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Sistema Sesi-SP de Ensino estimula a pensar

Metodologia adotada nas escolas da rede Sesi-SP tem como base a busca contínua de conhecimento pelos alunos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Basta entrar numa escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) para sentir a acolhida. E a animação com aquilo que é oferecido dentro e fora das salas de aula. Muito além do empenho dos professores e da infraestrutura, o sucesso está ligado ao Sistema Sesi-SP de ensino, metodologia pedagógica criada pela instituição e aplicada a cada ano a 149.642 alunos da rede, do Infantil ao final do Ensino Médio. Do que se trata? “A essência do nosso sistema de ensino não é o ensinar, mas o aprender. Para nós, o aprendizado é uma construção diária”, explica o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni. “Valorizamos o movimento da aprendizagem.”

Criado em 2008, o Sistema Sesi-SP de Ensino considera os alunos figuras em processo de desenvolvimento em todas as suas dimensões: desde o básico, ou seja, do ponto de vista biológico, até sob o aspecto da socialização. “Por isso destacamos pontos variados, como a prática de atividades físicas e a alimentação saudável, ao mesmo tempo em que reforçamos a preparação para a vida e para o trabalho”, afirma Vicioni.

Nesse sentido, mais do que a postura passiva de ser apenas aluno, o objetivo é incentivar a formação de estudantes, de pessoas capazes de ir em busca do conhecimento.

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Sala de aula de escola do Sesi-SP: para estimular o desenvolvimento dos alunos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Outra característica do Sistema Sesi-SP de Ensino é ter nos materiais didáticos, como os livros, meros suportes do aprendizado, não a base dele. “Para nós, os espaços da cidade são locais de aprendizagem, como os museus e as bibliotecas, por exemplo”, explica Vicioni. “Nossos professores precisam ir além do material didático, estimular as crianças e jovens a pensar.”

Rompendo conceitos

Rumo ao futuro, o superintendente do Sesi-SP afirma que está em discussão, na rede, a aplicação de práticas como o rompimento da organização curricular baseada nas disciplinas. “O conhecimento é único”, diz. “Na educação básica, o que interessa é a conexão, a interdisciplinaridade das áreas, e não o somatório dos conteúdos que integram cada área”, afirma. “Vamos investir muito nos professores para isso, para promover essa formação mais ampla.”

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Vicioni: “Na educação básica, o que interessa é a conexão". Foto: Everton Amaro/Fiesp


A discussão está em alta em países como a Finlândia. “Conversei com a ministra da Educação e da Cultura daquele país, Sanni Grahn-Laasonen, a respeito disso durante visita dela às nossas escolas, em março”, diz Vicioni. “Eles também estão adotando esse novo conceito lá.”

Escolas municipais

Prova do reconhecimento da eficiência da metodologia, o Sistema Sesi-SP é adotado também por 25 municípios do Estado de São Paulo, o que envolve 511 escolas conveniadas e 111.826 alunos atendidos.

Já a rede Sesi-SP é formada por 172 escolas em 112 cidades paulistas, com um total de 309.278 matrículas registradas em 2015, incluindo, além da educação regular, os cursos de educação continuada, os técnicos e a educação de jovens e adultos (EJA).

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