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Sobram motivos de orgulho por trabalhar na escola do Sesi-SP, afirmam profissionais da unidade de Presidente Prudente

Professores, analistas e supervisores apontam boa estrutura, material didático e ambiente de cooperação mútua como destaques da rede

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp, de Presidente Prudente

Para os profissionais que trabalham na nova escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Presidente Prudente, no interior paulista, estar ali é um diferencial de carreira. E uma oportunidade de crescimento e realização pessoal. Tudo isso num ambiente acolhedor e de cooperação mútua, em que um ajuda o outro e todos estão comprometidos em nome de uma educação completa, diferenciada, atraente e, por que não, divertida.

O analista de informática Alexandre Francisco Soriano da Silva faz parte desse time. Há cinco meses na escola, ele se encanta ao ver alunos de todas as idades com os olhos fixos nas aulas e treinamentos de robótica. “As crianças me param na escola e me pedem para ir ao laboratório”, conta. “A robótica nas escolas do Sesi-SP é realmente um diferencial. Até aqueles que têm menos atenção se concentram aqui.”

Paulo Skaf e a equipe de profissionais do Sesi-SP em Presidente Prudente: clima de cooperação e estímulo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf e a equipe do Sesi-SP em Presidente Prudente: clima de cooperação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Professora de física, Elaine Pereira Alves concorda que a tecnologia “move os alunos”. “As aulas práticas são de encher os olhos”, diz. “Nos nossos laboratórios podemos trabalhar conteúdos que vão do movimento à eletricidade. Eles adoram”.

E que ninguém pense que só a tecnologia atrai os estudantes. Responsável pela biblioteca da unidade, a bibliotecária Michele Tavares da Silva Bacega também é alvo de muitas demandas. “Às 7h55 já tem aluno na porta para devolver livros e pegar outros na sequência”, diz. “Muitas vezes, eu nem bati o ponto ainda e eles já estão aqui”. Segundo ela, os campeões das estantes são autores como Ziraldo, entre os mais jovens, e H.J.Larry, autor de “Zac Power – Aventura no Espaço”, entre os adolescentes.

A empolgação não é menor com as artes de modo geral. Professora da disciplina na escola, Adhiny Garbuglio trabalha conteúdos como teatro, música, artesanato e até escultura com os seus alunos. E isso dentro e fora da sala de aula. “Já criamos até instrumentos aqui, como chocalhos, por exemplo”, diz. “Não é porque o aluno não é músico que ele não pode ter noção de ritmo.”

Adhiny e Paulo Cesar: trabalho completo com os alunos na escola. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Adhiny e Paulo Cesar: trabalho completo com os alunos na escola. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Professor do quarto ano do ensino fundamental, Fábio Ramos da Silva é outro entusiasta da matéria, principalmente das chamadas vivências, aulas mais experimentais, em artes e em outras disciplinas. “São experiências muito interessantes, poderíamos ter até mais”, afirma.

Diferencial de carreira

O orgulho pelo trabalho realizado, no caso desse time, anda junto com o diferencial de carreira que eles trazem no currículo por trabalharem numa escola do Sesi-SP. “Somos muito respeitados lá fora por trabalharmos aqui”, diz Eurídice Junqueira de Paula Arduini, professora de história e sociologia. “A qualidade do ensino é excelente e o nosso material didático é muito bom”.

Eurídice se refere à metodologia conhecida como Sistema Sesi-SP de Ensino, usada na rede e que engloba processos de ensino, aprendizagem e pesquisa. Essa concepção educacional parte da perspectiva de que toda criança ou adolescente é capaz de aprender se lhe forem oferecidas boas situações de aprendizagem.

Eurídice: “Somos muito respeitados lá fora por trabalharmos aqui”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Eurídice: “Somos muito respeitados lá fora por trabalharmos aqui”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Temos uma base boa para trabalhar, um material didático de qualidade”, afirma o professor de ciências e biologia Carlos Henrique Gomes de Souza, “O Sesi-SP oferece um ensino articulado”, diz.

Tempo integral

Outro destaque apontado pelos profissionais da unidade do Sesi-SP de Presidente Prudente é a oferta de ensino em tempo integral de fato pensado para ser de tempo integral, ou seja, com atividades que motivem as crianças e os jovens a ficarem no local durante o dia inteiro. “Aqui temos nutricionistas para cuidar da alimentação, esportes, bons laboratórios”, explica o professor de matemática Paulo Cesar Chaves. “Não adianta oferecer tempo integral sem motivar os alunos”.

Márcio, à esquerda, e Carlos Henrique: bom material didático para trabalhar. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Márcio, à esquerda, e Carlos Henrique: bom material didático para trabalhar. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Ex-aluna da escola, estagiária e hoje professora do ensino fundamental na unidade, Karina de Souza Monteiro é outra que acha que, de tédio, ninguém sofre na escola. “Fazemos muitos trabalhos diferenciados, como as aulas de Lego com os pequenos”, diz. “Eles adoram e essa também é uma forma de estimular várias áreas do conhecimento”.

Para o analista técnico educacional Luis Fernando Lopes, até a paisagem ajuda. “Trabalhamos num ambiente harmônico e bonito do ponto de vista da estrutura física, do paisagismo”, diz.

O que eles acham de trabalhar na escola do Sesi-SP de Presidente Prudente 

“Faz toda a diferença a gestão e a orientação que temos aqui. Existe coerência entre a teoria e a prática”. (Vânia Rúbia, professora)“Entrei aqui como estagiária e sou apaixonada por esse projeto de ensino. Estamos sempre voltados para o crescimento”. (Iara Anaí Raimundo, professora de educação física)“As discussões pedagógicas coletivas realizadas todas as semanas nos ajudam muito a trabalhar e a aprimorar o ensino”. (Daniela de Cássia Mauri Pinheiro, professora de inglês)

“A supervisão estratégica para os professores ajuda a enxergar o lado humano desses profissionais. Ajuda todos a trabalhar melhor”. (Márcio Martins da Silva, analista técnico educacional)

“Trabalhamos para apoiar os professores”. (Diego Duráes, analista técnico educacional)

“A grande aposta é romper com a ideia de ficar no computador escrevendo modelos de ensino prontos: a gente acompanha mesmo os professores”. (Saulo Françoso, supervisor técnico educacional)

“A atuação do analista é estar realmente perto do professor, estar presente no dia a dia, é fundamental essa troca”. (Daniele da Silva Carvalho, analista técnica educacional)

“Antes daqui, nunca tinha tido esse contato com os analistas in loco, é uma ferramenta de crescimento para os professores e para a rede”. (Gladys Usher Zorzetto, auditora de educação)