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Skaf visita o porto de Santos e encontra prefeitos da baixada santista

O presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP conversou com lideranças locais a respeito do projeto do túnel entre Santos e Guarujá e criticou o aumento do ICMS no estado de São Paulo

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Acompanhado do presidente da Santos Port Autorith (SPA), Fernando Biral, de diretores do Ciesp e do Senai-SP, Paulo Skaf, que preside as instituições que representam as indústrias do estado de São Paulo, visitou o porto de Santos na manha desta sexta-feira (19/2). Durante a visita, em trajeto realizado de barco, a comitiva passou pelos terminais de grãos, de líquidos e pela Marina. Skaf também foi conduzido ao terminal de contêineres, onde se impressionou com a capacidade de movimentação de cargas.

Skaf afirmou que o porto de Santos poderia ser chamado de porto do Brasil, porque ele é o grande responsável pelo comércio de exportações e importações brasileiras. “O que eu vi aqui foi o dinamismo e inteligência estratégica, que têm contribuído para o crescimento do porto”, disse ele. No ano passado, o porto bateu recordes de movimentação, com 146 milhões de toneladas, e este ano deve ultrapassar 150 milhões de toneladas. “E é isso que o Brasil precisa: crescer em investimento, competitividade, enfim, olhar para frente e gerar empregos e riquezas”, destacou o presidente da Fiesp.

Um dos temas tratados na visita foi o investimento necessário para solucionar os desafios da região, que passa pelo acesso logístico. “Santos e Guarujá precisam de uma ligação seca, e os estudos do Departamento de Infraestrutura da Fiesp indicam a opção do túnel como a mais vantajosa por uma série de razões, inclusive técnicas, tais como custo mais viável e menor impacto ambiental, assim como transporte de cargas e de pessoas entre os municípios”, afirmou Skaf.

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Skaf disse que o dinamismo e a inteligência estratégica têm contribuído para o crescimento do porto. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Escolas, economia e impostos
Após a visita ao porto, Skaf ofereceu um almoço para o presidente da SPA e para os novos prefeitos de São Vicente, Kayo Amado, e do Guarujá, Válter Suman. Também participou do encontro o ex-prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa. Ao grupo, Skaf delineou os planos da indústria em relação às escolas que mantêm na região. “Temos em Santos um projeto de uma nova escola do Senai-SP, cujo documento já está na prefeitura para ser aprovado”, disse em entrevista coletiva, após o almoço.

Em relação ao momento atual, Skaf disse que economia está em processo de retomada e destacou que as medidas tomadas pelo governo federal para atenuar os impactos da pandemia, como o auxílio emergencial, a flexibilização das leis trabalhistas, abertura de crédito e postergação do pagamento de impostos federais, foram fundamentais. “Ajudou, inclusive, a recuperar o emprego formal que havíamos perdido durante os meses de março, abril e maio”, afirmou.

Para que a economia siga em recuperação e chegue a crescer de modo mais robusto, segundo Paulo Skaf, é imprescindível se concentrar na nova agenda de reformas, na aprovação da PEC Emergencial com respeito ao teto de gastos. Para que a retomada se consolide, ele frisou que a vacinação da população é essencial e deve ganhar impulso em breve. “O que nos falta é ter mais vacina e mais insumos para produzir as vacinas”, disse. “Este não é um desafio somente para o Brasil, mas para todos os países”.

No que diz respeito a tributos, Skaf foi firme quanto ao posicionamento da Fiesp contrário ao aumento de ICMS promovido pelo governo do estado. “A arrecadação do governo estadual cresceu, mas mesmo assim aumentaram impostos de produtos como alimentos, itens da cesta básica, remédios, e em alguns produtos o percentual de aumento foi de 18%. Isso prejudica a indústria, o comércio e o consumidor”, pontuou.

Skaf entende que no Brasil já se paga muito imposto, principalmente em São Paulo, e que ninguém mais aguenta tantos encargos. “Se a receita aperta, precisa diminuir a despesa. Mas em vez de diminui, o governo aumenta os impostos. E aí quem paga o pato é o consumidor”, finalizou.

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No ano passado, o porto bateu recordes de movimentação, com 146 milhões de toneladas, e este ano deve ultrapassar 150 milhões de toneladas. Foto: Everton Amaro/Fiesp