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Retrospectiva 2013 – Novas perspectivas para a pequena e média indústria

O VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado pelo Dempi/Fiesp, em outubro, ampliou a sua atuação nas agências e fóruns de debates do setor

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O ano foi de apresentação de novas perspectivas para os empreendedores de pequeno e médio porte.

Com o objetivo de apresentar estratégias e possibilidades para o setor, o Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), promoveu, no início do mês de outubro, o VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, que reuniu 1.500 participantes.

Sob o tema “Mercado – novas atitudes, novos negócios”, o evento 31 palestrantes debateram temas inovação, negócios e oportunidades, novos mercados em mídias digitais e atitudes empreendedoras.

Mais crédito e informação às indústrias

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Jornal Hoje destaca Salas de Crédito da Fiesp. Foto: Reprodução Portal G1

A Fiesp  também trabalhou para facilitar o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias indústrias, promovendo encontro entre empresários e instituições financeiras e orientando sobre linhas de financiamento disponíveis. Ao longo do ano foram realizadas 10 Salas de Crédito, em todo o Estado, atendendo cerca de 210 empresas. A iniciativa foi destacada em reportagem do Jornal Hoje da rede Globo.

Dentro do programa Interação Universidade-Empresa, o Dempi/Fiesp promoveu palestras com universidades renomadas, com intuito de proporcionar o aperfeiçoamento da gestão das empresas.  Ao todo foram realizados 17 palestras nas universidades.  O departamento também ofereceu salas de capacitação para 35 empresas.

Congresso da Micro e Pequena

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Paulo Skaf na abertura do Congresso da Micro e Pequena Indústria

Na abertura do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, elencou a burocracia como um dos principais entraves para o crescimento, não só das micro e pequenas empresas, mas também para o desenvolvimento econômico do país.

“Deveríamos estar concentrados não em criar mais leis e sim em melhorá-las, desburocratizar, desregulamentar e dar um voto de confiança à sociedade”, disse.

Skaf  ressaltou que que as pequenas e micro empresas precisam de uma nova atitude para aproveitar a onda de consumo da nova classe média brasileira, mas que “não é apenas o empresariado que precisa mudar de postura”.

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Jornal Valor Econômico em 30 de outubro

Em reportagem publicada no jornal Valor Econômico, Milton Bogus também citou as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores, devido a burocracia existente no País.

“O governo precisa fazer a sua parte e, como primeira medida, revisar a substituição tributária”, opinou o diretor-titular do Dempi da Fiesp, Milton Bogus, também durante abertura do Congresso.

Bogus classificou como urgente a revisão da substituição tributária para as pequenas empresas enquadradas ou não no Simples “porque, na prática, essa forma de arrecadação elimina benefícios em geral”.

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Bogus: necessidade de adoção de faixas progressivas de pagamentos de tributos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Outro entrave citado por Bogus é a falta de um sistema de atualização automática do limite de faturamento das empresas e de faixas progressivas de pagamentos de tributos. Sem estes mecanismos, as empresas acabam sendo punidas por crescerem, afirma o diretor do Dempi.

Oportunidades para micro e pequenas 

Negócios e oportunidades: onde estão os seus clientes” foi o tema do primeiro painel do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria. O debate teve a mediação de Marco Antonio dos Reis, diretor-titular-adjunto do Dempi da Fiesp.

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Alessandra Andreazzi Peres, diretora-executiva da Tramity Business. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A diretora executiva da Tramitty Business to Government, Alessandra Andreazzi Peres, convidada para o painel, falou sobre as possibilidades de criação de negócios e parcerias com o governo. “Não adianta querer vender para o governo e achar que em um ano vai ter resultado. É um plantio. É preciso ter persistência e se organizar para fazer isso”, disse ela.

Alessandra apresentou algumas diretrizes importantes para vender ao governo, como as modalidades de licitação e os caminhos para cadastro e documentação. Também destacou canais onde é possível encontrar apoio. “A Fiesp, por meio do Dempi ,tem pessoas que conhecem o mercado de governo, é um ponto de apoio. Também é possível contar com a ajuda do Sebrae local, as secretarias estaduais e municipais e as empresas especializadas.”

A necessidade da inovação

Outra atração do encontro foi a presença do professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa. Para ele, a ideia da inovação está sendo mais debatida do que nunca, também nas pequenas empresas. “Empresas só evoluem através da inovação. Hoje ela é fundamental, devido à alta competitividade e os custos altos”.

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Marcelo Nakagawa, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper. Foto: Renan Felix/Fiesp

Além disso, a inovação deve ser vista como uma vantagem competitiva. Entretanto, poucas empresas realmente são inovadoras. “Existe uma confusão quando falamos de inovação”, explica.  “Muitos falam de inovação. Mas, de verdade, poucas empresas são inovadoras”.

Nakagawa explicou que a inovação deve estar inserida em um contexto corporativo e que ela tem que se tornar prática, ser implantada. E dele destacou: “Precisamos saber por que queremos inovar. Qual o interesse real do esforço? Tem que ser mensurado, imaginado dentro de um processo maior”.

O Congresso contou com palestras de executivos do Facebook e do Google, além da especialista e escritora Martha Gabriel, autora do livro “Marketing na Era Digital”.

Renovação

“A atitude empreendedora: a razão do seu sucesso” foi tema de discussão durante o VIII Encontro de Micro e Pequena Indústria, em painel coordenador pelo diretor do Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Vicente Manzione.

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Mauro Pedro Lopes um dos especialistas que palestrou no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Com o objetivo de provocar o público a pensar não apenas no seu negócio, mas sim como empresários, o representante do MSI Washington DC, Mauro Pedro Lopes, destacou a figura do empresário e a importância da atitude frente aos empreendimentos.

“Vivemos numa intercessão de um mundo que está acabando e um novo que está iniciando”, afirmou Lopes ao lembrar que, antigamente, a indústria ganhou muito dinheiro com a produção em escala, mas que hoje há um cenário em que se ganha muito dinheiro com a inteligência. “Com todas as informações de tecnologia, mercado e negócios, o que é possível fazer, como atitude, para prosperar os negócios?”, questionou.

No encerramento do evento, o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, disse que a entidade pertence aos empresários da micro e pequena indústria e está à disposição para conhecer os problemas do setor e propor soluções e parcerias para estimular sua atividade.

“Pensam, por aí, que a Fiesp é feita por grandes indústrias. Mas ela é feita, em sua maior parte, pelas micro  e pequenas empresas”, afirmou Ometto. “É muito importante vocês comparecerem. A Fiesp, o Senai-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo) é a casa de vocês. E fazendo essa aproximação, procuramos ajudar na elaboração de movimentos que permitam mais facilidade”, acrescentou.

O diretor-titular do Dempi, Milton Bogus, fechou o evento com mais algumas palavras. “Se todos ficaram até esse horário, significa que nosso congresso foi bem produtivo.”

Conselho de agência

A partir de 2013, o Dempi faz parte do Conselho Deliberativo da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa). A iniciativa, criada por meio da Lei 15838, de 2013, tem como objetivos gerais promover o crescimento econômico e a geração de empregos na capital paulista.

Depois de agradecer o convite para a participação na Ade Sampa, o diretor titular do Dempi, Milton Bogus, indicou os nomes de dois diretores do departamento na Fiesp para o Conselho Deliberativo da agência: Carlos Monteiro e Benedito Sachhi Filho, esse último como suplente.