Segundo o diretor-executivo de Meio Ambiente da Tetra Pak, a empresa está sempre atenta à questão do impacto ambiental de seus produtos e busca trabalhar com parceiros e fornecedores que também tenha esse cuidado. “A tecnologia foi fundamental para agregar valor ao material pós-consumo, para que ele pudesse passar para a coleta seletiva e reduzir o impacto ambiental”, ressaltou o Von Zuben, ao afirmar que a empresa atua nas áreas de coleta seletiva, reciclagem e resíduos sólidos.

Para ele, tanto as corporações quanto os governos devem ouvir o consumidor: “Nossas pesquisas mostram que o consumidor acredita que as empresas têm que fazer mais pela sustentabilidade”, finalizou.

Jan-WillemScheijgrond (Philips) – A preocupação com a crise financeira mundial, segundo o diretor de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Philips, foi um incentivo para a empresa investir em tecnologia e inovação. “Acreditamos que esse é o único jeito de sobreviver à crise”, ressaltou o executivo, sublinhando que a discussão sobre  sustentabilidade não se limita ao meio ambiente. “Ela diz respeito também ao acesso à educação, saúde e sobre como tornar a população economicamente ativa”, avaliou.

Neil Hawkins (Dow Chemical) – Na visão do vice-presidente para Sustentabilidade e EH&S da Dow Chemical, a Rio+20 é uma grande oportunidade de mostrar “essa grande revolução pela qual estamos passando” e de provar que “o Brasil é um grande país”. Segundo Neli Hawkins, a crise é um período de oportunidade, é o desafio é ultrapassá-la. “Os clientes são a principal fonte de informação sobre em que devemos focar nossas pesquisas”, apontou o executivo, ressaltando que não se pode trabalhar sem boas parcerias como consumidores, universidades e outras empresas, mesmo que concorrentes. “As empresas têm a responsabilidade de dividir experiências para melhorar o todo. Aqui, no Brasil, há muitas organizações que trabalham juntas”, completou.

Victor Fernandes (Natura) – “O espaço Humanidade 2012 é inspirador e muito especial para esse momento em que vivemos”, elogiou o diretor de Inovação da Natura, ao explicar a visão da empresa: “A Natura acredita que inovação pode ser um caminho para o desenvolvimento de novas tecnoligas”, afirmou Fernandes, lembrando que a empresa é uma das pioneiras no debate sobre sustentabilidade. “Há mais de 40 anos, começamos a enxergar os produtos sustentáveis como um nicho de mercado comercial, e fizemos dessa nossa principal base de negócios.” Para ele, o principal desafio para as corporações é encontrar uma maneira de se agregar valor a partir da inovação: “A inovação deve trazer melhores resultados financeiros e sociais e menos impactos ambientais”, apontou. E concluiu: “O primeiro passo para inovação é não ter medo de errar”.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

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