imagem google

SP leva qualidade do ar a sério, mas qualidade técnica é necessária, diz Rizek Jr.

Secretário-adjunto de Meio Ambiente fala durante encontro na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A qualidade do ar é um tema que oferece algumas armadilhas, já que o mérito de sua importância não é contestado em nenhum setor. A afirmação é do secretário-adjunto de Meio Ambiente de São Paulo, Rubens Rizek Jr., que participou nesta segunda-feira (6) do painel “Qualidade do Ar no Estado de São Paulo”, durante a XIII Semana Fiesp/Ciesp de Meio Ambiente. O evento prossegue até quarta-feira (8).

“Todo mundo defende. São Paulo leva muito a sério a qualidade do ar. O alerta é para que nós consigamos trazer essa questão para uma qualidade técnica responsável. São Paulo está fazendo sua parte, a sociedade se mobilizou, o que é muito bem-vindo”, disse o secretário ressaltando, no entanto, que a melhora dos padrões atmosféricos ainda são insuficientes.

Na avaliação de Rizek, um dos vilões para a qualidade do ar é o transporte. De acordo com informações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, mais de 70% das emissões de monóxido de carbono, principal gás poluente, nas cidades grandes é provocada pelo setor. Somente em São Paulo, a frota de veículos produz 37% de toda a poluição.

A afirmação de Rizek e os dados da Cetesb poderiam sinalizar uma ameaça para a indústria. Mas o secretário-adjunto de Meio Ambiente faz questão de esclarecer que ser mais rigoroso no regulamento da qualidade do ar não pode “colapsar o setor produtivo.”

Diesel S50

Aproveitando o debate que colocou o setor de transporte no centro da agenda, o gerente de desenvolvimento de produtos da Petrobras, Frederico Guilherme Kremer, reafirmou os planos de oferta de diesel S50 da estatal em 2012.

A partir janeiro do próximo ano, o combustível com menor teor de enxofre e menos poluente, estará disponível em todo o território nacional. As frotas cativas de São Paulo e do Rio Janeiro já rodam com o diesel S50 desde 2009.

“Verificamos que havia algum benefício ambiental”, informou Kremer ao comentar a redução de 11,3 por cento de material particulado, poluentes, na troca pelo diesel S50.

Para o presidente da Federação e do Centro da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, “produzir de forma mais limpa, é produzir mais barato, de forma mais competitiva.”