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Secretária do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos integrou reunião da Fiesp e apresentou as ações da sua pasta

Cuidar das famílias interessa a todos os brasileiros, afirmou secretária Angela Gandra, ao tratar a sustentabilidade nas relações e interações sociais

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

As políticas públicas familiares foram o tema da Reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp (Consea), realizada por videoconferência na quinta-feira (18/2) e conduzida pelo presidente do Conselho, Ruy Martins Altenfelder. A convidada para abordar o assunto foi a secretária nacional da Família no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Angela Gandra.

Trabalhar com políticas positivas que confiram autonomia aos cidadãos, a fim de que eles sejam protagonistas, é um dos objetivos da Secretaria, de acordo com a expositora: “Precisamos fortalecer as famílias. Não basta ter sustentabilidade material se não houver sustentabilidade nas relações e interações sociais, e por essa razão queremos nos voltar a políticas públicas que tenham como meta única o fortalecimento de vínculos familiares”, destacou.

O Estado não pode empregar todos os recursos com políticas públicas negativas. Por isso, a secretária Angela explicou como articulam suas ações em parceria com outras pastas: “Temos orçamento limitado, mas isso não impede nosso trabalho, que tem sido feito de modo transversal com outros ministérios, porque, para sermos bem-sucedidos em nossos objetivos, temos de melhorar a educação, fomentar o emprego e geração de renda, entre outras áreas que permeiam as famílias”.

Angela apresentou os programas da Secretaria, desenvolvidos ao longo dos últimos dois anos, lembrou que o contexto familiar e seus desafios não devem ser debatidos isoladamente, nem como programa partidários, mas como iniciativas permanentes do estado. “É consenso de que o bem-estar das famílias interessa a todos os brasileiros. É gratificante poder trazer este assunto aqui para a Fiesp, que tem as mesmas preocupações sociais e políticas e pensamento convergente com os nossos objetivos”, disse a secretária.

Sobre a primeira infância, Gandra frisou a importância da influência dos pais na educação dos filhos e afirmou que estão trabalhando a ideia de que, nesse momento de vida da criança, “os pais, e não o Estado, cuidem dela. Isso seria o ideal, por proporcionar a corresponsabilidade e consequente melhoria no nível da educação”, disse, citando outros programas em que estão trabalhando.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em ser Artigo 19, a família é o fundamento do desenvolvimento integral da criança e do adolescente, “mas, de modo geral, os pais não sabem como educar o orientar seus filhos. E o Estado vai oferecer uma reflexão por meio dos programas Famílias Fortes, Equilíbrio, Trabalho e Família e do programa Observatório Nacional da Família, que incentiva o desenvolvimento de estudos e pesquisas relacionadas a essa temática”, enfatizou.

Segundo a representante do Ministério, ser criado em uma família formada por um casal reduz a probabilidade de a criança viver na pobreza em cerca de 80%, pois o “envolvimento paterno na educação dos filhos, além do vínculo materno, traz ganhos cognitivos para as crianças de modo significativo”.

Outro programa citado por Gandra, o Reconecte, tem como objetivo o fortalecimento de laços familiares e desenvolvimento de estratégias inteligentes para lidar com tecnologias digitais. “Além disso, temos a campanha Acolha a Vida, de prevenção contra automutilação e suicídio entre crianças adolescentes e jovens”, que de acordo com a secretária, mostra que eles precisam de acolhimento, mas que este é mais eficaz quando oferecido por quem está mais próximo, ou seja, pela família.

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As políticas públicas devem ter como meta única o fortalecimento de vínculos familiares, segundo a secretária Angela Gandra. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp