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Secretário de Meio Ambiente destaca alta produtividade aquícola do Estado

Setor cresce 25% ao ano, de acordo com a Secretária da Agricultura e Abastecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

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Secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas. Foto: Everton Amaro/FIESP

A atividade agrícola está em pleno crescimento no Estado de São Paulo, segundo o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas. “Os números garantem isso: a atividade aquícola em São Paulo produziu 80 mil toneladas em 2012 e deve ter um crescimento significativo nos próximos anos, atingindo números cada vez mais robustos”, ele afirmou nesta quarta-feira (06/03) ao participar do Seminário Licenciamento Ambiental da Aquicultura, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para Covas, isso se deve à excelência da qualidade do trabalho que o setor desenvolve. “Foi a capacidade de produzir com sustentabilidade que nos possibilitou resultar no marco regulatório do setor”, explicou, salientando o objetivo do seminário da Fiesp de elucidar as questões que ainda precisam ser resolvidas.

Para o secretário, o modelo de regularização ambiental do setor é um exemplo a ser seguido, por se tratar de um trabalho conjunto do governo com instituições do setor. “Devemos levar esse modelo para outras atividades econômicas, sempre pensando na proteção ao meio ambiente e no respeito à sociedade”, afirmou.

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Mônika Bergamaschi, Secretária da Agricultura. Foto: Everton Amaro/FIESP

A secretária da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, também acredita no enorme potencial da aquicultura no Estado: “O setor cresce 25% ao ano e o potencial do Estado pode ser quintuplicado, levando-se sempre em conta o aspecto sustentabilidade, social e econômico”, destacou.

Segundo ela, com o objetivo de se antecipar e facilitar o acesso ao licenciamento, a Secretaria no momento desenvolve um trabalho para mapear a situação aquícola no Estado. E os primeiros dados deverão ser divulgados já na segunda quinzena de março. “No que se refere ao licenciamento, conseguimos com muito bom senso chegar a um bom termo.”

Mônika acrescentou que o crescimento está acontecendo via produtividade, com investimento em pesquisa e inovação; parceria e trabalho conjunto: “Esse seminário vem ao encontro com tudo isso, para colocar São Paulo e o Brasil no patamar onde de fato eles merecem”.

Marco regulatório

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Otavio Okano, diretor-presidente da Cetesb. Foto: Everton Amaro/FIESP

“A Cetesb de imediato acatou a decisão desse marco regulatório, porque temos a ciência de que é a pequena indústria que gera empregos e move o país”, afirmou o diretor-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Otavio Okano.

Representando o deputado estadual Barros Munhoz, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Itamar Borges, ressaltou a importância da colaboração do poder legislativo no processo da criação e efetivação desse marco regulatório.

“O poder legislativo de São Paulo está junto com essa causa, apoiando e de mãos dadas, para caminhar na busca de outras soluções e melhorias que se façam necessárias para o setor”, afirmou.

Sobre o Via Rápida Ambiental

O Via Rapida Ambiental, marco regulatório para a pesca, desatou o nó que dificultava o licenciamento ambiental e colocava em um patamar de irregularidade 100% dos produtores que agora serão cadastrados. A medida beneficia aproximadamente 10 mil pessoas, considerando-se os seis frigoríficos, que processam 80% da produção local, as empresas de ração de peixe e os pequenos e médios produtores.