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Propostas para a indústria da construção são debatidas na Fiesp

Desafios do setor e para o crescimento do país foram discutidos em reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp 

“A cadeia produtiva está desequilibrada, o preço dos materiais de construção está maior com a inflação e a carga tributária é ruim para o setor. Nossa indústria não tem como ser pequena frente ao tamanho do Brasil. No entanto, temos grandes impeditivos e qualquer ação que possa destravar é significativa”. Foi com essas constatações que Rubens Menin Teixeira de Souza, presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp, abriu a reunião do Conselho, realizada nesta quarta-feira (11/5), na Fiesp.

Menin afirmou também que é o momento de as entidades representativas do setor trabalharem em conjunto para apresentar para o Poder Público as medidas que consideram importantes. “Os desafios existem, e podemos fazer algo de concreto. Hoje, existe no Ministério da Economia uma vontade grande de fazer acontecer”, resssaltou.

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“A cadeia produtiva está desequilibrada”, na avaliação de Rubens Menin Teixeira de Souza, presidente do Consic. Fotos: Karim Kahn/Fiesp


Andamento dos trabalhos dos Grupos de Trabalho (GTs)

Para nortear as ações do Conselho, foi apresentado um conjunto de assuntos relevantes para o setor, com a proposta de analisar quais prioridades serão definidas.

Fernando Garcia, consultor econômico do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic) da Fiesp, lembrou que as ideias abordadas no ConstruBusiness, o  Congresso Brasileiro da Construção, realizado na entidade, já serviram como propostas às demandas do setor. Contudo, com o cenário atual em que o Brasil passa de desequilíbrio econômico e financeiro, os dados da época não podem mais ser considerados, e é preciso ajustar à realidade de hoje.

Rodrigo Navarro, membro do Conselho, lembrou que o Governo Federal lançou recentemente o programa Construa Brasil, e recomendou que o Consic utilize os trabalhos em andamento para apoiar seus pleitos.

Para Navarro, na questão tributária, é preciso olhar prioritariamente para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado de São Paulo. “Não podemos nos focar apenas no aspecto Brasil, temos, sim, de olhar para São Paulo. Outra sugestão é mirar o aspecto internacional, ver como é feito no exterior e trazer esse know-how para o Brasil”, disse. Ele acrescentou que retomar obras paradas pode ser um componente importante para a geração de renda na atual conjuntura econômica.

O vice-presidente do Consic, Luiz França, apresentou os principais desafios que o Conselho precisa trabalhar no nomeado “Custo Brasil/Avenidas de Crescimento”. Os temas importantes em que a Fiesp pode contribuir são: burocracia em licenciamento e modernização de processos; custo financeiro; reformas estruturantes; produtividade e qualificação profissional; modelo de negócios para concessões e Parceria Público-Privada (PPPs); planejamento de infraestrutura, habitação e saneamento; e atividades para financiamento. 

Diante dessa lista, Menin aconselhou o grupo a se debruçar sobre alguns itens. “Precisamos focar em dois pontos para o crescimento do país: primeiro, vencer a burocracia, trabalhar com PPPs e concessões é fundamental; e segundo, ter uma boa comunicação direta e objetiva é mais eficiente do que juros compostos”, resumiu.