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Secretário Wilson Pollara fala sobre a saúde na cidade de São Paulo

Ele participou de reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“A saúde como direito de todos e dever do Estado, estando inscrita entre os direitos fundamentais do ser humano”, enfatizou o secretário da Saúde da cidade de São Paulo, Wilson Pollara, durante reunião promovida pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (Comsaude) nesta sexta-feira (7 de abril), na sede da entidade.

Pollara iniciou o encontro dando um panorama do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, a Constituição de 1988 prevê a saúde como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País.

“Apesar de tentarmos, o que vemos é muito diferente desta realidade. Então, como tornar realidade o SUS imaginado em 1988? Como tirar o SUS do imaginário e trazê-lo para o real?”

Partindo desse cenário, Pollara explicou que foi feito planejamento baseado no diagnóstico da saúde na cidade de São Paulo. “Sabendo das fragilidades do Sistema, temos que focar na gestão. “Se considerarmos que uma região tem menos de 30 mil habitantes, significa que se tem um parto por dia. Não justificaria ter uma maternidade com estrutura completa para isso. Mas podemos dividir as prioridades por região, onde todos sempre terão atendimento dentro das necessidades.”

Pollara enfatizou a importância de tudo se começar pela Unidade de Saúde Básica, justamente para orientar e fazer melhor toda triagem do paciente. Nesse sentido, o secretário fez uma lista das prioridades primárias a levar em conta: promoção, recuperação e prevenção; classificação de risco, coleta de informações; realizar busca ativa; responsabilizar-se pela população; reuniões de equipes planejamento e avaliação; registro das atividades; identificar e auditar parceiros e recursos e orientar e encaminhar a população.

O plano inclui a redução em 5% da taxa de mortalidade precoce por doenças crônicas não transmissíveis selecionadas, contribuindo para o aumento da expectativa de vida saudável, a diminuição da taxa de mortalidade infantil em 5% na cidade de São Paulo, priorizando regiões com as maiores taxas, e a redução do tempo médio de espera para exames prioritários para 30 dias na cidade de São Paulo.

“Nossa prioridade agora é a Cracolância. Precisamos reconhecer que é um problema de saúde pública, e para ajudar definitivamente estas pessoas, temos que tratá-las como seres humanos de verdade”.

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Reunião do Comsaude da Fiesp teve a participação do secretário Wilson Pollara. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp