imagem google

R$ 30 bilhões para rodovias não são utilizados por falta de projetos qualificados

Valor levantado entre 2001 e 2009, e ainda não utilizado, refere-se à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), afirma diretor da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1571867404

José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic da Fiesp

Aproveitando o momento de alta no consumo de asfalto no Brasil – que em fevereiro bateu recorde de crescimento, atingindo 90% em relação ao mesmo período de 2009 e cerca de 5% no acumulado de 12 meses –, uma comissão da Fiesp se encontrará com a gerência geral de consumo de produtos especiais da Petrobras nesta quinta-feira (4).

A ideia é integrar a cadeia e garantir a produção necessária para acompanhar o momento de alta no consumo.

“A indústria paulista está à disposição para propor parcerias que garantam a total utilização dos recursos arrecadados pela Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), na qual cerca de R$ 30 bilhões não foram aplicados”, afirmou o diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), José Carlos de Oliveira Lima.

O montante resulta do imposto recolhido na venda de combustíveis e está sem concluir seu propósito que é ser direcionado à recuperação, manutenção e ampliação de rodovias.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1571867404

Manuel Rossito, diretor do Deconcic

Para o também diretor do Deconcic, Manuel Rossito, o momento é oportuno mas não devemos esquecer os entraves.

“Mesmo vivendo um cenário positivo, com a produção em ritmo acelerado e tendo a garantia por parte da Petrobras de que poderemos atender a demanda, não devemos esquecer que há inúmeros gargalos a se combater. Exemplos disso são a falta de mão de obra especializada, logística de transporte, distribuição e armazenamento de asfalto”, explicou.

Segundo Rossito, o índice de consumo do asfalto o faz crer que em 2010 todo recurso arrecadado pela Cide será aplicado em rodovias, diferentemente do ocorrido no acumulado entre 2001 e 2009. “Que, no nosso entendimento, ainda não foi utilizado devido a falta de projetos qualificados”, concluiu.