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Reunião do Conselho Superior do Desporto da Fiesp tem análise da Lei Geral do Esporte

No evento, Sesi-SP explica sua atuação na prática esportiva

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião nesta quarta-feira (1º de fevereiro) do Conselho Superior do Desporto da Fiesp (Condesporto) conduzida por seu presidente, Edgard Corona, o gerente de Esporte do Sesi-SP, Luís Claudio Marques, explicou a evolução, a partir da reestruturação ocorrida em 2008, do setor de esporte da entidade.

E Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física, apresentou sua análise da Lei Geral do Esporte, destacando que ela elimina a diferenciação entre o futebol e todas as outras modalidades.

Ao se declarar baseada na definição da Unesco para o esporte, a lei abarca qualquer atividade física destinada ao bem-estar mental, à interação social e à melhora do estado físico. Na opinião de Steinhilber, é importante haver essa definição do esporte, disse, com a incorporação dos conceitos internacionais. Mas falta na lei a definição do atleta – há apenas a conceituação de atleta profissional.

Falta também tratar de entidades que não sejam do sistema confederativo formal. Saúde, promoção social e qualidade de vida são citadas na lei, mas não são consideradas na sua aplicação, restrita à competição esportiva. Academias e pessoas jurídicas precisam ser incluídos, avalia.

Pela lei, o foco principal do poder público deve ser a formação esportiva.

Como possíveis fontes de recursos para o Fundo Nacional do Esporte estariam contribuições dos jogos de azar, caso legalizados, e taxação sobre alimentos, especialmente os danosos. Em relação ao financiamento, o maior desafio, em sua opinião, é corrigir o direcionamento de recursos apenas para o esporte formal.

A tramitação da lei deve ser longa, disse. Depois de passar por comissão no Senado, vai para a Câmara para análise, volta ao Senado para votação e segue novamente para a Câmara. E a lei faz referência ao Plano Nacional do Esporte e do Sistema Nacional do Esporte, que estão em construção.

Como tornar o esporte inclusivo é a questão, ressaltou Edgard Corona. Preparada a base, com amplo acesso ao esporte, cria-se massa crítica para o esporte de rendimento. Corona lembrou que a burocracia e outros fatores encarecem muito a prática do esporte no Brasil.

Mario Frugiuele, vice-presidente do Condesporto, frisou que é importante buscar mudanças que tenham impacto sobre o esporte – não necessariamente uma mudança no esporte em si.

Cultura esportiva

Em sua apresentação, Marques destacou que o esporte se insere no grande foco do Sesi-SP, que é a educação. O esporte é usado como uma ferramenta, na tentativa de incutir nos estudantes a cultura do esporte, para valorizá-la ao longo da vida e transmitir essa mesma cultura para futuras gerações.

Pensando na criação de uma cultura esportiva, explicou, o Sesi-SP se propôs a ir além de 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, fazendo diversos ciclos olímpicos.

A ideia é que a aula de esporte dê prazer às crianças. E há uma preocupação com o constante desenvolvimento dos professores.

O Programa Atleta do Futuro (PAF), maior programa do Sesi-SP no esporte, está em 201 municípios e tem 203 empresas parceiras, atendendo 84.195 alunos, de 6 a 17 anos. São 25 modalidades, das quais 22 olímpicas. Há grande atenção à avaliação, feita pelos professores, pelos pais e pelos próprios alunos. Para ampliar a promoção do talento esportivo, foi criada a Liga Sesi-SP de Treinamento. Ela permite que todos os alunos entrem na disputa em diversas modalidades. Competições convencionais, explicou, têm custo mais alto, exigindo o pagamento de taxas confederativas, o que restringe o número de participantes.

Um degrau acima do PAF está a segunda iniciativa do Sesi-SP, o treinamento esportivo, com 1.935 alunos em 34 unidades. O Sesi-SP criou seu programa de treinamento esportivo, segundo Marques, para eliminar a brecha entre a formação básica (Programa Atleta do Futuro) e o rendimento esportivo, dando oportunidade de desenvolvimento aos alunos/atletas e permitindo selecionar os que conseguirão atingir o patamar superior da prática esportiva.

São 612 atletas em 14 modalidades esportivas no rendimento esportivo. Marques usou como exemplo do sucesso da iniciativa o fato de terem sido convocados para seleções 194 atletas e técnicos do Sesi-SP.

Os atletas de performance são referência para os alunos na Pedagogia do Exemplo. Ela é, segundo Marques, um instrumento de transformação pessoal e social, capaz de promover e estimular um estilo de vida ativo com informação, incentivo e oportunidades à prática esportiva e ao desenvolvimento dos valores do esporte.

Reunião do Condesporto da Fiesp em 1º de fevereiro

Reunião do Condesporto da Fiesp em 1º de fevereiro, com a participação de Luís Claudio Marques e Jorge Steinhilber. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp