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Reunião plenária do Deconcic discute 12º ConstruBusiness

Está em discussão data para lançamento do caderno com projeções atualizadas

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) realizou na manhã desta segunda-feira (9/5) reunião plenária, na sede da entidade, tendo como tema principal a 12º edição do ConstruBusiness, com data de lançamento ainda a ser discutida.

Fernando Garcia, consultor do departamento, explicou que o principal desafio da publicação é fazer a contextualização do novo cenário macroeconômico. “Além disso, também teremos atualização dos indicadores de atividades da cadeia produtiva da construção (investimento, produção, PIB, emprego, renda e arrecadação de impostos), atualização das projeções do ConstruBusiness 2015 para os períodos 2016-2018 e 2018-2022 nas áreas de habitação e infraestrutura, rediscussão dos conteúdos dos capítulos de Responsabilidade com o Investimento e do Programa Compete Brasil, redação do relatório e discussão com entidades.”

Garcia também analisou a atuação do setor em 2015. “As crises econômica e política redesenharam o entorno macroeconômico e os vetores de força no país. Em 2015, o investimento também ficou aquém do necessário, somando R$ 617,4 bilhões, valor 9,1% menor que o das necessidades (R$ 679 bilhões por ano em obras e serviços da construção). Tivemos fechamento de 461 mil postos de trabalho em 2015 e queda real de 7,7% do PIB da cadeia produtiva da construção em relação a 2014. Todos os elos da cadeia perderam emprego e renda, com desempenho pior das indústrias de máquinas e equipamentos para a construção (queda de 29,5%) e de materiais (queda de 10,3%)”, afirmou.

Sobre o comportamento neste ano, Garcia disse que o setor continua registrando quedas. “No primeiro trimestre deste ano tivemos uma queda de 17,5% em produção de materiais e queda de 14,8% em comércio de materiais. Houve também retração de 9,3% no número de empregados com carteira assinada na cadeia produtiva da construção em março deste ano frente a março de 2015. Sobre os investimentos do BNDES, também tivemos queda de 54,9% nos desembolsos do banco no primeiro trimestre deste ano”, concluiu.

Grupos de trabalho

Durante a reunião, foram abordadas as ações de alguns grupos de trabalho do departamento. Manuel Carlos de Lima Rossitto, diretor titular adjunto do Deconcic, falou sobre o controle de peso nas rodovias paulistas. “100% das cargas que entram no Estado por rodovias federais não têm controle de peso há mais de dois anos. Isso acontece porque não temos governança e gestão de qualidade. Diante disso, temos três propostas que podem ser fundamentais para termos o controle da balança: fazer funcionar o que já existe, cobrando mais dos gestores e governante, incentivar a iniciativa privada para buscar novas tecnologias que melhorem e deem velocidade para o setor e utilizar tecnologia da informação para cruzamento de dados a fim de integrar os sistemas já existente”, afirmou.

Valdemir Romero, diretor do Deconcic e coordenador do GT de segurança em edificações, explicou o projeto do grupo e os objetivos de suas atividades, entre os quais está tornar obrigatória a inspeção técnica periódica em edificações existentes há mais de 15 anos, para verificação das condições mínimas de segurança e exigência de regularização.

Sérgio Cançado, diretor do Deconcic e membro do recém-lançado GT de ambiente de negócios, também discorreu sobre as ações do grupo, criado a partir de deliberação do Conselho da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp. “A partir disso, fizemos a nossa primeira reunião e definimos os objetivos, agenda de trabalho e as pautas que julgamos prioritárias para o momento, que são o déficit e as políticas habitacionais, terceirização, distrato e funding”, disse. Com relação ao distrato, pauta tratada no segundo encontro do GT, Cançado falou sobre a análise da PLS 774/2015, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que fixa multa básica de 25% para rescisão de contrato de compra de imóvel na planta, e sobre o Pacto Global, assinado em 27/4, entre entidades da construção civil e do mercado imobiliário, órgãos de defesa do consumidor e Judiciário estabelecendo normas para regular as relações de consumo associadas à compra e venda de imóveis em todo o Brasil.

Com relação ao GT BIM, Mario William Esper, diretor titular adjunto do Deconcic, falou sobre os tópicos abordados na última reunião feita pelo grupo em 28/4 e sobre a assinatura de Protocolo de Intenções, selada em 25/4, e que tem como objetivo a certificação profissional no setor da construção civil, com vistas à redução das alíquotas do Fator Acidentário de Prevenção – FAP para indústrias paulistas do setor.

Agenda emergencial

O deputado Itamar Borges, coordenador da Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), também esteve presente no encontro e falou sobre a importante participação da frente no planejamento e diagnóstico do setor, com a realização de encontros com diversas secretarias. “Esses encontros têm sido de extrema importância para apresentarmos os gargalos da cadeia produtiva. Estamos fechando esse ciclo e acredito que agora é o momento de partirmos para outra etapa. Precisamos eleger mais um ponto ou dois para trabalharmos paralelamente às audiências”, afirmou.

Auricchio acatou a solicitação do deputado e prontamente elegeu três pautas prioritárias para serem trabalhadas de maneira emergencial: cumprimento de contratos/regularização dos pagamentos atrasados nas obras em andamento, retomada de investimentos através de parcerias público-privadas e concessões e melhorar o controle de peso de veículos de transporte de carga e de passageiros em vias.

Também participaram da reunião os diretores titulares adjuntos Carlos Roberto Petrini, Cristiano Goldstein e Newton Cavalieri; e Marcos Penido, presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo.

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Reunião plenária do Deconcic de 9 de maio, em que foi discutido o 12º ConstruBusiness. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp