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Projeto de musical gratuito no Sesi-SP é ‘maravilhoso’, diz atriz de ‘A Madrinha Embriagada’

Em entrevista, Paula Capovilla revela ansiedade do elenco com estreia, programada para o dia 17 de agosto no Teatro do Sesi-SP

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Enquanto tenta se concentrar na coreografia, a imaginação da atriz Paula Capovilla vagueia, tentando perceber os efeitos de cada movimento com a música, os detalhes do figurino e do cenário e, principalmente, a reação da plateia.

Um dos principais nomes do musical “A Madrinha Embriagada”, Paula não esconde a curiosidade com a reação do público ao espetáculo, que tem estreia marcada para o dia 17 de agosto no Teatro do Sesi-SP, em realização conjunta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Está todo mundo aqui numa super ansiedade para essa estreia”, comenta a atriz, protagonista da montagem do musical “Evita” (2011).

Paula: ansiedade e atenção aos detalhes da produção do musical durante os ensaios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Paula: ansiedade e atenção aos detalhes da produção do musical durante os ensaios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em entrevista ao site da Fiesp, Paula fala do preparo dos atores para o espetáculo e se revela uma apaixonada pelo que faz. “É muito genial. Eu acho que o processo de ensaio é a época mais rica de uma produção.”

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Paula Capovilla:

A expectativa do elenco

A gente está louco para ver tudo pronto. Porque é um processo de criação em que todo mundo coloca um pouco do seu talento, um pouco de sua arte nessa obra conjunta. A expectativa é de ver a obra terminada. Eu já começo a imaginar as pessoas com o figurino no cenário. A gente vê as fotos do cenário e a imaginação vai construindo. Mas, enquanto a gente está aqui, no ensaio, não vê tudo pronto. A vontade mesmo é de ver tudo pronto. Essa é a maior ansiedade.”

Dificuldades

”A gente fica no meio do ensaio pensando: ‘Ai, meu Deus, será que vai dar certo?’. Está todo mundo assim: entregue. E cada um tem a sua dificuldade. Alguns dançam mais, outros dançam menos, como vocês viram ali. Estamos lutando para aprender (risos). Mas, a gente sabe que, depois de muitos ensaios, vai dar certo, pois o processo é assim mesmo.”

O figurino na cena

“Eu fico imaginando nossos movimentos no figurino. Não só pela postura que vai te dar, mas o que ele impõe, se ele tem um chapelão, por exemplo. Não é só pela beleza e pela estética. Tem a parte da dança ou da marcação da cena em que a perna sobe e, se o figurino for fechado ou se a gente está de salto, a Kátia [coreógrafa] vai adaptando. A gente pensa no figurino também dessa maneira: para ver o resultado, a beleza, a composição e a soma ao personagem. Tem uma cena ótima de um tanguinho da ‘Madrinha’ com o Adolfo, que eu lembrei na hora: ‘Dá pra fazer!. Ainda bem que o figurino é de pontas soltas’. A gente pensa em tudo, em cada detalhe.”

Clima dos ensaios

“Eu sou apaixonada pelo que eu faço. Você vê o diretor fazendo, ele te dá uma linha, um estalo. A gente aprende muito nesse processo, vendo o Miguel [Falabella] dirigir, vendo a Katia [Barros] coreografar, o Floriano [Nogueira] dirigir e coreografar, o [maestro Carlos] Bausys dirigindo a parte musical, falando dos efeitos que cada trecho da música vai dar se a gente fizer de determinada maneira. Você aprende muito com os colegas. Cada um coloca um pouco de sua arte ali. É muito genial. Eu acho que o processo de ensaio é a época mais rica de uma produção. É o momento que a gente tem que aproveitar para aprender uns com os outros.”

Expectativa pela reação do público

“Está todo mundo aqui numa super ansiedade para essa estreia. Geralmente, os grandes projetos de musicais são pagos e são caros, porque as produções musicais exigem um investimento muito alto. Diante disso, de o público ter acesso direto, sem nenhuma barreira, é maravilhoso. E a gente pensa ‘Meu Deus, como será que eles vão reagir?’. Eu, particularmente, nunca fiz um projeto com entrada gratuita.

E a gente vê as coisas que o Miguel [Falabella] coloca no espetáculo e pensa: ‘O público vai ficar louco’.  O jeito que o Miguel constrói é uma linguagem que chega muito próxima do publico. Eu fico imaginando as pessoas respondendo, reagindo como eu, que dou ‘boa noite’ para o William Bonner (risos). Vai ser uma surpresa, especialmente para mim, que nunca fez esse tipo de projeto. E vai ser muito bonito.”