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+Saúde da Fiesp alertou sobre importância de diferenciar dor nas costas causada por lesões de dor inflamatória persistente

Profissionais de saúde aplicaram testes para ajudar as pessoas a entenderem o que é espondilite anquilosante, doença crônica caracterizada por dor lombar por mais de três meses e piora mesmo quando se está em repouso

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 80% das pessoas sentem dor lombar pelo menos uma vez na vida e é comum que as pessoas se queixem desse incômodo. No entanto, há tipos de dores que sinalizam para problemas mais graves. Quem sente dor lombar por mais de três meses e acorda durante à noite com forte incômodo, precisa estar atento. Esses são alguns dos sintomas de espondilite anquilosante, doença inflamatória crônica, por enquanto incurável, que afeta as articulações do esqueleto, principalmente a coluna, o quadril, os joelhos e ombros.

Ela acomete mais os homens do que as mulheres, a partir do final da adolescência até os 40 anos. Não tratada, pode incapacitar o paciente. Para alertar a população paulista sobre o problema, a Fiesp realizou o + Saúde Dor nas Costas: Espondilite Anquilosante, no dia 13 de dezembro de 2019, na calçada da avenida Paulista. A ação foi realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e a AbbVie.

A reumatologista Natali Gormezano, da Abbvie, alertou que diferentemente da dor nas costas mecânica, causada por lesão muscular ou ‘mau jeito’, na espondilite a dor piora com o repouso e melhora com a movimentação. Se não for precocemente tratada, pode provocar a fusão das vértebras e a diminuição da mobilidade da coluna, além de afetar outras articulações.

Samuel Oliveira, educador físico,  recebeu o diagnóstico de espondilite anquilosante há 13 anos. Ele falou sobre a aflição de saber, na época, que tem uma doença incapacitante e incurável. No entanto, reforçou a importância de pessoas com esse tipo de dor nas costas procurarem um reumatologista. “É crucial ter uma ação como essa, na maior avenida do país. As pessoas precisam ter acesso à informação para buscarem um tratamento correto e eficiente”, afirmou.

Durante a atividade em frente à Fiesp, foram distribuídos folhetos com um questionário sobre a dor nas costas persistente (há mais de três meses).  “Se, em cinco questões, a pessoa respondeu quatro vezes ‘sim’, os profissionais recomendaram a procura de um reumatologista para um exame detalhado”, informou o presidente da SBR, José Roberto Provenza.

Abaixo, o questionário:

  1. Sua dor nas costas começou antes dos 40 anos de idade?
  2. Sua dor nas costas aumentou com o tempo, gradualmente?
  3. Sua dor nas costas diminui com exercícios físicos?
  4. Você sente que o repouso (dormir) não melhora sua dor nas costas?
  5. Você sofre de dor nas costas durante a noite e percebe que melhora após levantar?

Para saber mais sobre dor nas costas e espondilite anquilosante, basta ouvir o FiespCast, neste link.

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Fotos: Ayrton Vignola e Karim Kahn/Fiesp