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Secretária do MME afirma que Brasil precisa atrair investimentos para manter o crescimento

Entre os temas apresentados, o planejamento estratégico do MME e a visão da pasta, o chamado Plano 2050

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A reunião do Conselho Superior de Infraestrutura da Fiesp (Coinfra) realizada na terça-feira (27/4) teve como convidada a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia (MME), Marisete Fátima Dadald Pereira, que apresentou as ações da pasta. O encontro por videoconferência foi dirigido pelo presidente do Coinfra, Marcos Lutz.

A secretária afirmou que no MME tudo começa com o planejamento das ações. “Para nós, o passado é referência; o presente, um ponto de partida, e o futuro dependerá do sucesso na execução. O ministro Bento Albuquerque atribui muita importância ao planejamento”, disse Marisete.

Ao formular as políticas públicas, segundo a representante do Ministério, os agentes públicos têm a obrigação de dialogar com a sociedade “para ter condições e subsídios para entregar a melhor solução, que seja duradoura e benéfica para todos”, afirmou.

Em seguida, Marisete apresentou pontos gerais do planejamento estratégico do MME e a visão da pasta denominada Plano 2050. “A projeção de produção de petróleo é de que em 30 anos superemos seis milhões de barris por dia, enquanto se estima que o aumento da demanda por energia elétrica seja de 3,5%, o que mostra a clara necessidade que temos de buscar soluções alternativas”, explicou a expositora.

Em período mais curto, de acordo com a secretária, se o Brasil mantiver uma taxa média de crescimento de 2,9% ao ano, demandará investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões. “É urgente atrair capital, porque temos enorme potencial, que deve ser feito de modo sustentável. A previsão é de que, em 10 anos, a produção de petróleo aumente 83%, com incremento de 116% na produção de gás natural”, disse Marisete, que atribui ao novo mercado de gás esse resultado.

A secretária mencionou o excedente de cessão onerosa, com o leilão que haverá dos contratos dos campos de Atapu e Sépia, e a importância das negociações dos campos de Búzios e Itapu, que geraram R$ 70 bilhões para o país em 2019. Ela também destacou a posição do Brasil como líder global no uso de biocombustíveis e citou o recém-lançado Combustível do Futuro, programa que propõe medidas para implementar o uso de combustíveis sustentáveis e de baixa intensidade de carbono, bem como a aplicação de tecnologia veicular nacional com biocombustíveis para descarbonizar a matriz de transporte.

Por fim, Marisete informou sobre os leilões de geração e transmissão de energia, que já somam mais de 1.800 projetos cadastrados, com potencial de oferta de 66 GW, e comentou as medidas para retomada do crescimento e redução de encargos. “Somos pautados pelo planejamento, previsibilidade e pela segurança jurídica, queremos trazer investimentos para o Brasil de modo consistente, tornando-o líder na transição energética”, concluiu.

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Ao formular as políticas públicas, segundo Marisete, os agentes públicos têm a obrigação de dialogar com a sociedade. Foto: Everton Amaro/Fiesp