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Secretário estadual apresenta projetos na área de recursos hídricos em reunião na Fiesp

Edson Giriboni foi o convidado do encontro desta terça-feira (22/10) do Conselho Superior de Meio Ambiente da federação

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Os recursos hídricos de São Paulo foram o tema principal da reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado nesta terça-feira (22/10). Para falar sobre as ações governamentais nessa área, foi convidado o secretário de Estado da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni.

O secretário iniciou falando sobre os grandes desafios da secretaria: garantir o suprimento hídrico e o desenvolvimento sustentável, superar conflitos pelo uso da água, diminuir eventos críticos em cenário de mudanças climáticas, universalizar o saneamento básico até 2020 em áreas urbanas e fornecer saneamento para comunidades isoladas.

“O estado de São Paulo é dividido em 22 bacias hidrográficas, algumas delas em situação crítica, principalmente a região metropolitana, onde temos uma vazão em que precisamos trazer água de outras bacias, porque o que se produz aqui não é suficiente”, explica o secretário. “O grande desafio é termos equilíbrio na distribuição dos recursos hídricos no estado.”

Giriboni: desafio de organizar a distribuição dos recursos hídricos em  São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Giriboni: desafio de organizar a distribuição dos recursos hídricos em São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para avançar nesses problemas “seríssimos não só para São Paulo, mas para o Brasil”, Giriboni apresentou os projetos da Secretaria, do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e da Sabesp.  Entre eles, o Sanebase e o Programa Água é Vida, que trabalham para melhorar a condição do saneamento básica. Já o Reágua e o Programa Mananciais são focados no tratamento de bacias e mananciais.

Outra questão importante para a secretaria é a prevenção de enchentes. “Pagamos um alto custo pelos nossos erros, pela ocupação das margens, impermeabilização sem controle, lixo, falta de consciência ambiental. Um dos resultados são as grandes enchentes que afetam a região metropolitana de São Paulo”, lamenta Giriboni, que falou de alguns projetos que estão em curso atualmente.

“Já tiramos do Rio Tietê mais de 6 milhões de metro cúbicos desde 2011, temos quatro piscinões em obra e estamos iniciando mais quatro. Ainda temos uma parceria público privada em curso para a construção de sete novos piscinões e manutenção e modernização de todos os que já existem.”

Sempre que se fala em recursos hídricos em São Paulo, o Rio Tietê é um tema recorrente. Sobre a possibilidade de um dia ver o rio despoluído, o secretário afirma que é uma ação que não depende apenas do governo. “O Rio Tietê hoje é um lixão a céu aberto. É uma questão cultural, as pessoas veem o rio como um depósito de lixo de todo tipo. É uma responsabilidade de todos nós.”

Lazzarini conduziu a reunião do Cosema nesta terça-feira (22/10). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Lazzarini conduziu a reunião do Cosema nesta terça-feira (22/10). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Grupos de trabalho

Além da palestra do secretário, o Cosema debateu outros temas e definiu a criação de dois novos grupos de trabalho: um para tratar de sustentabilidade e competitividade e o outro para discutir a questão dos veículos com mais de 20 anos que circulam em São Paulo.

A reunião foi conduzida por Walter Lazzarini, presidente do Cosema.