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Retrospectiva 2014 – Um ano perdido para a economia e a indústria brasileiras

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1606562760A indústria viveu um ano de muitas dificuldades em 2014. No primeiro trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou alta de 0,2%, resultado que seria revisado para baixo no trimestre seguinte para um patamar negativo de 0,2%.

Nos primeiros três meses do ano, a geração de empregos da indústria paulista foi uma das menores desde 2006, ano de início da pesquisa apurada pelo Departamento de  Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) sobre o mercado de trabalho do setor.

Foram 20 mil empregos no período, superando a trajetória apenas de 2009 e 2012 durante igual período.

No segundo trimestre de 2014, a economia brasileira apresentou uma nova queda, de 0,6% em relação ao trimestre anterior, e o país entrou em uma recessão técnica. Na ocasião da divulgação do resultado, em agosto, a Fiesp se manifestou e afirmou que o caso da indústria ainda era pior, com uma queda de 2,4% no segundo trimestre, a quarta consecutiva.

“Infelizmente não acreditamos que há perspectiva de reversão desse quadro no curto prazo”, afirmou o diretor titular do Depecon/Fiesp, Paulo Francini, após o anúncio do PIB.

NOTÍCIAS DE DESTAQUE EM 2014


DEZEMBRO

Em coletiva de imprensa de final do ano, a direção da Fiesp e do Ciesp apresentou suas estimativas para a economia no próximo ano. As entidades esperam um crescimento de apenas 0,1% do PIB do país em 2014, e de 0,5% em 2015. As projeções divulgadas pela federação apontam que a indústria extrativa mineral deve ser a única a apresentar um crescimento mais expressivo no final de 2014 e em 2015, com aumento de 6,6% e 5,2% do PIB respectivamente. Já o PIB da indústria de transformação deve fechar o ano com queda de 3,5%. A previsão do Depecon para o PIB do setor em 2015 também é de queda, 1,1%. Enquanto o PIB do segmento agropecuário deve ficar estagnado em 2014 e 2015 em uma variação positiva de 0,9%. >> Leia mais

Em nota oficial, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, criticou a medida do Banco Central, que subiu a Taxa Selic em 0,5 pp, passando a 11,75%.  “Ao utilizar apenas a taxa de juros como instrumento de controle da inflação, o governo erra e derrubará ainda mais a atividade econômica, que já se encontra anêmica”, afirma  Skaf.  >> Leia mais

Também em dezembro, o Depecon/Fiesp divulgou a pesquisa Pulso Brasil sobre o uso do 13º salário para compras de fim de ano. Segundo o departamento, 30% dos trabalhadores entrevistados deveriam utilizar o recurso para pagar dívidas ou para poupar/investir. Outros 19% dos entrevistados pretendem usar o benefício nas compras de natal, mas este é o pior resultado desde 2009, início da pesquisa. >> Leia mais


NOVEMBRO

Há dois meses do final de 2014, o Depecon/Fiesp divulgou uma pesquisa sobre os planos das empresas para pagarem o 13º a seus funcionários. Segundo o levantamento, mais de 29% das empresas consultadas pela Fiesp deveriam recorrer a financiamento de terceiros, principalmente empréstimos bancários, para arcar com o pagamento do 13º salário no final deste ano. Em 2013, o número apurado foi inferior: 27,5%. Já o percentual de indústrias que deveriam utilizar as reservas provisionadas durante o ano para pagamentos dessa natureza caiu para 45,7% em 2014 ante 49,3% em 2013. >> Leia mais

OUTUBRO

Fiesp e Ciesp criticam alta da taxa básica de juros, a taxa Selic, para  11,25% a.a. “Está cada vez mais evidente que o modelo atual se esgotou. O Brasil precisa urgentemente de uma nova política econômica, baseada no controle do gasto público, para que possamos obter baixa inflação e alto crescimento econômico”, afirma o presidente das entidades, Paulo Skaf. >> Leia mais


SETEMBRO

Em nota, o presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, disse que a manutenção da taxa Selic em 11% a.a. coloca em risco a situação financeira de empresas e trabalhadores. “A divulgação dos resultados do PIB no segundo trimestre confirmou o que todos já sabiam: a economia brasileira encontra-se em recessão. O caso da indústria de transformação é ainda pior, pois a queda do segundo trimestre foi a quarta consecutiva. Os investimentos também mostraram a mesma dinâmica.” >> Leia mais

JULHO

Em meados de julho, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos, entre mil pessoas para sondar a percepção da sociedade sobre o aumento dos preços. E para 69% dos entrevistados, houve grandes aumentos nos últimos seis meses. >> Leia mais

MAIO

Às vésperas da Copa do Mundo, em junho deste ano, o Depecon realizou uma pesquisa sobre o planejamento das empresas para a produção no período de feriados por conta dos jogos. O levantamento apurou que apenas 10,7% das empresas paulistas não deveriam suspender suas operações durante os jogos do Brasil, enquanto 8,5% das indústrias parariam e não compensariam as horas paradas. Mas o indicador que mais chamou atenção na ocasião foi que, a menos de um mês para o início do torneio, 44% das empresas de São Paulo ainda não possuíam planejamento para suas operações durante a Copa. >> Leia mais

ABRIL

No dia 02/04, com a alta de 0,25 pp, o novo valor da taxa Selic passa a ser de 11 % a.a. “A economia segue em marcha lenta, e nova alta de juros só servirá para retardar ainda mais a retomada, com o agravante de que os juros estão subindo e as expectativas de inflação não caem”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. >> Leia mais

FEVEREIRO

No dia 27/02, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do PIB do quarto trimestre de 2013: crescimento do PIB total de 0,7% em relação ao trimestre anterior e um encolhimento de 0,9% da indústria de transformação. Já o fechamento do ano de 2013 foi de crescimento do PIB geral de 2,3% (abaixo da média mundial: 2,9%) e de 1,9% para a indústria de transformação, percentual insuficiente para repor a perda de 2,5% do ano anterior.

“Já passamos da hora de mudar a política econômica. É preciso controlar os gastos em custeio, aumentar o investimento público e reativar a indústria para que ela aumente o investimento privado. Só com mais investimentos poderemos reativar a economia e trazer crescimento maior para o Brasil”, disse Paulo Skaf. >> Leia mais

JANEIRO

O Copom do Banco Central abriu o ano de 2014 definindo novo aumento de 0,5pp, assim o novo valor da taxa Selic passa a ser de 10,50 % a.a. Com este novo aumento da taxa Selic, 2014 começa mal, indicando que a esperada retomada da indústria ficará para depois. O Brasil não pode esperar. Precisamos nos libertar da política exclusiva de aumento de juros e ter como novo foco o crescimento econômico. A inflação precisa ser contida, mas é necessário buscar alternativas para combatê-la que não penalizem tanto a atividade econômica e a vida das empresas e das pessoas”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. >> Leia mais