imagem google

Robótica, tecnologia e interatividade são os destaques da 14ª edição do File

Evento mais importante de arte digital do Brasil foi aberto para convidados nesta segunda-feira (22/07)

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Incentivar a inovação e a criatividade na arte e tecnologia é a proposta do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o File, aberto nesta segunda-feira (22/07) para convidados, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. É a 14ª edição do evento, o maior da arte digital do Brasil e um dos mais importantes do mundo. A abertura oficial para o público acontece nesta terça-feira (23/07).

O File reúne projetos de instalações, animações, games, aplicativos e música eletrônica, vindos de diversos países. Na abertura do evento, o grupo francês 1024 Arquitetura, apresentou a performance “Crise”, em que os dois integrantes usaram instrumentos musicais, luzes, música eletrônica e um cenário de papelão.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1590807500

O grupo francês 1024 Arquitetura apresentou a performance "Crise" na abertura do File. Foto: Mauren Ercolani

Obras e artistas

Cerca de 400 obras estão expostas nos vários espaços do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, além da Galeria Digital e a estação do metrô Trianon-Masp. Como já aconteceu em outras edições, a interatividade é a característica mais marcante do File, que também traz, a cada ano, tecnologias de ponta como ferramenta para a expressão artística.

A obra “Heart Pillow”, de Bernardo Schorr, é um sensor que capta e reproduz os batimentos cardíacos por meio da leitura do dedo de uma pessoa e transmite para um travesseiro. “A obra surgiu da busca de formas de fazer interações afetivas e comunicar coisas que não podem ser ditas, tem que ser sentidas, como amor e amizade”, explicou o artista. “O sensor e o travesseiro estão na mesma sala, mas poderia estar um no Brasil e outro na China, ou qualquer outra distância.”

Como artista,  Schorr participa pela primeira vez do File, mas há 10 anos acompanha o evento como visitante. “Tinha 16 anos quando conheci o File. A exposição, os artistas, a curadoria, tudo é de altíssima qualidade. É muita sorte termos uma exposição como essa no Brasil e de graça”, diz o designer que atualmente mora em Nova York.

“Fala” é a instalação de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti. Formada por 40 aparelhos celular que falam 20 idiomas diferentes, a obra tem um microfone que faz a interface entre o público e as máquinas, que criam uma conversa. “Nosso trabalho veio de uma pergunta: quando as máquinas começarem a falar, qual será a língua delas? Como trazer a linguagem das máquinas para a escala humana?”, contou Rejane.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1590807500

"Martela", uma das obras do File 2013. Foto: Mauren Ercolani


Outra obra que chamou muita atenção dos visitantes é “Martela”, de Ricardo Barreto e Maria Hsu. Em formato de cama, é formada por 27 motores. Cada um deles é uma unidade tátil, que tocam o corpo de quem deita de várias formas e intensidades. “Queremos que a pessoa tenha uma fruição estética por meio do tato, na contra-mão da hegemonia da visão e da audição na arte”, disse Maria.

Essas e outras obras estarão em exposição até o dia 1º de setembro. Para ver a programação completa do File em todos os espaços, consulte o site do Sesi-SP Cultura.

Serviço
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)

Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html