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Rua das Flores é palco de iniciativas de inclusão do Senai e do Sesi-SP

Evento mostrou inovações como o software de leitura para cegos e a máquina de costura adaptada para cadeirantes

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A Rua das Flores, uma travessa da Avenida Paulista, em São Paulo, virou palco de algumas das melhores práticas adotadas no Brasil em nome da inclusão de deficientes físicos nesta terça-feira (30/07).

Em toda a via, estandes apresentaram iniciativas de instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Uma mostra dos esforços da indústria em nome de todos os perfis de trabalhadores. E com direito a números de música e dança num palco montado no local.

Antes disso, foi realizado um encontro para debater a inclusão de trabalhadores com deficiência na sede na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença do presidente da entidade, Paulo Skaf, e do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

‘Cão Guia’

Hadija, fêmea de dois anos da raça labrador, chamou a atenção de quem passou pela local. A cadela faz parte do time de 16 animais do projeto “Cão Guia” do Sesi-SP. Pela iniciativa, todos vão ajudar na locomoção de trabalhadores da indústria com deficiência visual. “Esperamos entregar seis desses cachorros treinados ainda no segundo semestre”, disse sua adestradora, Telma Nely Bezerra.

O evento que destacou iniciativas de inclusão na Rua das Flores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O evento que destacou diferentes iniciativas de inclusão na Rua das Flores. Foto: Everton Amaro/Fiesp


De acordo com a coordenadora do projeto, Beatriz Canal, já está sendo feita a seleção dos profissionais que serão acompanhados pelos cães. Além disso, a ideia é desenvolver uma metodologia nacional de treinamento na área. “Temos uma parceria com o Instituto Íris nesse sentido”, explicou.

Diretor da escola Ítalo Bologna, do Senai-SP em Itu, no interior paulista, Helvécio Siqueira de Oliveira mostrava, orgulhoso, os serviços e equipamentos usados na unidade para as pessoas com deficiência. A Ítalo Bologna é uma referência na área. “Muito bom ter a oportunidade de mostrar os softwares que fazem leitura de tela para cegos”, disse. “Ou a máquina de costura adaptada para cadeirantes, com acionamento pelo antebraço”.

Usuário do programa, Wesley de Almeida é hoje professor na escola do Senai-SP. “Uso um computador comum. A única diferença é que no meu tem um leitor de tela”, explicou. “Assim posso mandar e-mails e acessar as redes sociais sem problemas”, disse ele, que tem perfil no Facebook e no Twitter.

Minas Gerais e Catanduva

Auditora fiscal do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Patrícia Siqueira é responsável por um projeto de inclusão de trabalhadores em seu estado. E veio para o evento promovido por diversas entidades, entre as quais a Fiesp, para conhecer iniciativas novas na área. “O Senai-SP é uma referência, principalmente no que se refere à qualificação profissional”, afirmou.

Com a mesma missão circulava pela Rua das Flores outro profissional da área: Francisco Rodrigues Neto, coordenador de Inclusão Social de Catanduva, cidade do interior paulista. De acordo com Rodrigues Neto, o Senai-SP deu consultoria para o município nessa área. “A equipe da escola Ítalo Bologna nos ajudou com um curso de informática para cegos, entre outras atividades”, disse.