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Representantes de empresas participam de debate sobre saúde ocupacional

Evento on-line foi transmitido pelo YouTube da Fiesp

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Oferecer a perspectiva das empresas sobre como o cuidado do bem-estar físico dos colaboradores influencia os princípios ESG foi o objetivo da live promovida pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, realizada na quinta-feira (7/10), com a presença da diretora titular Grácia Fragalá, e do membro do Cores, médico do trabalho e diretor de Sustentabilidade da indústria Clariant, Paulo Itapura.

Durante a abertura do evento, transmitido pelo canal da Fiesp no Youtube, Fragalá explicou a atuação do Cores dentro da Fiesp e seus eixos norteadores, sendo o desenvolvimento sustentável um deles. Coube ao Dr. Itapura a condução dos debates. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cuidar da saúde e do bem-estar dos funcionários vai além de ofertar o benefício de um plano de saúde e processos de segurança e melhorias nas condições de trabalho.

O médico e diretor titular adjunto do Cores, Alberto Ogata, ressaltou a existência de diferentes olhares sobre o assunto, que a saúde esteve muito presente na agenda durante a pandemia, mas lembrou que saúde é feita em casa. “Os hospitais são feitos para consertar, o Sistema de Saúde não gera mais saúde, mas nós podemos ser agentes”, disse Ogata.

Nos próximos anos, a Covid-19 será contida pelas vacinas e tratamentos, segundo o médico. “Contudo, não há vacina para aqueles que estão sob o risco de perder suas vidas devido ao uso de drogas, álcool ou pelo suicídio”, afirmou.

Ao citar o aspecto financeiro, Ogata disse que as empresas que cultivam a cultura de saúde trazem até o dobro de retorno no preço das ações para os seus investidores. “Isso também se reflete no preço das ações dessas companhias”.

Para o diretor de Saúde Ocupacional da Marfrig, Altemir Correa, os programas de saúde são inegociáveis. Ele entende ser importante trabalhar com relatórios e com dados, mas adverte os gestores para que não fiquem presos apenas a formulários. “Precisamos conhecer o estilo de vida do trabalhador, a fim de que se possa prevenir as doenças ocupacionais”, que também destacou a importância do tema para os negócios. “O investidor está interessado em empresas humanas, que cuidam bem de seus colaboradores”, completou Correa.

Ao procurar conhecer mais de perto os trabalhadores e atuar ativamente, Maurício Paiva, da Gerdau, percebeu a diminuição do número de queixas relacionadas à saúde em 45%. Colaboradores que tinham restrições passaram a ser mais produtivos e houve 73% de diminuição do absenteísmo, o que trouxe impacto financeiro positivo, além de evitar a realização de 40 cirurgias.

“Também trabalhamos com programa de saúde mental, que ajuda a identificar o perfil do trabalhador e entender qual o posto de trabalho e atividades mais adequadas para ele, o que contribui sobremaneira para prevenir acidentes. Precisamos colocar a saúde e a segurança sempre em primeiro lugar”, lembrou Paiva.

E o gerente corporativo de Segurança e Saúde da WEG Equipamentos Elétricos, João Alfredo Silveira, destacou as ações da companhia para resguardar a saúde dos trabalhadores durante a pandemia. “Desenvolvemos protocolos muito robustos seguindo todas as exigências dos órgãos sanitários. Investimos mais de R$ 4 milhões em testes, o que ajudou a minimizar os impactos em nosso grupo”.

Outras ações apontadas por Silveira foram o programa de ginástica laboral, em parceria com o Sesi-SP, bem como campanhas de vacinação e ações de promoção da qualidade de vida. “Temos um programa chamado ‘Viver Bem Weg’, que atua em várias frentes, incluindo a questão da saúde mental. Pessoa motivada e saudável é a base do êxito empresarial e de negócios”, finalizou o gerente.

Acompanhe os debates na íntegra no YouTube da Fiesp.