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Reunião do Comitê de Mineração da Fiesp debate sobre impactos da Covid-19 no setor

Segmento imobiliário segue com as obras em curso, porém há preocupação quanto ao abastecimento

Agência Indusnet

A primeira reunião do ano da Divisão da Cadeia Produtiva da Mineração (Comin), do Deconcic da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada no final de março, por videoconferência, contou a participação do novo diretor da divisão, Antero Saraiva Junior, formalizada por Eduardo Rodrigues Machado Luz, que esteve à frente na gestão anterior.

Antero Junior falou sobre as ações governamentais implantadas em prol do setor produtivo, tais como a Portaria 135/GM de 28 de março de 2020 do Ministério de Minas e Energia, considerando essencial a disponibilização dos insumos minerais, assim como a alteração do Decreto 64.881, de 22.03.20, do Governo do Estado de São Paulo, liberando as lojas de materiais de construção das medidas de quarentena.

Sobre o setor de agregados, Junior argumentou que de forma geral a produção segue, até agora, de forma normal, sem grandes impactos nas entregas. “Porém as perspectivas futuras são de indefinição”, disse.

Ainda de acordo com Junior, as atividades do grupo técnico do Comin estão temporariamente suspensas. “Assim que o ambiente proporcionar, o GT será retomado”.

Também presente na videoconferência, José Romeu Ferraz Neto, diretor do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic) da Fiesp, informou que o segmento imobiliário segue com as obras em curso, sem paralisação. “Porém, uma grande preocupação do setor é quanto ao abastecimento, há grande apreensão se haverá disponibilidade adequada desses insumos”, disse, observando que o momento requer muita cautela.

“Apesar de as obras não terem sofrido paralisação, há uma grande incógnita se realmente serão continuadas. Outro ponto importante são os novos lançamentos, que foram postergados para o próximo ano”, avaliou.

A importância da integração entre a cadeia produtiva da mineração e a da construção foi destacada por Luiz Eulálio de Moraes Terra, representante da Sindipedras e Anepac. “Uma depende da outra, sendo fundamental a união para minimizar os efeitos negativos desse momento”, disse.

Anselmo Luiz Martinez Romera, do SINDAREIA, contou que a região de Sorocaba já experimentou uma significativa redução nas vendas, impactadas pelas políticas de combate ao coronavírus.

Segundo Almir Guilherme, da ASPACER, o setor de cerâmica de revestimentos vem encontrando grandes dificuldades. “Devido ao elevado estoque, muitas fábricas estão com produção parada, concedendo férias coletivas e/ou descanso remunerado nesse momento de crise do coronavírus”, contou.