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Sesi-SP é a maior instituição com atletas na seleção brasileira que disputa os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020

Entre os convocados, 18 atletas de cinco modalidades e cinco profissionais técnicos

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Com o forte trabalho no desenvolvimento esportivo olímpico e paralímpico, o Sesi-SP mais uma vez é destaque no maior evento esportivo do mundo. Depois do sucesso nas últimas edições, este ano o esporte da indústria conta o maior número de atletas convocados para compor o Time Brasil na disputa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.
Entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro, 18 atletas do Sesi-SP estarão em ação nas modalidades goalball, vôlei sentado, bocha paralímpica, atletismo e paratriathlon. Ainda compõem o grupo cinco membros das comissões técnicas.

Porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que acontece nesta terça-feira (24/8), às 8h no horário de Brasília, a multicampeã Evelyn Oliveira será o nome do Sesi-SP na bocha paralímpica. Dona de uma medalha de ouro nas duplas mistas na classe BC3 (deficiência muito severa), na última edição, além do ouro individual nos Jogos Parapan-Americanos de Lima e ouro nos pares na Copa América de Montreal 2015, Evelyn se sente pronta para sua 2ª paralimpíada.

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A multicampeã Evelyn Oliveira, da bocha olímpica. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


“Na minha primeira paralimpíada eu já consegui um resultado muito importante, que marcou a história da nossa modalidade. Hoje essa conquista serve de motivação para as próximas competições. Estou feliz com mais essa oportunidade de representar meu país no esporte que amo e espero que agora em Tóquio a gente consiga mais resultados tão bons quanto os últimos”, comentou.

Outra promessa de medalha para o Brasil é o goalball, que na edição Rio 2016 garantiu o bronze com o grupo masculino e o 4º lugar no feminino. E, para disputa da modalidade, o Sesi-SP contará com quatro representantes, Ana Gabriely Brito, campeã nos Jogos Parapan-Americanos e bronze no Mundial, Moniza de Lima, Josemarcio “Parazinho” e Alex de Melo Sousa, medalhistas de bronze no Rio.

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Josemarcio “Parazinho”, na seleção brasileira de goalball, conta com o prêmio de melhor atleta da modalidade em 2017. Foto: Karim Kahn/Fiesp


Defendendo o Sesi-SP desde 2014, Josemarcio, mais conhecido como Parazinho, foi diagnosticado com atrofia no nervo ótico desde o nascimento, mas isso nunca foi impeditivo para o atleta. Parazinho começou a praticar o atletismo em Belém, sua cidade natal, mudou-se para São Paulo aos 18 anos e hoje, além de conquistas com a seleção brasileira de goalball, ainda conta com o prêmio de melhor atleta da modalidade em 2017.
“O Brasil tem a prata em Londres 2012, o bronze no Rio 2016, que eu já estava na equipe, e agora só falta o ouro. E eu digo que a torcida pode esperar mais uma conquista grande. Somos uma equipe muito unida, forte tanto no coletivo, quanto no individual, e estamos nos preparando muito bem para ir em busca de realizar mais um sonho”, explicou Parazinho.

Assim como no goalball, no vôlei sentado feminino e masculino, o Sesi-SP aparece como uma das potências na modalidade. Com um total de 9 convocados, sendo quatro no masculino e cinco no feminino, o grupo espera seguir fazendo história para o Brasil após o bronze do time feminino no Rio 2016 e a 4ª colocação da equipe masculina.
“Tóquio pra mim significa “douradinha”. A medalha de bronze já está no nosso currículo e agora nós queremos a dourada. Treinamos muito, nos preparamos, mesmo com toda essa questão da pandemia e agora seguimos reforçando esse trabalho para mais uma conquista”, falou Edwarda Dias, que terá ao seu lado as companheiras de equipe Gizele Dias, Laiana Batista, Nathalie Filomena e Ana Luisa Soares. No masculino compõem a seleção, Daniel Yoshizawa, Fabricio da Silva, Renato Leite e Wellington Platini.

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Edwarda Dias, do vôlei sentado feminino. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Desde 2003 no Sesi-SP, Marco Borges, conhecido carinhosamente como Marcão, já é veterano nas Paralimpíadas, chegando agora na sua 3ª participação. Ele é um dos principais atletas na prova do arremesso de peso, dono da 3ª melhor marca do ranking mundial conquistada na seletiva olímpica, medalhista de bronze no lançamento de disco e no lançamento de dardo nos Jogos Parapan-Americanos do Rio 2007 e 11 vezes campeão brasileiro.
“A expectativa é a melhor possível. Eu acredito que hoje, apesar de mais velho, eu me encontro na minha melhor forma física e psicológica. Quero brigar por medalha e fazer a minha melhor performance”, disse Marcão que é da classe F57 (compete em cadeiras de rodas).

Entre os estreantes em Jogos Paralímpicos está o velocista Lucas Lima. Depois de um convite feito pelo técnico Daniel Biscola para conhecer o atletismo em 2017 e disputar provas na classe T47 (deficiência nos membros superiores), hoje o atleta aparece na 5ª colocação do ranking mundial e com grandes chances de brigar por medalhas nos 100 e 400m rasos em Tóquio.

“Tóquio para mim é um sonho realizado. Todo atleta almeja participar dos jogos. A expectativa é a melhor possível. Estou muito feliz de representar a seleção brasileira, representar o meu clube que sempre cuidou de mim. Estou tranquilo, porém vem a ansiedade ao mesmo tempo. Sigo confiante e com pés no chão”, contou Lucas.
Ainda novo no programa paralímpico, o paratriathlon estreou na edição de 2016 dos jogos e para Tóquio também contará com um estreante. Carlos Rafael Viana, o Carlinhos, é um dos destaques do Sesi-SP e da seleção brasileira. Competindo na classe PTS5 (deficiências leves) o atleta, apesar dos seus 22 anos, já tem um currículo invejável.
Carlinhos foi eleito o atleta do ano pelo prêmio Brasil Paralímpico em 2017 e 2019, neste último foi medalha de ouro na etapa de Portugal do circuito e 5º na World Series realizado na Suíça. É o atual pentacampeão brasileiro consecutivo, medalha de bronze no Pan-Americano, seu único pódio em 2021.

“Estou muito contente com o meu trabalho, venho de uma crescente bem bacana e muito produtiva. Tenho um pensamento comigo de que nada pode dar errado se o trabalho foi feito da melhor maneira possível, então agora que já fiz o que tinha que ser feito, vou em busca das conquistas”, disse.

Compõem o time Sesi-SP em Tóquio os técnicos Celio Mediato, do vôlei sentado masculino, Diego Colettes, do goalball, Daniel Biscola, do atletismo, e Ana Carolina Alves, da bocha paralímpica, além do calheiro da Evelyn Oliveira, Roberto Ferreira.

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