imagem google

Simplicidade é a diretriz, afirma Vanessa Canado

Consultora jurídica da Fiesp sobre a Reforma Tributária diz que novo sistema de cobrança de impostos não pode atrapalhar as empresas

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

“A tributação é um tema recorrente, quando na verdade não deveria ser”. A afirmação foi feita pela consultora jurídica da Fiesp sobre a Reforma Tributária, Vanessa Canado, durante reunião do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria (Compi) da Fiesp, realizada na quarta-feira (15/6) e dirigida pelo seu presidente, Luciano Coutinho.

O ideal, segundo a especialista, seria discutir temas como imposto de renda ou economia digital, e falar menos sobre tributação. “Mas isso demanda que avancemos nas questões básicas sobre o tema. O objetivo de uma Reforma Tributária não é o de atrapalhar a vida das empresas, e simplicidade é o que temos buscado em nossas diretrizes”.

A consultora tem conversado com os setores industriais para entender as especificidades de cada um e de que forma a mudança na legislação poderá afetar suas atividades. “Não se pode deixar de lado as questões imediatas, mas é importante desenhar os objetivos de longo prazo. E por melhor que se faça, sempre haverá pontos para se alterar”, explicou.

Na ocasião, o presidente do Compi, Luciano Coutinho, apresentou dados referentes à Jornada de Transformação Digital, iniciativa que une esforços da Fiesp, Senai-SP e Sebrae-SP para atender 40 mil micro, pequenas e médias indústrias. A ação – gratuita para quem tem faturamento anual de até R$ 8 milhões – visa atingir empresas de todos os segmentos industriais, com diferentes níveis de maturidade tecnológica, em oito etapas de consultoria e treinamento. “Já são 4.507 empresas nas fases de atendimento, em execução, concluídos e potenciais engajamentos”, contabilizou.

As ações do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp (Dempi Acelera) também foram abordadas durante a reunião pelo diretor titular, Sylvio Gomide. Entre os assuntos, foram discutidos acesso ao crédito, nível de inadimplência das empresas, fundos garantidores e sobre o grupo de trabalho que trata do tema cooperativas de crédito.

“A adoção do sistema de cooperativas pela Fiesp pode ser um instrumento poderoso de ampliação do acesso ao crédito, com alto potencial de benefícios para associados dos sindicatos e do Ciesp, como menor custo”, destacou Gomide, que ainda citou projetos em parceria com o BNDES, e plataformas de fomento a startups e aproximação da universidade com o universo do empreendedorismo.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1656420171

Foto: Ayrton Vignola/Fiesp