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Selic a 4,5% representa a maior mudança estrutural na economia desde o controle da inflação, diz Skaf

O Copom definiu um novo corte de meio ponto porcentual na taxa Selic, que chegou ao nível de 4,5% ao ano. Com essa nova redução, pela primeira vez após décadas de juros altíssimos, iniciaremos 2020 com um cenário de taxas baixas e previsão de que permaneçam assim por um longo período. São excelentes notícias, pois finalmente teremos um ambiente de negócios favorável ao avanço dos investimentos, da geração de empregos e da renda, o que possibilitará maior velocidade da recuperação econômica no ano. É a maior mudança estrutural na economia desde o controle da inflação.

É importante, no entanto, que os bancos façam a sua parte e reduzam os juros ao tomador final, que permanecem altíssimos apesar da Selic estar no menor patamar histórico há dois anos. O Banco Central precisa acelerar a agenda de mudanças, como open banking, fomento às fintechs e outros estímulos ao uso de instrumentos do mercado de capitais para financiamentos diretos aos tomadores finais.

O corte da Selic é passo na direção certa. Se for acompanhado de medidas que aumentem a concorrência bancária e diminuam os juros ao tomador final, não tenho dúvidas de que teremos potencial de crescer em torno de 3% já no próximo ano.

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)