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Queda do preço da energia tem que devolver competitividade brasileira, diz Eduardo Eugenio

Presidente do Sistema Firjan afirma que apenas a supressão impostos encargos será insuficiente para que Brasil tenha energia a custo competitivo no cenário internacional

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A possibilidade de o governo federal reduzir a carga tributária como medida para baixar o preço final da energia elétrica não basta para a retomada da competitividade brasileira. O alerta é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Sistema Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, em sua participação na cerimônia de abertura do 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

13 Encontro de Energia - Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. Foto: Everton Amaro

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente do Sistema Firjan: 'É preciso que o governo force essa queda mais expressiva no preço da geração'

De acordo com o presidente do Sistema Firjan, se houver um corte de apenas 20%, o país continuará com a média superior à da tarifa cheia de países como China, Estados Unidos e Argentina.

“Mesmo se tirarmos impostos e encargos, temos o custo mais alto que nossos concorrentes, o que nos coloca em desvantagem competitiva”, apontou Eduardo Eugenio nesta segunda-feira (06/08), no Hotel Unique, em São Paulo.

“É importante que haja uma redução que nos coloque no patamar de competitividade a nível internacional”, reforçou Gouvêa, pedindo ao governo Dilma a “mesma ousadia que teve para a redução dos juros.”

“É preciso que o governo force essa queda mais expressiva [no preço] da geração”, sugeriu. “Essas usinas já foram amortizadas, a matéria-prima é de graça. Os custos administrativos são ridículos”, completou.

O presidente do Sistema Firjan disse ainda que a posição de sua entidade é a mesma da Fiesp. “Nós precisamos abrir a caixa preta, o que está lá nos balanços e nos contratos de concessão. Esse é um fator decisivo.”

“Vamos estar juntos para fazer valer nossa voz do setor produtivo, que representa mais de 70% das indústrias”, exortou Gouvêa.

O líder das indústrias fluminenses lembrou ainda que, segundo estudos da Firjan, o Brasil é o primeiro no ranking na qualidade de emissão de energia elétrica entre os 10 maiores países do mundo, e que a energia brasileira é limpa, enquanto as 10 maiores economias do mundo contribuem com mais de 70% da emissão.