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Seminário na Fiesp debate vantagens das PPPs na área de defesa

Para Jairo Cândido, diretor titular do Departamento de Defesa da Fiesp, o foco é defender os interesses do setor

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) abriu, na manhã desta quarta-feira (14/08), o seminário “Parcerias Público Privadas (PPPs) na área de defesa: aspectos gerais e oportunidades”, na sede da entidade.

“O objetivo desse encontro é começar uma discussão, a fim de criar uma estrutura nacional que seja aquela pela qual o empresário possa entender e trabalhar nesse segmento”, explicou o diretor Jairo Cândido, titular do Comdefesa, na abertura do evento.

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Jairo Cândido: 'Nosso ânimo em promover esse evento está calcado na inserção do setor da indústria da defesa'. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo ele, é preciso encontrar uma forma de fazer um comitê gestor de defesa no âmbito das PPPs. “Alguém deverá aprovar, no âmbito federal, nossos pleitos e projetos”, afirmou.

Cândido explicou que, nas PPPS, o agente privado pode ser remunerado de duas maneiras: exclusivamente pelo governo, ou por uma combinação de tarifas cobradas.

Além disso, o titular do Comdefesa explicou que há dois tipos de PPPs: as chamadas patrocinadas, em que é cobrada uma tarifa do setor privado e o poder público faz a complementação; e as administrativas, em que o poder público devolve 100% do custo de investimento, conforme as características.

“Nosso ânimo em promover esse evento está calcado na inserção do setor da indústria da defesa. Por isso, todos os painéis deste seminário têm sempre oficiais das Forças Armadas e empresários do setor”, finalizou.

Presidente da Embraer

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Luiz Carlos Aguiar: investidores têm interesse no setor. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Em sua participação, Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer, afirmou as PPPs devem ser utilizadas para projetos importantes do segmento de defesa. “Temos todas as pré-condições para que esse mecanismo seja utilizado em nosso segmento. Então, o que está faltando?”, questionou.

De acordo com ele, os investidores têm interesse no setor. “Em termos de investidores há apetite: as empresas na área de defesa querem executar o trabalho e também querem ser investidores no capital de risco nesses empreendimentos”, assinalou, destacando que há oferta, demanda, capital e conhecimento.

Aguiar disse acreditar nas PPPs. Segundo ele, o evento na Fiesp é o início de um trabalho conjunto a ser feito.

“Esse projeto não resolve todos os desafios, mas é um caminho complementar para que os projetos que geram fluxo e receita consigam se enquadrar e atrair o investimento privado, a fim de alavancar os níveis de qualidade do nosso setor.”

“Estamos absolutamente prontos para fazer isso funcionar. Precisamos apenas de uma centelha, de um empurrão institucional para que isso funcione”, concluiu Aguiar.