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+Saúde realiza mobilização com Instituto Oncoguia no Dia Mundial de Combate ao Câncer

Prevenção e detecção precoce são cruciais para a redução das notificações da enfermidade; 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

O câncer é uma das principais causas de morte no mundo. A cada ano, 600 mil novos casos são notificados, sendo o público feminino o mais afetado. No Brasil, seguida da hipertensão, é a doença que mais mata. A Fiesp e o Instituto Oncoguia realizaram, na última terça-feira (4/2), na avenida Paulista, a ação +Saúde a fim de disseminar informação e mobilização no Dia Mundial de Combate ao Câncer.

Das 9h às 13h, voluntários do Instituto Oncoguia abordaram as pessoas que transitavam pela avenida Paulista a fim de explicar formas de prevenção e reforçar que é essencial a detecção precoce do câncer.

Natália Gonzales, porta-voz do Instituto, fez questão de frisar que ações desse tipo são importantes porque contribuem para desmistificar a doença. Ela afirmou que, durante o trabalho, a equipe prestou serviço de orientação que aproxima os doentes, a família e minimiza o preconceito que surge com a desinformação.

“Tem muita gente que acha que o câncer é contagioso e incurável. Mas não é verdade. Estamos aqui, na avenida Paulista, para falar sobre o que realmente importa, os fatores de risco e a necessidade de periodicamente passar por atendimento com um médico”, alertou.

Evitar ingerir álcool, não fumar, praticar exercícios físicos, conhecer o histórico familiar e fazer exames preventivos são algumas dicas essenciais.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se considera que cerca de 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

A modelo e influencer digital Gi Charaba foi uma das voluntárias da ação ocorrida na calçada da Fiesp. Entusiasmada, ela fez questão de contar um pouco da sua história, que, felizmente, teve um final positivo. “Há alguns anos, fui diagnosticada com câncer de mama. Eu tive medo, mas enfrentei e hoje em dia carrego cicatrizes que quero mostrar e que são importantes porque fazem parte de quem eu sou e encorajam as pessoas. Vim aqui militar pela minha causa”, relatou, afirmando que existe vida próspera após o tratamento oncológico.

A assistente social aposentada Regiane Costa chamou a atenção para o fato de ter detectado tardiamente um câncer, mas que, mesmo assim, a luta pela cura por meio do tratamento a fez prestar atenção no lado positivo da vida. “Eu conto minha história para que as pessoas não negligenciem a própria saúde, para que fiquem alertas aos sinais que o corpo dá. Mas o câncer tem cura sim e é possível se amar até mais depois de passar por ele”, completou.

A estrutura da ação +Saúde chamou a atenção da universitária Carolina Antunes que saía da estação Trianon-Masp com destino ao estágio. Ela ficou feliz com o fato de encontrar acolhimento no meio do maior centro financeiro do país. “Eu tive Linfoma de Hodgkin e fiz algumas sessões de quimioterapia. Estou bem, tinha a certeza que iria me curar. Mas sofremos demais com os olhares das pessoas nas ruas, quando elas nos enxergam de cabeça raspada ou máscara. Precisamos falar mais sobre este assunto. Todo mundo tem um parente, um amigo com câncer ou até mesmo já teve um diagnóstico dessa doença”, diz.

Quem quiser obter mais dicas sobre prevenção, saber mais sobre a doença ou ainda entrar em contato com a rede de apoio do Instituto Oncoguia, pode acessar: http://www.oncoguia.org.br/

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Fiesp e Instituto Oncoguia promovem ação na Avenida Paulista no Dia Mundial de Combate ao Câncer. Foto: Karim Kahn/Fiesp