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‘Queremos energia a preço justo para toda a sociedade. Não abrimos mão disso’, afirma Skaf

Em seu pronunciamento no 13º Encontro Internacional de Energia, presidente da Fiesp diz que geradoras não podem mais reclamar a amortização de investimentos como motivo para renovar concessões

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia, o presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, afirmou nesta segunda-feira (06 /08), no hotel Unique, na capital paulista, que as entidades e o Sistema Firjan não abrem mão do compromisso com a campanha que visa a redução do preço da energia para todos os brasileiros.

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Paulo Skaf: "não abrimos mão daquilo que nós nos comprometemos e envolvemos toda a sociedade"


“Estou de acordo caso o governo crie uma possível política industrial e reduza ainda mais para a indústria. Mas nós não abrimos mão daquilo que nós nos comprometemos e envolvemos toda a sociedade. Nós queremos energia a preço justo para toda a sociedade. Baixar o preço da luz para a indústria, os hospitais, para as casas, para todas as residências”, afirmou.

“É lógico que é importante baixar o preço para a indústria. É a recuperação da competitividade”, assinalou Skaf, lembrando que o Brasil tem na hidroeletricidade a forma mais barata de se produzir energia e o “terceiro ou quarto” preço de conta de luz mais caro do mundo.

O presidente da Fiesp reforçou que quando se fala da redução do preço de energia não se deve misturar assuntos como a carga tributária os índices de indexação. “Se a intenção do governo é de fazer uma redução de encargos e de taxas em torno de 10%, então a nossa proposta é de no mínimo 30%. E algumas contas do Sistema Firjan me convenceram que o certo é 35%.”

De acordo com Skaf, o sistema Eletrobras – assim como Cesp e Cemig, exemplificando algumas das concessionárias – terá todo o direito de participar dos leilões. “Só que vai ter que baixar os preços”, destacando que no regime de preço livre, vigente desde 1995, não há mais direito de se falar em amortização de investimentos na geração de energia como motivo para renovar concessões.

O presidente da Fiesp disse ainda que Fiesp e Firjan estão juntas no sentido de buscar encaminhamento e soluções para as questões. “O Brasil não tem mais tempo. Estamos muito atrasados”, ressaltou.

O evento

O 13º Encontro Internacional de Energia acontece nos dias 06 e 07 de agosto, no Hotel Unique, em São Paulo, com o tema “Energia no Brasil: tão limpa, tão cara”. Durante dois dias são realizados vários debates com presença de autoridades e especialistas brasileiros e estrangeiros. Ao todo serão 27 painéis, mais de 110 palestrantes do Brasil, América do Sul e dos Estados Unidos. A realização é da Fiesp com correalização da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Sistema Firjan).

O evento também pode ser acompanhado pela internet por meio de transmissão on-line.

Veja as fotos do evento de abertura, realizado na manhã desta segunda-feira.