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Retrospectiva 2014 – Baixo investimento e elevado Custo Brasil foram alertas da Fiesp

Alice Assunção e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Uma das mais relevantes fontes para a imprensa brasileira na área industrial, o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) prosseguiu no ano de 2014 apontando, com base em estudos, os entraves que afetam a capacidade da indústria brasileira de competir em condições favoráveis.

Na avaliação do diretor titular do Decomtec/Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o Brasil precisa de uma estratégia de crescimento para que a indústria ocupe um papel central. Roriz também defende uma política de juros que incentive o investimento no país, contrária às medidas atuais.

“Quando analisa as projeções e as possibilidades de aumento de vendas, de exportações e vendas no mercado interno, o empresário fica com receio porque ele está perdendo o jogo da competitividade aqui no Brasil”

NOTÍCIAS DE DESTAQUE EM 2014



DEZEMBRO    

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José Ricardo Roriz Coelho: taxa de investimento do país precisa reassumir a rota de crescimento. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

No início de dezembro, o Decomtec/Fiesp divulgou um levantamento sobre o grau de desindustrialização do Brasil comparado a outros países. Segundo o departamento, entre 1983 e 2013, a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu de 25,5% para 13,1%, ou seja, o setor perdeu mais de 50% de sua representatividade na economia em meio a desindustrialização mais profunda dos últimos 30 anos, perdendo apenas para a Polônia.  >> Leia mais  

No dia 02/12, às 11h30, o Jurômetro da Fiesp indicava que o governo brasileiro havia pago, desde o início do ano, 253,2 bilhões de reais em juros. Há um ano, no mesmo horário, o gasto com juros calculado pelo Jurômetro era de R$ 226 bilhões.

“Juro alto encarece o capital de giro das empresas, e desestimula projetos de investimento. Reduz a competitividade da indústria e impede o aumento da capacidade produtiva. Ajusta a economia pela recessão e posterga as pressões inflacionárias, e leva o país a uma constante armadilha de baixo crescimento”, afirma o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf. >> Leia mais


NOVEMBRO

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Skaf: “Brasil se manteve numa posição muito ruim. Isso significa que estamos sem competitividade com relação a outros países do mundo.”. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

Segundo o “Índice de Competitividade das Nações”, apurado pelo Decomtec e divulgado em novembro deste ano, o Brasil ficou na 39ª posição em um ranking que avaliou em 2013 os níveis de concorrência internacional de 43 países.

O levantamento sondou 83 variáveis em temas como economia, comércio internacional, política fiscal, crédito, tecnologia, produtividade e capital humano. Os Estados Unidos permaneceram no topo do grupo de competitividade elevada com a primeira colocação, a 86,6 pontos.  >> Leia mais 

No dia 11/11, o “Índice de Competitividade das Nações” foi tema de reportagem do Jornal Nacional. “No momento em que o país perde a sua competitividade, a indústria que está dentro dele perde também. E você não tem desenvolvimento de um país como o Brasil, com 200 milhões de habitantes, sem indústria forte, empregando e se desenvolvendo a toda hora”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ao Jornal Nacional. >> Leia mais

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Roriz: "Sem o BNDES é quase que inviável fazer investimentos em infraestrutura ou em projetos de longo prazo". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Também em novembro deste ano, o Decomtec divulgou o levantamento “Efeitos do Ambiente Macroeconômico e das Expectativas nos Investimentos e Desembolsos do BNDES à Indústria de Transformação”.

A pesquisa apurou que a participação da indústria de transformação nos recursos do BNDES caiu de 28% em 2013 para 25% no primeiro semestre de 2014. >> Leia mais  



OUTUBRO

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Evento debateu melhora no ambiente regulatório e capacitação dos empreendedores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em parceria com o Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da entidade, o Decomtec/Fiesp organizou o seminário “Estratégias para Inovação e Empreendedorismo”.

O objetivo do encontro foi discutir políticas públicas que pudessem contribuir para a inovação tecnológica, investimentos para startups e também como acelerar o crescimento de empresas.  >> Leia mais



AGOSTO

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A reunião do Conic: foco em inovação também nas pequenas empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em uma de suas reuniões do ano, o Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) recebeu, em agosto, o secretário do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Antônio Elias, para discutir a importância de políticas públicas para o desenvolvimento da inovação na indústria brasileira.
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JUNHO

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Pesquisa da Fiesp comparou preços de produtos brasileiros com produtos importados

Em junho, o Decomtec/Fiesp divulgou o estudo “Custo Brasil e a Taxa de Câmbio na Indústria de Transformação 2013”. Segundo a publicação, o Custo Brasil, termo que se refere ao conjunto de entraves estruturais que encarecem a produção industrial brasileira, contribuiu para que mercadorias produzidas pelo setor manufatureiro do país ficassem 33,7% mais caras que produtos importados de países parceiros, ou seja, nações que corresponderam a mais de 70% da pauta de importados em 2013, entre elas Alemanha, Argentina, Chile e França.
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MAIO

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Roriz: falta de investimento resulta no aumento do custo de produção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No final do primeiro semestre de 2014, a Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento, também elaborada pelo Decomtec/Fiesp, apurou que o investimento da indústria de transformação em máquinas, equipamentos e instalações, gestão, inovação e pesquisa de desenvolvimento (P&D) seria 4,7% menor este ano com relação ao ano anterior. >> Leia mais  



ABRIL

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Cervone: interligação das cadeias produtivas de ponta a ponta é estratégica. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

No dia 15/04, a Fiesp e o Ciesp realizaram o seminário “A Indústria e seu Mercado Consumidor”. O evento reuniu empreendedores e especialistas para debater temas como a reinvenção das lojas e o comportamento do consumidor, entre outros. Isso além do lançamento da atualização do aplicativo “Inteligência de Mercado da Indústria 2014”.

Segundo o diretor titular do Decomtec/Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, se não há a disseminação do planejar e depois realizar, aspectos como integrar os canais de venda e conhecer o consumidor-alvo ficam em segundo plano e isso possivelmente impacta negativamente a competitividade empresarial. >> Leia mais