imagem google

Skaf sobre medidas do governo federal: ‘É uma satisfação ver que nosso trabalho surtiu efeito’

Presidente da Fiesp e do Ciesp comenta anúncio oficial, pelo governo federal, da redução das tarifas de energia elétrica

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1597438616As tarifas de energia ficam mais baratas a partir de 2013, conforme anúncio do governo federal na manhã desta terça-feira (11/09). E na visão do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf,  as medidas representam uma conquista das entidades que beneficia todos os brasileiros.

“Lançamos uma campanha chamada ‘Energia a preço justo‘ no rádio, televisão e jornais no ano passado. Fomos para o Tribunal de Contas da União, fomos a audiências públicas do Senado, lutamos incansavelmente para fazer cair o preço da energia. Nossa luta sempre foi para reduzir a conta de luz não só dos grandes consumidores, mas de todos os brasileiros. E é uma satisfação grande ver que o trabalho deste ano e meio surtiu efeito, beneficiando a todos. É o resultado concreto da campanha ‘Energia a Preço Justo’ em benefício de todos brasileiros’, comenta o presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf diz que o próximo passo da Fiesp é analisar as medidas em detalhes. “Redução de preços, em especial de um insumo como a energia, que influencia todos os outros custos das famílias, da indústria, do comércio, dos serviços, é sempre uma medida boa. Agora, a forma como essa redução vai ser feita, os detalhes, nós estamos estudando para termos a certeza que o desconto anunciado realmente leva a um preço justo da energia para todos. O que nos preocupa não é só o grande consumidor, mas a padaria, a farmácia, o hospital, a escola, os pequenos e médios negócios, os consumidores de menor porte e também as residências de todos os consumidores. O preço justo da energia é um direito de todos os brasileiros.”

De acordo com o líder das entidades, o melhor seria um reajuste linear e horizontal. “Foi feito um desconto maior a grandes consumidores (de até 28% para a indústria) e outro menor aos consumidores residenciais (16,2% em média). Preferíamos que o desconto fosse feito de uma forma linear – ou seja, se é possível descontar até 28%, que esse desconto fosse feito para todos. Não é bem a forma como queríamos, mas fomos parcialmente atendidos.”

Competitividade
O presidente da Fiesp e do Ciesp lembra ainda que as medidas contribuem para recuperar parte da competitividade do país. “Essa redução na conta de luz de todos não só vai beneficiar as pessoas nas suas casas. Vai beneficiar o pequeno comércio, vai beneficiar os hospitais, mas vai beneficiar também setores que estavam inviáveis e podem voltar a ser viáveis”, explica Skaf, citando  como exemplo o setor produtivo de alumínio, de uso intensivo de energia. “Nós temos, por exemplo, no Rio de Janeiro, fábrica de alumínio parada porque é inviável ela funcionar devido ao preço de energia.”

Segundo Skaf, o aumento da competitividade do país terá reflexos positivos sobre os preços. “Quando você tem uma redução de custo, você beneficia a todos, não só numa conta direta, ou seja, na conta da sua casa, na conta do seu trabalho, mas também reduz o custo geral do país e isso acaba refletindo no preço de todos os produtos.”