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“Se a diversidade e a inclusão fossem fáceis, já teriam acontecido naturalmente” destacou Theo Van Der Loo

Festival de Empreendedorismo da Fiesp, nos dias 10 e 11 de agosto, teve debates sobre diversidade e inclusão, e discutiu a capacitação e o ensino como ferramentas de inclusão

Clarissa Viana, Agência Indusnet Fiesp

O painel “A capacitação e o ensino como ferramentas de inclusão”, nesta quarta-feira (11/8), debateu o potencial da educação como ferramenta de inclusão – ou de combate à exclusão, como pontuaram os painelistas.

“No processo de desexcluir, que é diferente de incluir, temos de adaptar as ferramentas disponíveis para que elas possam se adequar às pessoas que estavam marginalizadas, pois até então elas foram moldadas e utilizadas por quem se beneficiou da desigualdade, quem não era excluído nem marginalizado”, ponderou Jorgete Lemos, consultora e membro do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp.

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Para Jorgete Lemos, o processo de desexcluir é diferente de incluir e é necessário adaptar as ferramentas disponíveis para alcançar as pessoas marginalizadas

A pandemia do novo coronavírus evidenciou várias desigualdades da sociedade brasileira, mas também trouxe o debate de como serão as coisas a partir de agora, no chamado ‘novo normal’ – e isso inclui a educação e as instituições de ensino. De acordo com José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, essa nova escola não será mais um espaço apenas de transmissão de conhecimento, mas também um lugar onde se debatem questões como as discriminações e os vieses.

“O primeiro passo para resolver essa questão é reconhecer que o problema existe para que possamos construir uma alternativa para superar esse obstáculo. A universidade do ‘novo normal’ vai empoderar os alunos e disponibilizar o conhecimento de forma fluida e prática em seus ambientes”, destacou.

Um dos empresários mais engajados nas causas da diversidade e da inclusão, Theo Van Der Loo, destacou que, assim como precisamos ser antirracistas para combater o racismo, temos a tarefa de lutar contra a exclusão, além de trabalhar pela inclusão, já que o modelo atual da sociedade beneficiou apenas um grupo e esse ciclo vicioso precisa ser quebrado.

“Se a inclusão e a diversidade fossem fáceis, já teriam acontecido naturalmente. E, como sociedade, vamos errar, mas o importante é compartilhar todo o processo para que isso possa nos ensinar como um grupo e a gente possa evoluir como sociedade”, refletiu.

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A pandemia evidenciou várias desigualdades da sociedade brasileira, pontuou José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares