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Sesi-SP é grande parceiro, destaca Cao Hamburger, diretor de ‘Que Monstro Te Mordeu’

Nova série infantil da TV Cultura foi lançada oficialmente em evento no Teatro do Sesi-SP; noite teve exibição de dois episódios para convidados

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Cao Hamburger disse que teve liberdade criativa. Foto Ayrton Vignola/Fiesp

Toda vez que uma criança desenha um monstro, os traços ganham vida no Monstruoso Mundo dos Monstros, onde Lali e seus amigos monstruosos precisam resolver a confusão instaurada e ainda aprender algo com a missão. Assim é a sinopse de “‘Que Monstro Te Mordeu”.

A primeira temporada da série, criada por Cao Hamburger e Teodoro Poppovic, estreou na segunda-feira (10/11) na TV Cultura, resultado de uma parceria da emissora com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

O programa foi lançado oficialmente em evento para convidados na noite de terça-feira (11/11) no Teatro Sesi-SP, com presença do profissionais que trabalham na produção, entre outros convidados.

Chamado ao palco, Hamburger disse que se sente em casa no Sesi-SP e agradeceu a oportunidade de fazer a série, dirigida por ele e por Philippe Barcinski e produzida por Matias Mariani.

Ele destacou que teve liberdade para criar e elogiou o Sesi-SP. “Foi um parceiro do mais alto nível”, reconheceu o diretor, com destaque para o superintendente da instituição, Walter Vicioni. “Foi um parceiro determinante.”

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Walter Vicioni: “Que Monstro Te Mordeu” é um exemplo concreto de que é possível educar por meio do entretenimento. Foto Ayrton Vignola/Fiesp

Vicioni, que no evento representou o presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse em seu pronunciamento de que a série “Que Monstro Te Mordeu” é um exemplo concreto de que é possível educar por meio do entretenimento. “Educação não acontece nos quatro muros da sala de aula. Educação se constrói pela oportunidade de criação de conteúdos de qualidade.”

“Com o lançamento dessa série esperamos firmemente contribuir para que crianças tenham chance de uma criação sólida e sadia.”

Ele afirmou ainda que o Sesi-SP tem uma relação muito antiga com a área cultural e que a entidade não atua nesse projeto como como mero financiador, mas com uma instituição que acredita no movimento educacional.

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Walter Vicioni (sexto da esquerda para a direita) com autoridades da TV Cultura e da Fiesp. Foto Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, ressaltou que o Sesi-SP tem tradição de financiar projetos de alta qualidade, relembrando o sucesso de outra produção feita em parceria com o Sesi-SP, o “Castelo Rá-tim-bum”, também criada por Cao Hamburger.

“Tenho certeza de que vai ser uma via muito prospera, vai ter um sem números de fãs”, disse Mendonça, assinalando que o programa vai levar a TV Cultura a situações de premiação.

Depois dos discursos, foram exibidos dois episódios: “Lali”, o primeiro da série, com duração de 32 minutos, e “Fofoca”, de 39o, de 25 minutos. O evento foi conduzido por Roberta Martinelli, apresentadora do Programa “Cultura Livre” da TV Cultura.

Participaram do evento o presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, Belizário dos Santos Júnior; o secretário de Educação do município de São Paulo, Cesar Calegari; o primeiro diretor financeiro da Fiesp, Paulo Vieira; o segundo diretor financeiro e diretor titular do Comitê de Ação Cultural da Fiesp, Fernando Greiber; o diretor de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho; o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra; o assessor do Sesi-SP para assuntos de Educação e Cultura, Célio Jorge Deffendi, entre outros.

A série

São 50 episódios para a televisão, de 30 minutos cada, e outros 50 episódios mais curtos para a internet, com duração de um a três minutos. O objetivo de trazer o conteúdo para a plataforma online é se comunicar com uma geração cada vez mais tecnológica e conectada. Os web episódios funcionarão de forma independente e serão postados, semanalmente, no canal do YouTube do projeto.

Na série, Lali (Daphne Bozaski) é uma menina monstra. Ou, na definição do cientista e monstrólogo Dr. Z, Lali é meio humana, meio monstra. Ela vive no Monstruoso Mundo dos Monstros e convive com seus amigos Luisa, Gorgo e Dedé, monstrinhos malucos e engraçados, e com muitos outros como o Dr. Z e seu assistente Morgume, o Síndico, o Deliverson e Talvez sim-Talvez não.

Mas todo dia um novo monstro diferente aparece e “morde” nossos personagens, desorganizando a rotina de quem vive ali e obrigando Lali a descobrir como lidar com novos sentimentos e desafios.

Isso porque, a cada episódio, uma criança no mundo dos humanos desenha um monstro de acordo com a sua imaginação. Pode ser o Monstro do Medo do Escuro, o Monstro do Ciúme, o Monstro da Fofoca, o Monstro da Preguiça. Cada um tem uma característica marcante, ligada a um sentimento ou uma questão humana que, aos poucos, é revelada como tema central do episódio. Por meio de animação 3D, a criatura desenhada ganha vida no Monstruoso Mundo dos Monstros.

Ao final do capítulo, o aprendizado sobre o que o monstro da vez trouxe ao Mundo dos Monstros é consolidado pelo Dr. Z que, em seu laboratório, identifica e cataloga a criatura.