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Skaf considera ‘positiva, mas pontual’, medida do governo que reduz IPI para carros

Presidente da Fiesp/Ciesp reforça que juros precisam continuar baixando para que pessoas físicas e jurídicas tenham condições isonômicas em relação a outros países

Cesar Augusto e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp: 'Precisamos que todos os pontos da competitividade brasileira sejam resolvidos'

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp: 'Precisamos que todos os pontos da competitividade brasileira sejam resolvidos'

Ao comentar a redução do IPI para carros de mil até duas mil cilindradas, anunciada ontem (21/05) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, considerou a medida uma boa iniciativa, por representar uma redução de preços entre 7% e 10 % para o consumidor final.

“Mas a economia brasileira não se define apenas pelos carros, isso é um pedaço da economia. As medidas são positivas, porém pontuais”, resumiu Skaf nesta terça-feira (22/05), na sede da Fiesp, durante evento que reuniu empresários brasileiros e italianos.

Na entrevista coletiva, Skaf afirmou que o governo deveria se concentrar em recuperar a competitividade do Brasil para que o país possa produzir produtos para o mercado interno e externo com eficiência máxima. “O que precisamos é que todos os pontos da competitividade brasileira sejam resolvidos, como as deficiências na área de logística, infraestrutura em geral, preço do gás, a enorme burocracia.”

O presidente da Fiesp/Ciesp disse que os juros já começaram a baixar, mas ainda prosseguem elevados. “Essas taxas precisam continuar baixando até chegar à ponta, no balcão, de forma isonômica em relação a outros países, tanto para empresas quanto para pessoas físicas.” Já o câmbio, segundo Skaf, teve uma reação. “Mas ninguém tem segurança de que o dólar ficará acima [do patamar] dos R$ 2.”

Questionado sobre os problemas econômicos em alguns países europeus, em especial a Grécia, Skaf disse que se o Brasil resolver seus problemas de competitividade terá melhores condições de gerar empregos e riquezas, independentemente do que aconteça na Europa, China ou outro país. “Não podemos resolver os problemas da Grécia, temos de nos concentrar nos problemas brasileiros.”

Energia

O presidente da Fiesp aproveitou a coletiva para reforçar sua preocupação com o fato de a conta de luz brasileira ser a terceira mais cara do planeta enquanto o custo de geração de energia é um dos mais baratos do mundo. “Os leilões públicos vão fazer com que despenquem os preços da geração, transmissão e distribuição”, sustentou.

Skaf destacou que a discussão sobre a redução do preço de energia não deve se misturar ao debate sobre a possível desoneração tributária ou os índices de reajuste. “Isto convém àqueles que querem manter o preço de energia atual. Querem que a sociedade pague pela terceira vez a amortização da mesma usina.”